
Not
Os teus lábios
Na minha boca,
Louca.
Na minha língua,
À míngua.
As tuas mãos
No meu peito,
Feito.
No meu sexo,
Perplexo.
Podia ter sido
Tudo isso.
Mas não foi.
Foi o olhar
Incendiado,
O sorriso
Rasgado
Que me atiraste
Ao passar.
Foi essa
Promessa
Por cumprir.
Foi essa
Promessa
Não saciada,
A ténue distância
Entre tudo e nada,
Que me incendiou
E me deixou a arder
No lume brando
De não te ter,
Na impossibilidade
De te esquecer.
jpv
03/03/2012 às 19:05
Este comentário suscita-me dois comentários: 1) muito obrigado pela simpatia elogiosa e sedutora do seu comentário, caro/a leitor/a. Quase que aposto que é uma leitora. 2)Mãezinha, esta senhora manda dizer que és bem dita! 🙂
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03/03/2012 às 13:55
Bem dita a mãe que pôs no mundo um filho que assim canta o Amor; já se me confunde o amor ao cantador e há sua poesia. Sublime.
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