Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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"Com Amor," – Documento 74

Eu compreendo-te, fofinha. O teu pensamento é, por assim dizer, um pensamento mais feminino. Quero com isto dizer que está mais centrado na essência do ser. Legítimo e natural. O meu pensamento é mais predador, mais pragmático. Não há filosofia de vida que valha aos nossos filhos quando não houver comida em cima da mesa. O património dá-lhes, e a nós, essa segurança.

Tu já me conheces, meu amor, sabes que não deixaria que nada lhes faltasse, daí esta minha preocupação com o património e com o futuro. Não me leves a mal, é só uma preocupação.

Estou ansioso para ter-te nos meus braços. É já amanhã!

Beijos mil,

Com Amor,

José Pedro.


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"Com Amor," – Documento 73

Meu Querido José Pedro,

Nunca, por um momento só que fosse, duvidei das tuas intenções. Percebi, desde logo, a tua dádiva, a tua intenção de todos ficarmos melhor. Entendi a tua estratégia de unir-nos e isso eu amo em ti. Oque me assustou foi o detalhe e o acabamento da proposta. Ela é linda, mas contém opções que hão-de determinar a forma como educamos os nossos filhos e essas necessitam ser ponderadas e debatidas e as decisões que daí advierem precisam ser partilhadas.

Sobre património nem sei que hei-de dizer-te. Que te compreendo. Que até certo ponto concordo contigo. Mas também que o maior património que podemos deixar aos nossos filhos é amá-los e ensiná-los a amar, é proporcionar-lhes ferramentas com que possam defender-se quando já cá não estivermos, é o respeito, o trabalho, a paixão, o amor colocado em cada pensamento e em cada gesto. Casas e carros e terrenos não são património, José Pedro, são uma amálgama de coisa nenhuma, perecível e efémera. O verdadeiro património, meu querido, é o carácter que conseguirmos construir neles, a força que lhes incutirmos e a capacidade de resistirem às adversidades.

Eu amo-te muito, meu amor, mas é a ti que eu amo. Não àquilo que possuis. E quero que o meu filho seja capaz deste amor puro e genuíno antes e depois de todas as outras coisas…

Tua, sempre tua,

Tânia.


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Só

Só

Não foi a beleza dos teus passos.
Não foi a liquidez dos teus traços.
Nem tão pouco foi a generosidade das tuas formas.
Não foi a coloração do teu vestido
Leve,
Desafiando o equilíbrio do Universo.
Foi só uma imagem,
Um momento,
Um estilhaço
Guardado em verso.

Não foi a paixão.
Não foi a minha mão na tua mão.
Não foi o teu corpo curvilíneo de prazer.
Não foi a entrega em jogos de entreter.
Não foi a dádiva da tua alma libertina e esguia,
Foi só a vontade de guardar-te numa poesia.

Não foram as palavras ditas,
Não foram as palavras que se escreveram,
Não foram os gestos que se fizeram.
E nem sequer foram os que ficaram por inventar.
Foi só esta vontade absurda e louca de te cantar!

Menina dos passos leves,
Por que razão me invades
E te atreves
A incomodar-me
O mar calmo das coisas previstas?
Porquê este desassossego?
Porquê este emaranhado de palavras desnecessárias
Havendo entre nós tantas e tão várias
Razões para que tudo aconteça a seu tempo…
Em harmonia
E ponderado silêncio?

Não digas mais nada!
E sorri, se fores capaz.
Guarda a tua explicação
Que tudo explicado está.
E vem deitar a tua cabeça no meu ombro,
E olhar as estrelas.
Não as interpretes.
Contenta-te só com vê-las!

jpv


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Café da Manhã

– Bom Dia!


– Bom Dia! São quatro cafés e um murro nas costas, por favor!


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"Com Amor," – Documento 72

Fofinha,

Em primeiro lugar deixa-me dizer-te que me considero um privilegiado por ter-te conhecido e, sim, é-me muito difícil terminar uma conversa contigo sem pensar em fazer amor, em devorar-te, em encher-te de carícias, em entrar em ti e fazer-te minha.

A minha proposta que, admito, foi um tanto teatral, tal como eu, estava plena de boas intenções e não passava disso mesmo, uma proposta. Não quis impor-te nada. Seria incapaz de trilhar esse caminho sem partilhar cada pormenor ctgo. Simplesmente quis que percebesses que sei muito bem para onde quero ir. E, claro, mais do que tudo, quero ir ctgo. Construí para nós um cenário geral de bem-estar, de soluções que, a meu ver, nos poderiam proporcionar uma boa vida juntos, mas é evidente que estarei disposto a discutir cada aspecto e cada solução ctgo. Só assim poderá chamar-se vida a dois, certo?

Minha querida, eu, como tu, já vivi com outra pessoa uma vez e falhei. E sei que, entre outras razões, um dos principais motivos por que falhámos enquanto casal foi por andarmos um pouco à deriva, foi por não sabermos o que cada um queria da vida ao pormenor.

Eu valorizo os bens, Tânia, mas não no sentido de ser escravo deles. O que penso é que tudo desvaloriza e desaparece, nada deixas ao teu filho senão a educação que lhe deres e o património que construíres. E não falo de dinheiro, meu amor, o dinheiro não tem valor. Mas se deixarmos os nossos filhos ancorados num património sólido, mesmo que a vida lhes corra menos bem, eles têm algo a que agarrar-se. Trata-se só de segurança, minha querida, mais nada.

Anseio por estar ctgo.
Mil beijos.
Com Amor,

José Pedro.


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"Com Amor," – Documento 71

Olá Fofinho,

Desde que me fizeste A proposta há dois dias atrás que não consigo pensar noutra coisa e nem sequer se trata de nenhuma ânsia de racionalização. Somente não quero dar esse passo em falso de novo. Por um lado, penso que não nos falta maturidade. Eu tenho 44, tu tens 42, ou seja, já somos crescidinhos. Por outro lado, já os dois vivemos uma numa situação conjugal falhada que em ambos os casos deixou marcas, creio que até mais profundas em ti. Eu tenho um filho ao meu cuidado e tu tens uma menina ao teu. Embora já sejam crescidos, vivem aquele momento complicado de passarem do 2º ciclo para o unificado o que quer dizer que quer tu, quer eu, poderíamos precisar de uma ajuda extra nesta fase, um apoio mútuo. Por fim, e não menos importante, eu amo-te muito e confio muito no teu amor por amor por mim.

Parecendo tudo tão óbvio e tão simples, perguntei-me séria e profundamente porque não te disse logo que sim anteontem. Ainda para mais naquele contexto romântico de jantar à luz das velas que o menino preparou. Por duas razões. Primeiro, porque a meio da conversa, o menino começou a deixar as suas mãos viajarem por onde não deveriam e a conversa teve de ser interrompida por motivos de força maior – és um malandreco, depois porque, meu amor, com verdade te digo, tenho reservas e não queria tomar esta decisão com reservas.

A tua proposta para vivermos juntos, sob o mesmo tecto, e formarmos um casal apaixonado em partilha plena da vida é a tentação é a tentação do céu e, além do mais, seria a consequência natural do nosso namoro, já tão assumido, já tão longo. Meu Deus, parece que foi ontem que te conheci e já faz dois anos que namoramos.

Mas, meu amor, sem querer julgar-te mal, e por isso resolvi escrever-te, para usar o meio que nos aproximou e para medir bem as palavras, eu penso que a tua proposta é demasiado elaborada, demasiado acabada. José Pedro, eu preciso de um homem que me dê segurança, mas também quero ter um papel activo nas nossas escolhas. Meu amor, tu decidiste que venderíamos os nossos apartamentos para comprar um em comum, decidiste onde seria, como seria. Até os electrodomésticos e as cores das paredes tu definiste. Tu decidiste que carro compraríamos, qual dos nossos dávamos à troca. Tu decidiste em que escola colocar os miúdos e quem ia buscá-los e a que dias e, pior do que tudo, tu decidiste como dividiríamos os bens se nos separássemos! Meu amor, se eu for viver contigo, não vou querer estar a pensar que me vou separar e muito menos vou querer estar a pensar nos bens. Por outro lado, meu amor, temos de deixar algum espaço à espontaneidade, ao improviso, à vida que acontece de uma determinada maneira porque foi esse o seu curso, sem pré-determinações.

Meu amor, como tantas vezes te disse, eu quero essas coisas todas contigo, mas quero que aconteçam e as façamos acontecer no quotidiano. Não quero viver a vida como quem descarrega itens numa lista de supermercado. Por favor, não me interpretes mal. Esta semana estaremos juntos e conversaremos sobre isto. Entende este mail só como uma contribuição para a nossa reflexão. Nada mais.

Beijo Imenso.
Tânia.


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Café da Manhã



– Bom Dia!


– Bom Dia! São três cafés e uma sauna com massagem, por favor!


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Café da Manhã

– Bom Dia!

– Bom Dia! São três cafés, um com a espuma à parte, por favor!


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Motorcycle Chronicles – Awakening

Awakening

Ninguém sabia ao certo há quanto tempo estava ele enfiado naquele pardieiro. Ninguém sabia ao certo há quantos anos vivia naquela penumbra, naquelas condições sub-humanas. Por vontade própria.

Bryan Pots entrou no hospital com o filho, Jamie Pots, de doze anos, pela mão. Vieram esperar pelo momento de ver a sua mulher e mãe e o maninho que estava para nascer. O parto complicara-se. Ordenaram a Bryan que saísse e se reencontrasse na enfermaria com a equipa médica e com a sua mulher após o parto que teria de ser de cesariana. Bryan nunca mais viu Julie. Morrera. E a criança também. Quando lhe deram a notícia, lembra-se de ter largado a mão do filho que alguém levou dali e lembra-se de ter desfalecido e voltado a si e desfalecido e voltado a si em ondas de choque e semiconsciência até que, finalmente, olhando um ponto indefinido na parede verde-água do hospital, conseguiu pensar. Recordou. Nada no presente lhe interessava. Mergulhou no passado da paixão, do amor, da entrega, da partilha, do carinho, do sexo, do filho em comum, dos passeios sem fim na moto percorrendo a costa com o mar azul a estrondear a paisagem. E ficou lá. Ficou lá nesse dia e nunca mais voltou.

Lembrou-se de como se haviam conhecido, de como ela o fascinara com o seu entusiasmo pela moto, de como o ajudava a cuidar dela, do casamento em que, contra tudo e contra todos, apareceram juntos na igreja, em cima da moto, vestidos de cabedais e com lenços encarnados no pescoço. Lembrou-se dos passeios a desafiar o destino na auto-estrada com a vertigem da velocidade, serra acima, pelos campos fora e, sobretudo, pela praia, com o mar a salpicar a face e as roupas. Bryan não aceita que tudo isso tenha acabado, não sabe a vida sem ela, não tem Norte, está perdido. À sua maneira, morreu também.

No regresso a casa, passou pela mãe e deixou lá o pequeno Jamie, estacionou o carro ao lado da casa sob o alpendre que construíra para o efeito. A moto também lá estava. Lá ficou.

Bryan e Julie Pots viviam num antigo moinho abandonado. Reconstruíram-no com amor e soluções engenhosas de aproveitar o espaço. Estavam perto da cidade, mas suficientemente distantes para não terem vizinhos. Bastavam-se um ao outro. Viviam um para o outro. O moinho tinha três pisos. Um piso superior onde ficava a zona de dormir. Em baixo a zona de cozinha, a sala e a casa-de-banho e, à entrada, à esquerda, um pequeno alçapão que dava para um piso inferior. A este piso tinha-se acesso também por uma portinha lateral que ficava sob o alpendre que ele construíra para o carro e a moto. Nesse piso havia ferramentas, uma televisão antiga, uma pequena arca frigorífica, um sofá e toda a tralha que se não tinha deitado fora e aí viera morrer de velhice e desuso. Bryan entrou para essa divisão pela porta lateral há cinco anos e nunca mais saiu. Começaram a contar-se histórias incertas. Que saía nas noites de luar para gritar, injuriar o Criador. Que trepava às árvores e aí ficava noites inteiras contemplando o céu. Nunca ninguém o viu. Vive na mais absoluta indigência. A sua mãe, uma vez por semana, ao sábado, pega no neto, num saco com mantimentos e outro com roupas e vai pôr-lhos à porta, sob o alpendre. Chama sempre, Bryan, meu filho! Nunca obteve qualquer resposta. Os sacos de comida desapareceram sempre. Os de roupa foram-se amontoando à porta da cave até que ela resolveu trazê-los de volta. Bryan enterra-se no sofá e sonha. Come pouco. Sai à noite, urina e defeca, quase não abre os olhos e nunca mais se lavou. Por opção própria não voltou a subir aos outros pisos do moinho. Come só o essencial. Bebe água. Pouca. Os cabelos cresceram-lhe pelos ombros e pelas costas, as barbas espalharam-se pelo rosto e penduraram-se até ao peito e desabituou-se da luz. De dia, não sai do seu buraco. À noite, quando sai, quase não abre os olhos. Bryan não conseguiu suicidar-se, mas morreu para o mundo. Ao longo desses cinco anos, toda a casa se foi degradando, cortaram-lhe a luz e a água sem que tivesse reparado, a roupa que traz no corpo é a mesma com que estava no dia em que perdeu Julie e o bebé. O seu cheiro e o cheiro do seu cubículo de vegetar é nauseabundo, quase insuportável. Tem parasitas nas roupas, nos cabelos e nos corpo e não quer saber disso para nada. Está à espera de juntar-se a Julie. Cresceram ervas em torno do carro cujas borrachas se danificaram, os pneus sucumbiram ao tempo e estão vazios e, no mesmo alpendre, a moto reluz como se tivesse acabado de sair do stand. É um pormenor de discordância a destoar da degradação que a rodeia. E há uma razão para isso. Jamie tem cuidado dela. Aos sábados, quando a avó vai levar o saco com os mantimentos, Jamie fica por ali e vai limpando os cromados, a pele dos bancos e com o passar do tempo aprendeu a retirar algumas peças, limpá-las, mantê-las e a recolocá-las no lugar. No dia em que a sua mãe faleceu de parto, a avó veio ao moinho tentar falar com o pai e levou Jamie consigo. O jovem viu a chave da moto na ignição e um porta-chaves pendendo dela, tirou-a, guardou-a no bolso e sentiu-se um homem, o dono do Universo. Desde esse dia que a passeia no bolso como se guardasse a chave de um tesouro com a própria vida. E guarda. O tempo, como sempre, foi passando inexorável e indiferente ao sofrimento de Jamie. A partir de certa altura, começou a vir junto à casa também aos fins de tarde. Por vezes, chamava pelo pai, com o tempo foi chamando-o de forma diferente.

– Papá!
– Pai!
– Hei, tu!
– Egoísta de merda!
– Cabrão, filho da puta!
– Hei tu!
– Pai!
– Papá!

Desistiu.

Poucos dias antes de fazer dezoito anos, Jamie decidiu dar-se um presente. Iria ligar a moto. Passear com ela. Seria sua. O presente da sua maioridade. Afinal de contas, tinha cuidado dela durante quase seis anos, contara-lhe histórias, imaginara aventuras com ela e por causa dela aprendera a andar de moto.

Para Bryan Pots, o dia não amanheceu. Está enterrado no seu sofá que faz uma cova, coberto por uma manta imunda e à sua volta uma multidão de papéis e plásticos e recipientes abandonados marcam a escuridão do espaço. Apenas ouve mais ruídos e adivinha o dia. Mais um. Infelizmente.

Para Jamie Pots é um dia diferente. A avó mimou-o com um pequeno-almoço especial, combinaram que não iria à escola nesse dia, vestiu-se de cabedais, calçou umas botas pretas, colocou um lenço encarnado no pescoço, esfregou as chaves da moto entre os dedos, como que a puxar-lhes o lustro e colocou-as num bolso do blusão. Apanhou os transportes, fez uma caminhada a pé e quando chegou ao velho moinho, ela lá estava. Retirou-lhe a capa com que sempre a cobria, abriu o cadeado da corrente que prendia a moto a uma argola na parede, junto ao chão, trouxe-a para a estrada estreita frente ao moinho, sentou-se nela, colocou a chave, fez um compasso de espera com os olhos fechados e a cabeça inclinada para trás a absorver o calor do astro-rei. Finalmente deu meia volta à chave.

Mesmo com a manutenção que Jamie lhe vinha fazendo, muita coisa poderia ter corrido mal, mas este dia era o dia do despertar. A moto trabalhou na perfeição. Ouviu-se o ronco grave do arranque, Jamie acelerou-a repetidas vezes, o fumo negro dissipou-se e agora está aoralenti, gorgitando aquele bater de coração forte e sonoroso próprio de uma moto potente. Jamie dá-lhe um tempo antes de arrancar, como que à espera que ela se reencontre consigo mesma, à espera que o seu coração volte à vida e normalize após longo sono. Está sentado na moto com os braços caídos olhando o horizonte, a vida toda para viver. Ouviu o ranger da velha porta do alpendre abrindo-se mas não reagiu. Tal como fizera com a moto, deu tempo. Pequenos passos no estrado do alpendre. Um homem envelhecido pelo sofrimento, sujo e mal cheiroso, sentou-se no banco por trás de Jamie, agarrou-se à cintura dele, tinha os olhos fechados quando disse:

– Vamos ver que vida ainda lhe resta. Cuidado, ela tem uma mania ao passar da 3ª para a 4ª.

Jamie não disse nada, mas pensou, Obrigado, meu Deus, permitiste que ele acordasse.

Rolam rápido junto ao mar, o vento fustiga-lhes as faces e as roupas, o homem andrajoso encostou a cabeça nas costas do rapaz vestido de cabedal e ouve-lhe o bater forte do coração. O rapaz conduz com perícia a moto que vai ronronando poder e deixa escapar lágrimas de felicidade ao vento.

jpv


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Citação do Sentir

“Tens aquele jeito do teu pai, aquele sentir profundo, aquela coisa…”
MLV