Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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193000


Caros Amigos e Leitores,

Um de vós, a Célia, anda, definitivamente, a espiar a numerologia de MPMI.
Não vale a pena negares, primeiro, deste com a capicua e agora captaste o número redondo que antingimos hoje.
Obrigado pelas tuas visitas e pela tua atenção!

Obrigado a todos pelo tempo que dedicam a este cantinho!

jpv


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ErotiKa – O Beato

AVISO
Esta publicação contém um texto de teor erótico. Se se sente ofendido com textos, imagens ou quaisquer conteúdos sobre erotismo e sexualidade por favor não prossiga.
Do mesmo modo, o conteúdo desta publicação só pode ser acedido por pessoas maiores de 18 anos.
Assim, caso prossiga com a leitura, o utilizador fá-lo por vontade própria e assume ter idade para aceder aos conteúdos.
Obrigado
jpv
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ErotiKa – O Beato

Sua mulher, Maria do Amparo, costumava contar em surdina à mãe que ele sempre a procurara pouco na cama para as funções do prazer. Após o casamento, com alguma frequência, era lá uma ou duas vezes por mês, costumava ajoelhar-se junto à cama com o terço entre as mãos em posição de oração, purificava-se pelas palavras dirigidas ao Senhor e depois suava e urrava em cima dela durante três eternos minutos. Ela não chegava a saber se gostava ou não. Aquilo era um fogo fátuo, um lume ardente, mas brevemente extinto em suor. Sempre sob os lençóis. Sempre de luz apagada. E ela não estranhara uma coisa nem outra pois que em termos “daquilo” a experiência que tinha era tanta como nenhuma. Mas sempre perguntava à mãe se era normal aquela ausência dele na cama dela. E a mãe, em reação surpreendente, lhe foi dizendo, É uma bênção, minha filha, é uma bênção, não dar uma dessas ao teu pai é que é pena. E como Maria do Amparo quisesse desconfiar daquela falta de fogo, a mãe rematou contudente:
-Ele costuma faltar ao trabalho?
-Não
-Ele falta-te com alguma coisa em casa?
-Não.
-Bebe até cair para o lado?
-Não.
-Bate-te?
-Não.
-Então agradece ao Senhor a sorte que tiveste.
E com aquela se ficou e não tocou mais no assunto. E veio o primeiro filho, uma menina, por sinal, e pensou ela que ele se entusiasmaria com o facto, mas o certo é que o seu fervor religioso aumentou, a moral tornou-se mais rígida por via do exemplo que era necessário constituir para a criança e as visitas na cama, já de si escassas, tornaram-se quase inexistentes. Foi isto há dezanove anos completos. E são dezanove anos que a menina faz esta semana. Na altura, dois anos volvidos, três ou quatro cópulas de pouco investimento e, mesmo assim, quis o Senhor que duma delas nascesse segundo rebento. Um rapaz. E, indicou ele, que a sua função enquanto casal estava cumprida no que dizia respeito à procriação. Existiriam agora para os filhos, para os educar no respeito e no temor a Deus, com vida austera de bens mas rica de orações. E se a ela lhe acometesse alguma vontade da carne, que rezasse um Pai Nosso e duas Avé Marias e tomasse um duche frio que a carne, por fraca ser, haveria de ceder. Que se dedicasse ao croché ou visse televisão e orasse, orasse muito pela bênção de ter uma família bonita e sem faltas de maior. E ela, sem outra solução nem amparo além do que tinha no nome, resignou-se.

Jacinto Bento, mais tarde conhecido como o beato era um homem atarracado e musculado com o cabelo ruivo e um farto bigode no meio da cara. Andava regularmente com uma bibliazinha na mão e um caderninho preto para tomar notas. Cresceu num ambiente doméstico conturbado. O pai estava dias, semanas inteiras sem vir a casa e quando vinha trazia muitas falas e poucas novidades. Podre de bêbado procurava uma cama para dormir, uma mulher para plantar um filho mais e muita sorte tinha ela se ele não lhe exigisse as economias que entretanto juntara. Às vezes, o vinho dava-lhe para a violência e a mãe dizia à rebanhada de filhos para fugirem e eles desarvoravam de casa. Ora, Jacinto, o mais novito, ficava. Ela tinha-lhe dado instruções para se esconder dentro de uma mala de guardar mantas e levar com ele a bíblia e rezar aos santinhos que o protegessem. E quando o pai saía de novo ela mostrava-lhe os postalinhos com os santinhos que o tinham protegido e que o senhor prior distribuía todas as Páscoas à saída da missa. E o rapaz enfiou-se na igreja e na sacristia e nunca mais de lá saiu. Foi à catequese, fez a primeira comunhão e o Crisma, foi acólito e chegou a ministro da fé. Sentia-se um servo digno do Senhor quando ajudava à distribuição da hóstia na missa dominical. O prior faleceu, veio outro e foi Jacinto que lhe deu a conhecer o rebanho que ele haveria de apascentar. Os mais virtuosos, os cumpridores, os ritualistas e os ausentes. E contava-lhe as histórias deles no espaço circunscrito da vila. Não se estranhou, por isso, quando o senhor prior delegou em Jacinto Bento a organização das procissões, do coro da igreja, e até a própria agenda do padre.
-Ó Jacinto, se calhar estou a pedir-te de mais… tu tens o teu trabalho e a tua família…
-É com prazer que ajudo, senhor prior, com prazer e devoção. E a minha família, os sacrifícios que faz por mim, fá-los por Ele também.
E lançava os olhos à cruz onde Cristo escorria sangue de braços abertos. Jacinto atendia à missa de domingo e, durante a semana, todos os dias, pelas sete da tarde, ajudava à missa vespertina. Depois, seguia para casa e jantava com a família. O ritual era certinho e sem falhas, exceto à quinta feira, dia em que ficava noite dentro, com o senhor prior a planear os muitos serviços que a paróquia tinha de prestar aos seus fiéis. Quem havia a batizar, quem havia a casar, quando se ia ler o evangelho segundo São Lucas, quando se lia um excerto da epístola de São Paulo aos coríntios, quais os temas do sermão, quando e como realizar as procissões e como orientar os serviços da catequese e as festas de Nossa Senhora da Piedade, padroeira local. Naturalmente que, com tantas e tão grandes responsabilidades, a sua família teve de constituir sempre exemplo ímpar de devoção e fervor religioso. E por isso comparecia na igreja todos os domingos, sem falhar um que fosse, e orava-se às refeições  e colaborava-se nos eventos religiosos promovidos pela paróquia. E havia um rigor extremado na conduta que lhes era exigida. Os seus filhos não diziam um palavrão, citavam a bíblia, a rapariga estava proibida de conhecer rapazes antes do casamentos e se um dia quisesse namorar haveria de apresentar o pretendente ao pai que indagaria da sua fé e devoção e o rapaz estava proibido de tocar-se e se o desejo apertasse, tinha encomendadas orações e estavam prometidos castigos e infernos aos que prevaricassem. Ela deserdada seria se conhecesse homem antes do tempo e sem aprovação. E ele sofreria na carne as punições que a disciplina e o respeito exigiam.

O que mais impressionava Aparecida Bento, aos dezanove anos, era nunca ter visto um gesto de afeto entre os pais, um beijo, uma carícia, nada… uma secura emocional, uma terra árida e infértil. Chegava a ser agressivo. E, contudo, todo um respeito, toda uma aparência. E a igreja sempre por perto. O senhor prior isto, o senhor prior aquilo, a missa vai ser bonita, a missa foi bonita.  Esta manhã, Jacinto Bento, saiu um pouco apressado. Ia à frente, bíblia na mão, caderninho preto, calças de fazenda, camisa e uma camisola de malha. Aparecida ia atrás dele. Deslizou um papel do caderninho e caiu ao chão sem o pai ver. Era uma receita. Aparecida apanhou-a e leu por instinto. E quando leu, estremeceu como nunca se lembrara de ter estremecido antes. Só tinha um medicamento inscrito: viagra. Dobrou o papel num repente e chamou:
-Papá…
-Sim, minha filha.
-Deixaste cair isto.
-Obrigado.
Recolheu o papel e foi à sua vida.
Aparecida andou em transe durante uns dias. Se não havia afetos, para que queria ele um medicamento daqueles?  Investigou na Internet o propósito do medicamento, mas só parecia ter um, fez perguntas indiretas à mãe sobre a vida afetuosa dos dois, mas foi pesca sem pescado. Não havia nada nem ninguém a que pudesse recorrer. Era impensável falar com o pai. Cair-lhe-ia, literalmente, o Carmo e a Trindade em cima. Sofreria retaliações só pela ousadia e pensou que o melhor seria esquecer o sucedido. Provavelmente era para outra pessoa. Acontece que, quando a inquietude entra no espírito é difícil de serenar. Decidiu segui-lo. Nos primeiros dias, pela manhã, até ao trabalho. Nada. O mesmo Jacinto de sempre. Depois, ao final da tarde, do trabalho para casa. Nada. O mesmo Jacinto de sempre. De casa para a igreja. Foi à segunda, nada. Foi à terça, nada. À quarta, nada. À quinta, nada, à sexta, nada. E estava já há várias semanas nisto quando resolveu esperar por ele depois da missa das sete a que ia com religiosa frequência quotidiana. Saía de casa depois dele e esperava por ele do outro lado da rua num banco de jardim, enfiada em camisolas e casacos. A primeira vez que foi, sofreu um percalço. Para o seguir teve de ir atrás dele o que fez com que o pai entrasse em casa primeiro. Breve daria pela sua falta porque, assim que chegava, queria cumprimentar toda a família. Correu para a porta, enfiou a chave e, naquele momento em que ele chegava à cozinha e saudava a mãe, Boas noites, Boas noites, respondia ela, Aparecida deslocou-se como se viesse do seu quarto. Na terça já não foi. O risco era demasiado. Nessa quinta feira, contudo, por andar desperta para os movimentos de seu pai Jacinto, Aparecida que já costumava estar deitada quando ele chegava, esperou por ele com a mãe, na sala de estar, e reparou em ligeira diferença no seu ritual de chegada. Em vez de dirigir-se, de imediato, para a sala de estar onde sabia que encontraria a senhora sua esposa a fim de a saudar, foi à casa de banho primeiro. Aparecida não conseguiu reprimir a ideia que lhe veio à mente, Custe o que custar tenho de saber de onde vem ele à quinta feira. Nova quinta feira se apresentou no calendário. E Aparecida seguiu-o. Não entrou na igreja. Esperou no banco de jardim do outro lado da rua. E viu as pessoas saírem da casa do Senhor no final do serviço religioso e viu a porta fechar-se. Nas traseiras da igreja havia uma janela alta protegida por grades trabalhadas, tinha um parapeito inclinado para fora e por dentro tinha a sacristia. Aparecida não lhe chegava. Olhou em volta. Era noite. Havia pouca luz. Só a que sobrava da iluminação de rua. Procurou algo que lhe desse altura. Um bloco de cimento e um pedregulho era tudo o que havia por perto. Colocou o bloco de cimento por baixo da janela e o pedregulho em cima dele. Subiu para cima do conjunto de equilíbrio precário. Não chegava à janela, mas podia tentar deitar as mãos às grades com um impulso. Respirou fundo saltou e agarrou uma grade de ferro com a mão direita, depois a esquerda, os pés ajudaram a trepar, ergueu-se, ao dobrar os braços conseguiu chegar com a face ao vidro da janela procurando respostas. Não as encontrou. À luz amarelecida de um candeeiro antigo, Jacinto Bento e o padre jantavam, sentados à mesa, e conversavam.  Era uma sala pequena. Uma mesa ao centro de madeira muito escura, um aparador com umas gavetinhas e um espelho por cima e dois cabides de pé com paramentos sobre eles em dois dos cantos. Faltou-lhe a força, esticou os braços lentamente e escorregou pela parede tateando com os pés à procura do pedregulho em cima do bloco. Encontrou-os. Desceu. Sentou-se no chão olhando a janela e a luz amarela projetada na parede e sentiu-se ridícula. O seu pai era um bloco granítico de virtude, um homem impenetrável. Havia sido uma parvoíce admitir a hipótese de o encontrar em falta. O mais certo era ter-se oferecido para comprar os comprimidos a alguém que precisava deles, mas não tinha a coragem suficiente para os comprar. Preconceitos. Feitios. De certa forma, preferia que não tivesse havido qualquer surpresa. Por momentos, imaginara encontrá-lo em encontros furtivos com uma beata da paróquia, expressando com ela o que não revelava à mulher, fingindo que os encontros com o prior eram demorados, mas escapando-se deles a coberto da noite para se entregar nos braços de outra, alguma que lhe despertasse a libido como a mãe parecia não ser capaz. Ia levantar-se para se ir embora, estava já limpando as mãos à ganga das calças e viu sombras bailando na parede interior da sacristia. Havia movimento. Decidiu trepar uma última vez. Não sabia, ainda,  mas a sua vida estava prestes a mudar. Subiu para cima do pedregulho, saltou e agarrou a grade, ergueu-se ajudando com os pés e dobrando os braços, encostou a face ao vidro e viu. E assim que viu percebeu que preferia não ter visto. O padre estava encostado ao aparador e falava. Seu pai estava a dois passos dele e foi para ele que avançou, segurou-lhe a nuca e beijou-o lenta e apaixonadamente. Aparecida largou-se e caiu. Ficou em choque. Esperaria tudo menos aquilo. De certo era um equívoco. Voltou a trepar e o mundo pesou-lhe mais do que nunca. Seu pai, Jacinto Bento, o beato, estava nu, de pé encostado à mesa e à sua frente, de joelhos, o prior dava asas à luxúria do desejo em carícias tão devotas quanto proibidas. Aparecida saltou, aleijou-se porque ao cair assentou mal um pé, correu pelas ruas derramando lágrimas de incompreensão. Tudo o que sofrera nas mãos daquele homem fazia sentido porque ele era o primeiro a submeter-se aos seus próprios princípios e exigências. Desta forma, nada fazia sentido, nenhum caminho parecia certo, a vida desmoronava-se. Entrou em casa, a mãe chamou por ela, mas Aparecida não respondeu. Fechou-se no quarto, enterrou-se na cama, encolheu o corpo o mais que pôde e deu consigo a rezar baixinho com a bíblia apertada entre as mãos.

jpv


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Divulgar: Não perca "Nagarjuna" por nada deste mundo!

Caros amigos e leitores,
É sabido que MPMI é um espaço multicultural e aberto. E é sabido, também, que, tudo o que vale a pena, nós partilhamos!

Não sei se foi da barba dele, à malandro. Não sei se foi do bigode sensual e provocador. Não sei se foi do véu dela a desenrolar-se, não sei se foi das pedras de gelo pelas costas abaixo, não sei se foi dele lhe atirar com um copo de água à cara num claro gesto de sensualidade (!!!), não sei se foi da cena “contra a parede”, não sei se foi da cara dele encostada ao rabo dela. Não sei se foi de alguma coisa destas ou delas todas juntas. Sei que “Gichi Gichi Telugu Song” do filme “Nagarjuna” é um clip imperdível ou… imperdoável! Mas, certamente, a que ninguém vai ficar indiferente. Ou vai?

Delicie-se:


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Momento Nham-Nham

Um homem tem um dia de trabalho diversificado e intenso. As coisas resultam bem, mas o cansaço não perdoa. Chega a casa, toma um duche, come pouco, senta-se de frente para a televisão e… o que é que acontece? As coisas entre a RENAMO e a FRELIMO complicam-se? Não, felizmente! Alguém da escola telefona a dizer que nos esquecemos lá de alguma coisa? Não, felizmente! Falta a luz? Não, felizmente! É básico: toca a campainha!
– Quem é?
– São as suas alunas!
E eram! Duas simpáticas alunas, também vizinhas, vêm pedir um pouco de farinha porque estão a fazer panquecas. Dou-lhes o pacote todo e pouco tempo depois voltam com ele e mal tinham gasto farinha, mas traziam um presentinho. O que está na foto! 

Foi o momento nham-nham do dia! Estavam deliciosas e elas quase não gastaram farinha. Acho que fiquei a ganhar, mas enfim, ofereci-me como cobaia para novas aventuras culinárias! É que estava meeeesmo booom!

Tem aspetos muito giros a vida por estas paragens. Os vizinhos ainda batem à porta a pedir um ingrediente que faltou e ainda se fica um bocadinho a conversar. Ou é a vida em Maputo que se revela surpreendente, ou sou eu que tenho a sorte de ter alunas simpáticas e prendadas! Mai nada!

Já agora, por aqui, neste cantinho, respeitam-se os direitos de autor: as panquecas foram cozinhadas por esta menina e esta menina com a ajuda desta menina que é um bocadinho mais crescida porque anda numa classe avançada! Hehehe… Obrigado!
jpv


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Capicua

Uma Amiga e Leitora de MPMI, passando hoje por aqui, deparou-se com uma capicua no nosso contador, captou a imagem e teve a gentileza de no-la remeter!
Isto diz-me duas coisas. Uma é que, a acreditar nos presságios, estamos a entrar em maré de sorte. A outra é que os leitores de MPMI estão muito atentos, mesmo mais que o próprio autor.
Obrigado, Célita!
E, já agora, que a sorte de MPMI se distribua por todos os leitores e amigos.
jpv



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Desportos Motorizados


[Clique para Aumentar]

A imagem está assim às riscas porque é o que acontece quando se tira uma foto a um ecrã que não tem 100 hertz, mas isso agora não interessa nada.

Chega um homem do trabalho, cansado, apetece-lhe ver um pouco de televisão e vai fazer um seu zap. E o que é que encontra? Encontra o EuroSport a transmitir esse entusiasmante desporto motorizado que é o… snooker! Cá para mim joga-se com tacos a gasolina!

Não? Ora leiam com atenção a descrição informativa…
jpv


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TOP 5 MPMI


O que procuram os leitores de MPMI?
Bem, ironizando, eu diria que procuram o Benfica! Ou… poesia!

Ainda como eco do nosso quarto aniversário, deixo aqui algumas estatísticas, nomeadamente, das publicações mais procuradas no último mês e daquelas que são as mais procuradas de sempre, ou seja, desde 12 de maio de 2009 até hoje. É O top 5 de MPMI.

É claro que os números podem ser traiçoeiros. Por exemplo, alguém procura uma imagem do Benfica, escreve SLB no Google e um dos sites que aparece referenciado é MPMI. A pessoa visita o site durante três segundos e vai-se embora. Contudo, os leitores que procuram a poesia ou os romances, vindo muito menos vezes ao MPMI, ficam por cá entre 20 e 80 minutos, havendo mesmo quem tivesse ficado 240 minutos.

Ainda assim, aí fica a curiosidade. As mensagens estão ligadas para as poderem revisitar.

TOP 5 MPMI
Das Publicações Mais Lidas

Nos últimos 30 dias:

1.º – “Vermelho Direto – O Benfica é mesmo o Maior”
Tipo de Texto : Crónica Desportiva
Data da Publicação: 26 de maio de 2013
Número de leituras: 126

2.º – “Crónicas de Maledicência – O Palhaço da Discórdia”
Tipo de Texto : Crónica Social e Política
Data da Publicação: 26 de maio de 2013
Número de leituras: 124
Endereço: http://mailsparaaminhairma.blogspot.com/2013/05/cronicas-de-maledicencia-o-palhaco-da.html#.UcHBQPk70vw

3.º – “SLB”
Tipo de Texto : Apontamento
Data da Publicação: 02 de março de 2011
Número de leituras: 121
Endereço: http://mailsparaaminhairma.blogspot.com/2011/03/slb.html#.UcHBS_k70vw

4.º – “É tão pouco, o Mar”
Tipo de Texto : Poesia
Data da Publicação: 29 de junho de 2012
Número de leituras: 104
Endereço: http://mailsparaaminhairma.blogspot.com/2012/06/e-tao-pouco-o-mar.html#.UcHBUfk70vw

5.º – “Crónicas de Maledicência – A Credibilidade da Troika”
Tipo de Texto : Crónica Social e Política
Data da Publicação: 15 de junho de 2013
Número de leituras: 53
Endereço: http://mailsparaaminhairma.blogspot.com/2013/06/cronicas-de-maledicencia-credibilidade.html#.UcHBUfk70vw

De Sempre (12/05/2009 – 19/06/2013):

1.º – “SLB”
Tipo de Texto : Apontamento
Data da Publicação: 02 de março de 2011
Número de leituras: 6349
Endereço: http://mailsparaaminhairma.blogspot.com/2011/03/slb.html#.UcHBS_k70vw

2.º – “Púbis”
Tipo de Texto : Poesia
Data da Publicação: 14 de outubro de 2010
Número de leituras: 3488
Endereço: http://mailsparaaminhairma.blogspot.com/2010/10/pubis.html#.UcHEjvk70vw

3.º – “Silhueta de mulher com por-do-sol ao fundo”
Tipo de Texto : Poesia
Data da Publicação: 22 de outubro de 2010
Número de leituras: 2283
Endereço: http://mailsparaaminhairma.blogspot.com/2010/10/silhueta-de-mulher-com-por-do-sol-ao.html#.UcHEkfk70vw

4.º – “Citação do Equívoco”
Tipo de Texto : Citação
Data da Publicação: 10 de março de 2011
Número de leituras: 1735
Endereço: http://mailsparaaminhairma.blogspot.com/2011/03/citacao-do-equivoco_10.html#.UcHEmfk70vw

5.º – “É tão pouco, o Mar”
Tipo de Texto : Poesia
Data da Publicação: 29 de junho de 2012
Número de leituras: 1382
Endereço: http://mailsparaaminhairma.blogspot.com/2012/06/e-tao-pouco-o-mar.html#.UcHBUfk70vw

————————– Boas Leituras ———————-jpv—-


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Mails para a minha Irmã no Facebook

MPMI fez há pouco tempo 4 anos. Todas as suas publicações era publicitadas no Facebook através da minha página pessoal naquela rede social. Ora, o autor e o Blogue do Costume começavam a confundir-se e, assim, desde o passado sábado que “Mails para a minha Irmã” tem uma identidade própria no Facebook, ou seja, o blogue tem a sua própria página: http://www.facebook.com/jpvideira
Convido-vos a visitá-la e, se a considerarem merecedora disso, a fazerem um “Gosto”.
Realço ainda que, desde o primeiro dia, 12 de maio de 2009, “Mails para minha Irmã” é um blogue gratuito, disponibiliza os seus conteúdos de forma totalmente livre ainda que, claro, a autoria de todos os textos esteja registada na IGAC.
Ou seja, a minha “competição” por “Gostos” é só mesmo para ver a família de amigos e leitores crescer. Não tem, por isso, qualquer outra motivação. Posso um dia publicar livros e esses, sim, venderei, mas gostava de manter sempre o conteúdo de “Mails para a minha Irmã” de acesso totalmente livre.
De resto, o Facebbok continuará a ser um meio de comunicação para manter os amigos e leitores informados, mas os textos integrais continuarão a ser publicados aqui no Blogue do Costume ou, como já lhe vão chamando carinhosamente, no MPMI.
Um forte abraço e um agradecimento a todos os amigos e leitores pela vossa dedicação e pelas vossas leituras.
jpv


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Crónicas de Maledicência – Carta de Conveniência

Crónicas de Maledicência – Carta de Conveniência

Eu nem devia dizer isto porque sou homem, muito menos escrevê-lo, mas enfim, cá vai: então as mulheres ainda não aprenderam que, se disserem a um homem, “Utiliza-me como te convier.”, há uma probabilidade elevadíssima de ele o fazer?!

A Senhora da Imagem é Christine Lagarde, a diretora do FMI. Sim, esses mesmos que nos andam a exigir sacrifícios e a errar nas contas e nas folhas dos excéis. Ora, a senhora escreveu uma cartinha ao então presidente de França, Nicolas Sarkozy, e, entre outros mimos, trata-o por “querido”, diz-lhe que existe para o servir e acaba dizendo a lapidar frase “Utiliza-me como te convier.” E ele utilizou. Não, caro leitor, não vá pelos caminhos sinuosos da libido porque o Sarkozy já tinha a Carla Bruni que lhe dava uma trabalheira. De cada vez que a excelsa modelo francesa pedia uma beijoca ao presidente, lá ia ele buscar o escadote e vai de subir e vai de beijar e vai de descer. Ou seja, Lagarde bem quis, mas ele não podia mais. Então, serviu-se dela para, alegadamente (escrevendo esta palavra livro-me de processos), se dirigir ao presidente jurando-lhe fidelidade. Acontece que a folha da senhora está tão limpa como um pano de mecânico, os mecânicos que me perdoem, e ela estava a ser investigada no escândalo Tapie quando a terna missiva foi encontrada.

Pergunta o leitor, com toda a razão, Ó JP e quando é que começas a fazer sentido? Vai já, caro leitor, vai já!

Acontece que o tribunal condenou o Estado Francês, representado por Sarkozy, a pagar a um empresário chamado Bernard Tapie a módica quantia de 403 milhões de euros sendo que, pasme, amigo leitor, pasme, Tapie é amigo de Sarkozy e Christine Lagarde é amiga dos dois e até se predispõe a ser usada por um deles como, a ele, lhe convier. Não censuremos a senhora! Se eu tivesse uma amiga com uma amiga com 403 milhões de euros eu não só escrevia à minha amiga para me usar como lhe conviesse, como escrevia às DUAS para me usarem como lhes conviesse.

Conclusões. A senhora da foto é amiga de um tipo que era chefe de estado quando o seu amigo, também amigo dela, o processou e ganhou e ela assistiu a tudo e calou-se. E o que é que isto tem a ver connosco? Simples. Está a ver a dificuldade em pagar a conta da luz, em fazer compras no supermercado, em comprar o gasóleo? Pois, ela não tem, mas o caro leitor tem. Por via de uma austeridade imposta por uma equipa que esta senhora dirige!

E pronto, traçada a teoria da conspiração, vou ali escrever uma carta e já venho:

“Querida Christine,
Utiliza-me como te convier…”

Tenho Dito!
jpv


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Crónicas de Maledicência – Bacalhau com Natas


Parece bacalhau com natas? Cuidado, podem ser só as natas!

Crónicas de Maledicência – Bacalhau com Natas

Lá diz o aforismo popular, e muito bem, que “Quem nasceu para caracol, nunca chega a bacalhau”!

Nem mesmo que tente esgueirar-se sorrateiramente por entre as natas! Naaa… ele há dignidades que vêm do berço, são inerentes à condição com que nasce um peixe. Foi, no mínimo, uma parvoíce do Peixe Caracol achar que passava despercebido por entre as natas e assim ascendia a bacalhau. Acaso passou-lhe pela cabeça que a ASAE não escrutinava tudo o que é bacalhau? Estou mesmo a ver o Peixe Caracol escondido entre as natas e a batata frita e o zeloso agente a dizer: “Alto e para o baile que isso é caracol não é bacalhau!” E apreendeu-se o subversivo peixe. É caso para se dizer que ia ali caracol escondido com os corninhos de fora!
E porque é que esta não notícia é notícia? Para distrair a malta da greve dos professores? Não creio, essa tem todas as atenções. Para distrair a malta das declarações climatológicas do Senhor Ministro das Finanças? Também não creio, esse deve ser o homem sobre o qual pendem mais olhares! Acho mesmo que é uma chico-espertice dessas cadeias de supermercados de nome duvidoso e difícil de pronunciar que achavam que conseguiam enganar, falsificando bacalhau com natas, o povo que inventou o bacalhau!
Ó senhores, Deus que é Deus nem estava para criar o bacalhau. Foi preciso um português, ainda de tanguinha paradisíaca, não é como as de agora que são impostas pelo FMI, dizer ao Criador: Olha lá Deus, e não estás a esquecer-te de nada? Olha que matas antes de nascer a indústria da pesca do bacalhau! E Deus, perplexo, terá perguntado, Da pesca de quê? E pronto, após a explicação, o Criador fez um plim com os dedos e criou o bacalhau. Ora, vir agora um empacotador de bacalhau com natas, achar que fintava os protugueses nesta matéria é, no mínimo, ingenuidade, mas cheira-me a burrice.
Mas há mais grave. Ainda se fosse substituir o bacalhau por peixe adjacente, a malta até podia, num dia de distração, ser enganada. Agora pelo pobre do Peixe Caracol… Então não se está mesmo a ver que a ranhoca ia denunciar o dito? Eu bem sei que é com natas e o bacalhau com natas está para o peixe como a bolonhesa para a carne, aquilo pode lá ter tudo, até carne, que no meio da misturada de proteínas e molhos e temperos e sabores, a coisa passa despercebida. Normalmente, faz-se com restos! Acontece que, além de se auto-denunciar pela baba, o Peixe Caracol é proibido em Portugal! E, no meio deste arrazoado mal amanhado de crónica, era aqui que importava chegar. Então substituem um peixe digno, consumido há milénios, quem sabe, mesmo há séculos, ou até talvez há décadas, por um peixe de consumo proibido e estavam à espera que a malta não notasse?! Isso só tem paralelo naquela jogada política que foi tentar convencer os trabalhadores portugueses de que eles é que eram os culpados da crise, os agentes do seu próprio desemprego. A malta ouve, engole o primeiro argumento e, ainda o segundo não foi proferido, já o esquema está desmontado, os verdadeiros barões da crise denunciados, a situação esclarecida e a verdade reposta. O problema do nosso povo é que no fim de se darem à trabalheira de desmascarar a coisa, vai-se a ver e ainda comem o Peixe Caracol, se não souber mal, a malta afinfa-lhe o dente, empurra com uma cervejola e no fim ainda se faz aquela graçola do “Comi que nem um abade. Você comeu foi que nem uma besta que abade sou eu e não como assim”.
Hoje, ao final do dia, já saberemos quem são os abades e as bestas!
Tenho Dito!
jpv