Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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TOP 5 MPMI


O que procuram os leitores de MPMI?
Bem, ironizando, eu diria que procuram o Benfica! Ou… poesia!

Ainda como eco do nosso quarto aniversário, deixo aqui algumas estatísticas, nomeadamente, das publicações mais procuradas no último mês e daquelas que são as mais procuradas de sempre, ou seja, desde 12 de maio de 2009 até hoje. É O top 5 de MPMI.

É claro que os números podem ser traiçoeiros. Por exemplo, alguém procura uma imagem do Benfica, escreve SLB no Google e um dos sites que aparece referenciado é MPMI. A pessoa visita o site durante três segundos e vai-se embora. Contudo, os leitores que procuram a poesia ou os romances, vindo muito menos vezes ao MPMI, ficam por cá entre 20 e 80 minutos, havendo mesmo quem tivesse ficado 240 minutos.

Ainda assim, aí fica a curiosidade. As mensagens estão ligadas para as poderem revisitar.

TOP 5 MPMI
Das Publicações Mais Lidas

Nos últimos 30 dias:

1.º“Vermelho Direto – O Benfica é mesmo o Maior”
Tipo de Texto : Crónica Desportiva
Data da Publicação: 26 de maio de 2013
Número de leituras: 126

2.º – “Crónicas de Maledicência – O Palhaço da Discórdia”
Tipo de Texto : Crónica Social e Política
Data da Publicação: 26 de maio de 2013
Número de leituras: 124
Endereço: http://mailsparaaminhairma.blogspot.com/2013/05/cronicas-de-maledicencia-o-palhaco-da.html#.UcHBQPk70vw

3.º – “SLB”
Tipo de Texto : Apontamento
Data da Publicação: 02 de março de 2011
Número de leituras: 121
Endereço: http://mailsparaaminhairma.blogspot.com/2011/03/slb.html#.UcHBS_k70vw

4.º – “É tão pouco, o Mar”
Tipo de Texto : Poesia
Data da Publicação: 29 de junho de 2012
Número de leituras: 104
Endereço: http://mailsparaaminhairma.blogspot.com/2012/06/e-tao-pouco-o-mar.html#.UcHBUfk70vw

5.º – “Crónicas de Maledicência – A Credibilidade da Troika”
Tipo de Texto : Crónica Social e Política
Data da Publicação: 15 de junho de 2013
Número de leituras: 53
Endereço: http://mailsparaaminhairma.blogspot.com/2013/06/cronicas-de-maledicencia-credibilidade.html#.UcHBUfk70vw

De Sempre (12/05/2009 – 19/06/2013):

1.º – “SLB”
Tipo de Texto : Apontamento
Data da Publicação: 02 de março de 2011
Número de leituras: 6349
Endereço: http://mailsparaaminhairma.blogspot.com/2011/03/slb.html#.UcHBS_k70vw

2.º – “Púbis”
Tipo de Texto : Poesia
Data da Publicação: 14 de outubro de 2010
Número de leituras: 3488
Endereço: http://mailsparaaminhairma.blogspot.com/2010/10/pubis.html#.UcHEjvk70vw

3.º – “Silhueta de mulher com por-do-sol ao fundo”
Tipo de Texto : Poesia
Data da Publicação: 22 de outubro de 2010
Número de leituras: 2283
Endereço: http://mailsparaaminhairma.blogspot.com/2010/10/silhueta-de-mulher-com-por-do-sol-ao.html#.UcHEkfk70vw

4.º – “Citação do Equívoco”
Tipo de Texto : Citação
Data da Publicação: 10 de março de 2011
Número de leituras: 1735
Endereço: http://mailsparaaminhairma.blogspot.com/2011/03/citacao-do-equivoco_10.html#.UcHEmfk70vw

5.º – “É tão pouco, o Mar”
Tipo de Texto : Poesia
Data da Publicação: 29 de junho de 2012
Número de leituras: 1382
Endereço: http://mailsparaaminhairma.blogspot.com/2012/06/e-tao-pouco-o-mar.html#.UcHBUfk70vw

————————– Boas Leituras ———————-jpv—-


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Divulgar


(Clique na Imagem para Aumentar)

Amigos e Leitores e MPMI,

Independentemente de poderem, ou não, estar no lançamento, faço a divulgação e aconselho a aquisição da obra. 

Conheço e tive a honra e o prazer de trabalhar com as autoras e sei que será um livro com propostas de grande qualidade.

jpv


1 Comentário

Divulgar – O Prazer de Ler

(Clique para Visitar a Loja Online)

No sábado de manhã, enquanto percorria umas das ruas do Centro Histórico de Torres Novas, encontrei a livraria e casa de antiguidades “D’outro Tempo“.

Não só me fascinou o seu conteúdo, nomeadamente, livros e manuscritos, como me cativou, sobretudo, o desvelo e o interesse do seu proprietário, o senhor Adelino Pires.

Convido-os a visitarem a loja pelo extremo interesse de que se reveste, pela variedade da oferta que se reflete nos preços praticados desde 1€ a centenas deles e para poderem conversar um bocadinho com o seu interessante vendedor.

Para os leitores que são de longe, ou mesmo de outros países, a livraria tem uma página na Web muito bem organizada que mora em http://www.doutrotempo.com/

Boas Leituras!

jpv


2 comentários

Divulgar: "Ser ou não ter…"


Ser ou não ter…
Na luz difusa e dourada
do calmo entardecer
no leito sentada,
busco o silêncio
da hora sagrada,
do reencontro
com o ser.
À janela entreaberta,
olho o poente
de cores
ruborescente,
fito as mãos
da figueira erguidas
como um canto
e sinto, levemente,
a diáfana frescura do ar.
Aves de todos os ninhos
ainda cantam devagar…
Respondem-se em eco
Comunicando risos,
Escrevendo frases musicais,
e palavras soltas de pasmar!
Há toda a suavidade
do fim da dia a levitar
na atmosfera transparente…
Está lá fora,
no espaço aberto
e está aqui,
na paz secreta
do meu lar.
A luz ténue
e misteriosa
derrama-se,
paulatinamente,
em tudo o que vejo e aspiro,
como uma comida
saborosa e quente
depois da rudeza do frio.
No entardecer de seda,
Vai, a estrela-Sol, a deslizar
horizontalmente,
em direção ao mar.
Com o pensamento,
eu consigo alcançar
a vastidão do oceano
que a minha nação
veio a trespassar!
E, feita ponte,
juntou a Terra,
que se julgava então,
de nós, separada.
É essa sintonia da união,
que o meu país deu ao Mundo,
que eu  sinto aqui, agora,
como tesouro e glória,
no meu coração, a palpitar.
O ar está morno já,
quase mais quente
e o silêncio,
cruzado de chilreios
invade, ardente,
a minha alma cansada.
O repouso absoluto,
compasso do tempo
reencontrado,
tenho-o buscado
incessantemente.
Dentro de mim… eu sei,
está o princípio do Ser.
Só tenho que descobrir,
de vez, a fluida nascente
para o resgatar e defender.
Cada ínfimo movimento
da ramagem
me traz de volta
ao movimento puro
e primordial,
ao gesto infinitesimal,
ao mapa do essencial.
E quero reaprender
a procurar, a olhar
o pequeno e o simples
para voltar
a saber ser,
além das aparências
e dos vãos sinais.
Ser ou não ter…
Eis quem eu Sou!
MV


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Natureza Viva

Este blogue também faz serviço público, nomeadamente, procedemos à publicação de textos de amigos e conhecidos que no-lo solicitem. Outras vezes, deparamo-nos com os textos e pedimos autorização para os publicar aqui. Foi o que aconteceu com este. Ora digam lá que não valeu a pena?
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Natureza Viva
Pela estrada, caminhei energicamente porque o ar estava fresco e, até, ligeiramente frio… Mal deixei de ver as casas e mergulhei na verdura das árvores que ladeavam o caminho, percebi que estava já imersa na mundivivência do bosque e que a floresta me acompanhava. As raras viaturas que passavam pontualmente deixaram de existir. Estava bem agasalhada, mas ainda assim, calcei as luvas, puxei o pelinho do casaco junto às faces para proteger as maçãs do rosto e os lábios do frio, e desci até ao vale, metro após metro…
Por toda a parte, do meu lado da estrada, mais perto, do outro lado ainda, mas bem audíveis, chegavam ao meu tímpano sensível milhentos sons esfuziantes do canto matinal das aves que não distinguia, abrigadas nas belas ramagens outonais de tons verdes diversos, amarelos, laranjas e castanhos. Eram estridências, guizos e assobios delicados ou viris, mas sempre diferentes, dando eco aqui e ali a um apelo, um som encantatório, uma mensagem cruzada e secreta…
Junto aos meus pés, uma bola pequena de uma cor pungente de cereja, ela própria revestida por minúsculas bolinhas de aspecto quase aveludado. Caí em tentação, olhei a árvore donde provinha o fruto promissor: a árvore do medronho.
Sem pensar, ajoelhei-me, peguei delicadamente no fruto, percebi que estava limpo e pelo tacto, muito maduro… Num impulso de sofreguidão, desejei prová-lo. Com a língua, abri-o facilmente e descobri que estava, como parecia, maduríssimo. Suguei com fervor a polpa macia, de um amarelo alaranjado vivo. Sabia maravilhosamente bem, evitei comer a pele por prudência e ansiei por mais. Olhei para cima. Havia na árvore bolinhas de um vermelho apetitoso, lá no alto… E eu cheia de pressa, sem a possibildade de improvisar trepar pelo muro coberto de hera até à árvore esguia…
Prossegui a caminhada e nem me senti tonta, o efeito do álcool não deve aparecer no fim da estação…Ou será por só ter tido a ocasião de pecar tão pouco?
TR