Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


Deixe um comentário

Colheita de ’67 – (3)

Em 1967 conheceu a luz dos dias e gravou-se na memória dos homens uma canção que tem tanto de fantástica como teve, na altura, de polémica: Light My Fire dos “The Doors”. Menos conhecida, mas na linha do peace and love que atravessou os anos 60, nesse ano de extraordinária colheita, um grupo que parecia cantar em falsete, mas cujo sucesso se tornou inquestionável, os Bee Gees, deu ao mundo uma canção que viria a encher corações e telas de cinema uma vez que foi diversas vezes adaptada: To Love Somebody.
E o cinema? O que nos deu nesse ano? Deixarei notícia só de alguns títulos mais conhecidos. Talvez não tenha sido um ano de filmes memoráveis, ainda assim, produziram-se excelentes fitas:
007 – Só Se Vive Duas Vezes.
A Vigésima Quinta Hora.
Adivinha Quem Vem para Jantar.
Dias de Ira.
O Fantástico Dr. Dolitle.
Bonnie and Clyde
A Noite dos Generais.
No Calor da Noite.
O Presidiário
Bob Dylan . Don´t Look Back
Outro aspecto interessante é sabermos que personagens mais ou menos conhecidas nasceram no nosso ano. Assim, numa busca pouco criteriosa, descobri que são da colheita de ’67 as seguintes senhoras e cavalheiros:
Carla Bruni
Julia Roberts
Nicole Kidman
Pamela Anderson
Guy Pearce
Mark Ruffalo
Keith Urbam
Kurt Cobain
Já agora, em 1967 foi aprovada a Nomenclatura Gramatical Portuguesa através da portaria 22664.
Quanto ao Futebol, 1967 também trouxe algo pouco comum. Não se trata do Campeão Nacional que foi o Benfica com 43 pontos, mas sim um intruso entre os “três grandes” que, nesse ano, acabou em segundo lugar. Foi a Académica de Coimbra. De resto, nesse ano a Briosa esteve perto de tudo e não conquistou nada. Uma pena, adoro a Académica. Foi à final da Taça de Portugal que o Vitória de Setúbal ganhou por 3-2. A Académica eliminou o Braga e o Benfica. O V. Setúbal eliminou o Porto.

As musiquinhas:

Pessoas nascidas em 67. Escolhi algumas imagens a título de exemplo e AO ACASO, SEM NENHUM CRITÉRIO… (hahaha):
Nicole Kidman
Julia Roberts
Carla Bruni


Deixe um comentário

Colheita de ’67 – (2)

Em Maio de 67 um grupo inglês denominado Procul Harum lança a canção Wither Shade of Pale. Em Junho desse ano foi nº1 nos Estados Unidos, mas esse não foi o seu maior feito. A musicalidade da canção levou-a a ser gravada por mais de 900 artistas.
Também em 1967 nasceu uma das maiores canções de sempre. E quando refiro “maiores” é à letra, ou seja, a canção, na sua versão original, tinha mais de 7 minutos. Não obstante ser belíssima, a sua extensão impediu-a de subir nos tops. Em 1972 foi re-editada numa versão mais curta e alcançou o 2º lugar em Inglaterra. Chama-se Nights In White Satin e é uma criação dos Moody Blues.
Muito bem, e para não ficarem a pensar que em 1967 foi só música boa e carros fantásticos aqui fica uma informação interessante. Aconteceu na África do Sul. Em 1967 fez-se o primeiro transplante de coração humano. O médico foi Christiaan Barnard. O paciente de 53 anos chamava-se Louis Waskansky e sobreviveu 18 dias. O coração era de uma jovem de 25 anos que tinha morrido num acidente.
E agora, a musiquinha:



O médico Christiaan Barnard:


Deixe um comentário

CallCenter Chronicles

Ora bem, todos sabemos que as tecnologias da comunicação são importantes, mas também não é preciso andar por aí a desgraçar vidas… digo eu!

———————————–
Assistente : Experimente retirar a antena e voltar a colocá-la .



Cliente : Nem pensar ! A antena vem agarrada e depois parto isto tudo … Dava cabo da minha vida


Deixe um comentário

CallCenter Chronicles

Pois, inventam coisas com nomes complicados! Ele é só estrangeirices. Depois dá nisto:

– E em que posso ajudá-lo?
– Olhe, queria saber se já tenho o room service activado…


Deixe um comentário

Colheita de ’67 – (1)

Este ano, 1967, teria sido um ano comum, admito até que o seja para muitos, para mim é o centro da cósmica contagem dos tempos, é o ano de um excelente Chardonnay, o ano em que Eduardo Nascimento ganhou o festival da canção, fabricou-se esse inimitável carro, o ´67 Mustang. E o ano em que a minha mãe deu à luz um miúdo pacato de olhos ávidos.
Aqui ficam algumas pérolas desse ano. Chamar-lhes-ei, com pouca originalidade e muito carinho, a “Colheita de ’67“.
Comecemos por estas:
E agora o ’67 Mustang:


Deixe um comentário

Lua

Lua

Subiste luminosa
E prenhe de fantasia.
Espelhaste a prata no mar
Quieto e tranquilo
Enquanto a tua forma redonda se exibia.
E ficaste a banhar-me de luz,
E trouxeste milagres à noite.
Ficou misterioso o marulhar das águas
E o cantar nocturno das aves.
Há noites assim.
São inteiras.
E nesse horizonte
De luz e sombra pintado
Vi as palmeiras, o mar de prata,
E um barquinho cruzando a noite.
Como um quadro desenhado.
Não me lembro já como foi o dia.
A noite
Foi luminosa
Enfeitiçada pela tua magia!

jpv


Deixe um comentário

Nocturno

Nocturno

A noite veste a terra
E tinge o mar de breu.
Um ar cálido e perfumado de jasmim
Envolve os corpos
Que exibem a sensualidade
Do calor.
Um casal passa de patins
E outro, vestido parta a noite,
Desliza de mão dada.
Trinta e oito graus
De lazer.
Sardinhas espetadas em paus,
A arder.
A luz irrompe das lojas,
Ilumina nas ruas a gente.
Ao longe ouve-se um homem
Chorando um destino
Numa canção dolente.
Junto aos pais correm
Crianças agitadas
E outras jazem adormecidas e fatigadas.
Passam dois rapazes abraçados
E, ao fundo, no mar escuro,
Dois corpos mergulhados
Entregam-se em beijos nocturnos e salgados.

jpv


Deixe um comentário

Tardes Raras

Tardes Raras

Gosto duma tarde fresca
E sonolenta como esta,
Em que a maior preocupação
E o trabalho maior
É decidir se acordo da sesta.
Gosto do zumbido cerrado
Das cigarras.
Gosto do horizonte azul,
Das uvas frescas,
Dos gestos sem amarras,
Do tempo sem princípio
Nem fim.
Do mar aberto a mim…
Gosto destas tardes raras!

jpv


Deixe um comentário

CallCenter Chronicles

As palavras podem confundir. As siglas baralham muito! Nesta onda das situações caricatas em CallCenter, cá fica mais uma.
———————————–


– Então e o que pretende?
– Era só para dar o número do PIB para descontar no banco.


Deixe um comentário

"Com Amor," – Documento 47

Caro Colega,

Não sei como lhe diga isto. Pensei mesmo se deveria dizer-lho. Decidi fazê-lo e da forma mais simples e directa possível. O mail que escreveu e segue abaixo não me era dirigido. Enganou-se, por certo.

Não sei porque se enganou mas isso não interessa nada. Não vou fingir que não li. O mail vinha endereçado a mim. Quando me apercebi do engano, o primeiro impulso foi ignorar que o tinha recebido, mas depois assaltou-me a ideia de não saber de o Rui ia reparar e, consequentemente, se a verdadeira destinatária receberia alguma vez a mensagem.

Por isso resolvi devolver-lha com esta nota. Faça de conta que nunca a li.

Laura Duarte.

——————————————————
From: ruidaniel.sousa82@gmail.com
To: lauraduarte1960@gmail.com

Querida Verónica,

Como foi esse fim-de-semana? Conta-me, conta-me, conta-me…

Sou um homem de paradoxos. Queria que esse fim-de-semana fosse comigo e, ao mesmo tempo, queria que fosse tão maravilhoso quanto desejaste com esse teu tranquilo e sereno companheiro.

Como te amo, Verónica! Tanto que sou capaz de abdicar de ti pela tua felicidade. Há algo de perverso nisto, eu sei.. mas… é assim.

Com Amor,
Rui