Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Citação da Loucura


“Thus I became a madman.

And I have found both freedom and safety in my madness; the freedom of loneliness and the safety from being understood, for those who understand us enslave something in us.


But let me not be too proud of my safety. Even a Thief in a jail is safe from another thief.“

Khalil Gibran


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Imagens de Maputo – Varanda Privativa

[Imagens de Maputo é uma secção deste blogue com o objetivo de divulgar imagens do quotidiano da Capital de Moçambique. Não há um tema. O quotidiano de Maputo é o tema. Serão imagens exclusivamente captadas por mim, e, também, exclusivamente captadas com telemóvel. Não serão fotos tiradas de propósito, com intenção estética, serão fotos tiradas como quem passa, no momento em que passa. Instantes. Sem texto. Só com o titulo que lhe atribuirmos. Apreciem! — jpv —]



Imagens de Maputo

“Varanda Privativa”


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Imagens de Maputo – Alcoolemia

[Imagens de Maputo é uma secção deste blogue com o objetivo de divulgar imagens do quotidiano da Capital de Moçambique. Não há um tema. O quotidiano de Maputo é o tema. Serão imagens exclusivamente captadas por mim, e, também, exclusivamente captadas com telemóvel. Não serão fotos tiradas de propósito, com intenção estética, serão fotos tiradas como quem passa, no momento em que passa. Instantes. Sem texto. Só com o titulo que lhe atribuirmos. Apreciem! — jpv —]



Imagens de Maputo

“Alcoolemia”


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Imagens de Maputo – Vaidade

[Imagens de Maputo é uma secção deste blogue com o objetivo de divulgar imagens do quotidiano da Capital de Moçambique. Não há um tema. O quotidiano de Maputo é o tema. Serão imagens exclusivamente captadas por mim, e, também, exclusivamente captadas com telemóvel. Não serão fotos tiradas de propósito, com intenção estética, serão fotos tiradas como quem passa, no momento em que passa. Instantes. Sem texto. Só com o titulo que lhe atribuirmos. Apreciem! — jpv —]



Imagens de Maputo

“Vaidade”


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Imagens de Maputo – Amanhecer

[Imagens de Maputo é uma secção deste blogue com o objetivo de divulgar imagens do quotidiano da Capital de Moçambique. Não há um tema. O quotidiano de Maputo é o tema. Serão imagens exclusivamente captadas por mim, e, também, exclusivamente captadas com telemóvel. Não serão fotos tiradas de propósito, com intenção estética, serão fotos tiradas como quem passa, no momento em que passa. Instantes. Sem texto. Só com o titulo que lhe atribuirmos. Apreciem! — jpv —]



Imagens de Maputo

“Amanhecer”

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Imagens de Maputo – Transporte

[Preâmbulo: Imagens de Maputo será uma nova secção deste blogue cujo objetivo é simples: divulgar imagens do quotidiano da Capital de Moçambique. Não há um tema. O quotidiano de Maputo é o tema. Serão imagens exclusivamente captadas por mim, e, também, exclusivamente captadas com telemóvel. Umas serão mais humoradas, outras mais sérias, umas mais ternas, outras mais satíricas. Sempre que temos um tema, escrevemos uma “Crónica de África”, mas, por vezes, em Maputo, há instantes preciosos e/ou característicos da cidade que, não justificando uma crónica, justificam uma imagem. Sem texto. Só com o titulo que lhe atribuirmos. Apreciem!]


Imagens de Maputo

“Transporte”

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Crónicas de África – Os Novos Chineses

Crónicas de África – Os Novos Chineses

Todos sabemos que o imenso poderio económico e financeiro da China começa a revelar-se e a ganhar proeminência internacional à medida que a Europa e os Estados Unidos são assolados por crises. Não espanta, pois, que os chineses invistam em mercados com grande potencial como é o caso de África. Ora, como esta gente faz o trabalho de casa e se prepara a sério para os desafios que tem de enfrentar, há uma imensa oferta de cursos de Língua Portuguesa nas universidades chinesas. E a razão está fácil de perceber. Se a ideia é entrar em África, então convém estar munido da mais importante das ferramentas. As línguas que aí se falam.

Aqui em Maputo veem-se muitos, mas não são os chineses a que estamos habituados. São diferentes.

Os chineses a que me habituei, por ler, por ouvir contar, por ver nos filmes e documentários, são pessoas que, independentemente de serem ricas ou pobres, e eram sobretudo pobres, eram muito discretas, deslizavam em passinhos curtos e silenciosos e falavam em palavras curtas e pouco sonorosas. Discretos, portanto. E contidos. Além disso, pessoas muito austeras, de poucos sorrisos e quase nenhuns risos. Isto pode estar tudo errado, mas é a imagem que tenho.

Depois, com o passar do tempo, surgiram outros chineses. Os das lojas e dos restaurantes, em Portugal. Esses falavam um pouco mais, trocavam os erres pelos eles, mas continuavam pouco sorridentes, quase só se viam nas ditas lojas e restaurantes, praticamente não se viam em locais públicos, permaneciam discretos e nada ostensivos de bens.

Em Maputo há uma nova casta de chineses. Em primeiro lugar, falam português com uma assinalável fluência, um sotaque muito treinado e uma amplitude vocabular invejável. Frequentam restaurantes e locais públicos, enchem as mesas de iguarias e canecas de cerveja, fumam demorados cigarros e charutos gordos, fazem-se transportar em veículos quatro por quatro de alta cilindrada e modelos recentes, trabalham como gestores de obras de construção civil seja de âmbito privado, seja público e falam alto, riem-se e brindam estalando as canecas estridentes da cerveja uma das outras.

Nós, portugueses, fazemos quase tudo isto. Mas nós somos mediterrânicos. Está na nossa matriz comportamental. A imagem que tinha dos chineses não era nada esta. Eu nem sabia que eles eram capazes de falar alto, quanto mais de saírem inebriados de um restaurante em conversas sonoras e gargalhadas soltas ao ar quente de África. Das duas uma: ou o continente vermelho muda as pessoas, ou há qualquer coisa, outrora adormecida, que anda a acordar nestes novos chineses. Como disse um amigo meu: Mao, mao!
jpv


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Citando Paulina Chiziane

Paulina Chiziane

Citando Paulina Chiziane

Paulina Chiziane não fala, conta histórias.

Conhecia-a recentemente num curso de formação sobre literatura organizado pelo Instituto Camões em Maputo.

Primeiro ouvia-a num breve agradecimento e esta noite numa longa e deliciosa entrevista magistralmente conduzida por Nelson Saúte.

Paulina vem da região de Gaza, cresceu nos subúrbios de Maputo e, reza a história, foi a primeira mulher moçambicana a publicar um romance. O que é curioso porque nega ser uma romancista, Nem sei o que isso é. Eu sou só uma contadora de histórias.

A autora impressiona pela atitude genuína, confrontadoramente genuína, na forma como assume o que não sabe, como admite que não sabe quem é porque ainda anda à procura da sua identidade. De palavra fácil e franca, esta mulher que se diz contadora de histórias e sabedora de nada, Eu desenrasco-me, falou da história e da cultura de moçambique, de religião, de paganismo, de poligamia, do desencontro da Lei com a Vida e, confessando-se questionadora, procurou incomodar o público o que, a espaços, conseguiu.

Muito simples no trato, é uma pessoa despojada de títulos e assunções precipitadas de mérito. Apenas gosta de escrever histórias e fá-lo com a naturalidade com que as vive. Como disse, Eu tenho milhões de histórias.

Estive a ouvi-la durante quase duas horas sem que desse pelo passar do tempo e, no fim, para os meus leitores, trago uma mão cheia de citações. Algumas frases são pérolas do conhecimento ontológico e antropológico urdidas pela mulher que nada sabe, mas tudo questiona. Aqui ficam, pois, em jeito de partilha. E, claro, aconselha-se a leitura dos seus livros que indicamos no final deste apontamento.

“Se Deus está em todo o lado, também está em África.”

“O Cristianismo que vem com o colonialismo, é um Cristianismo intolerante.”

“Em África, Deus é concreto. Na Europa, Deus é abstrato.”

“O que tenho feito com os meus livros é uma partilha.”

“As mulheres enfrentam sempre um estigma. Se o Mia escreve bonito sobre as mulheres ninguém lhe chama feminista.”

“Se emprestas roupa a quem tem frio, se dás comida a quem tem fome, porque não emprestas o teu marido por solidariedade?”

“As leis são só para dez por cento da população. A população urbana. E esquecem os noventa por cento de população rural.”

“As sociedades poligâmicas têm vantagens, mas as mulheres sofrem sempre.”

“O meu vício chama-se questionar, incomodar.”

“Na História, há um gajo que eu admiro. Eu gosto de Luís de Camões. Mas não pela mesma razão dos outros. Eu gosto dele porque ele não seguiu um caminho, ele abriu um caminho.”

“O africano, perante a crise, recorda-se das suas raízes.”

“Nós, africanos, estamos condenados a ser duais.”

“Questionem tudo o que vos oferecem como perfeito.”

“O colonialismo continua na cabeça desta gente maravilhosa que se diz independente. Independente de quê?”

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Algumas obras de Paulina Chiziane:

Balada de Amor ao Vento, 1990.
Ventos do Apocalipse, 1993.
O Sétimo Juramento, 2000.
Niketche: Uma História de Poligamia, 2002.
O Alegre Canto da Perdiz, 2008.
Na mão de Deus, 2012.
Por Quem Vibram os Tambores do Além, 2013.

jpv


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A Paixão de Madalena – Ponto de Situação

Caros amigos e leitores,

Bem sabemos que foi já há mais de três meses que publicámos o último capítulo de “A Paixão de Madalena”, o 12º, contudo, a história não está suspensa. Terminámos já o 13º capítulo e estamos em fase avançada do 14º. 

Acontece que o final de um ano letivo, umas férias repletas de tarefas e, agora, o recomeço do novo ano escolar, não têm permitido a serenidade necessária para rever e publicar o 13º nem para avançar com mais texto.

Acresce, ainda, que temos concentrado todas as nossas energias num projeto de que em breve vos daremos conhecimento e que será, esperamos, uma boa notícia para todos os leitores de MPMI.

Grato pela vossa paciência e até breve.


jpv


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Até a Ler, Somos Um País de Poetas


Contador do Blogger


Contador do Facebook


Num dia normal, a página de MPMI, aqui, no blogue, tem cerca de 200 visitas e cada artigo colocado na página promocional, no Facebook, rondará as cento e muitas, duzentas visualizações.

Bastou escrever-se um poema, postar-se o dito, e as visitas aqui no blogue foram 278 sendo que a página promocional no Facebook teve, só nesse item, mais de 500 leituras!

Caso para dizer que somos um país de poetas, até a ler!

Muito Obrigado pela vossa dedicação,

jpv