A memória do corpo no corpo, A memória da mão na mão. A memória da palavra certa E a memória da intenção. Gravada foi na tua pele, Gravada está na minha mente, A força que nos impele, A paixão que o peito sente. Não quero esperar por ti E por ti espero resiliente, Assaltado por esse amor violento Que sujuga a vontade da gente. Já fui senhor, já, E agora sirvo com submissão, Servo das forças que trazem Encantado meu coração…
Princesa da minh’ alma, Senhora de meu coração, Comandante deste terreno Sem norte nem chão, Vem exercer teu reinado Em meu corpo despido, De teu desejo convertido Em pobre e humilde estalagem. Vem ser Senhora deste servo, Vem sujugá-lo a ti, Exigir-lhe apaixonada vassalagem. Não quero coroas, Nem espadas cintilantes, Quero somente as insígnias Dos amados e dos amantes, Esse arfar voluptuoso, Essa seda de odores Em meus lábios, Teu sexo exposto À minha investida obediente. Há no mundo tantos reinos E reinados tão diversos Sobre multidões de gente Ondulante e distraída, E ninguém percebe Que és tu a Senhora Deste sopro, desta vida… Já me ofereceram o mundo, Poços de dinheiro sem fundo Onde pudesse ser feliz. Já atendi a todas as mesas, Já comi em todos os banquetes Iguarias incertas E palavras repletas de certezas. E recebi os olhares E os sorrisos desejosos Das damas e das donzelas Mas não são elas… Só tu, Senhora da distância E do silêncio, Comandas meu Destino E meu Tempo.
Princesa da minh’ alma, Senhora de meu coração, Comandante deste terreno Sem norte nem chão.
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