Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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O 25 de Abril contado às crianças…

O 25 de Abril contado às crianças…

Tipo: Educação – Oficina
Data: Sábado, 17 de Abril de 2010
Hora: 16:00 – 17:00
Local: Fórum Actor Mário Viegas – Centro Cultural Regional de Santarém
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Descrição: Foi a pensar nos mais pequenos que o Cineclube de Santarém, em conjunto com a Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril e o Teatrinho de Santarém, organizou esta sessão multifacetada para crianças.

Para falarmos sobre esta data importante da nossa história, vamos levar a cabo 3 actividades distintas:

– Projecção de uma curta-metragem sobre o 25 de Abril, feita por crianças para crianças;

– Dramatização de um conto, levada a cabo pelo Teatrinho de Santarém;

– Actividades de expressão plástica.

A entrada é gratuita, apareçam!


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De Negro Vestida – XX

 

Solidão – I

Há neste centro comercial um barulho de luzes que atrai e cansa. Há um bailado de cores que seduz, enreda e chama. Passam pessoas em trajes apressados de trabalho e passeiam pessoas em trajes exibicionistas de passerelle. Umas levam a chave do carro na mão ou a carteira com o passe dos transportes públicos. Outras levam sacos marcados com o timbre dos vendedores. E desliza no ar luminoso do espaço amplo um cheiro adocicado a crepes com gelado de baunilha, a pipocas de cinema, a batatas fritas em pacotinhos de papel a acompanhar hambúrgueres que são os mesmos aqui, em Madrid, em Paris, ou em Moscovo. E há uma música de fundo que ninguém ouve mas de que todos sentem falta quando se cala. E há escadas rolantes que levam e trazem os viajantes de sonhar que param juntos às montras olhando o que não podem comprar ou entram nas lojas comprando o que não podem comprar deixando para mais tarde as preocupações de tais excessos. E correm crianças em aventuras de visitar lojas de brinquedos e vêm, depois, agarrar-se às pernas dos pais olhando como quem pede ou simplesmente pedindo. E divertem-se em carrosséis de interior a troco de uma moeda em máquinas pintadas com cavalos ou carros ou motos que dão três voltas, acendem luzes e no fim dizem obrigado em espanhol.

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O Romance “De Negro Vestida” foi publicado, capítulo a capítulo, neste blogue, entre 26 de janeiro de 2010 e 22 de abril de 2011.

Agora que conhecerá outros voos, nomeadamente, a publicação em livro, deixamos aqui um excerto de cada capítulo e convidamos todos os amigos e leitores a adquirirem o livro.

Obrigado pela vossa dedicação.

Setembro de 2013

João Paulo Videira

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De Negro Vestida – XIX

 

Rupturas – IV

Gininha está sentada no lugar do costume, na mesa das quintas-feiras à tarde que ambas ocupam na pastelaria Avenida. Tem uma chávena de chá suspensa da mão, os olhos muito abertos como que a quererem ver melhor o que estão ouvindo e a boca que há minutos fez um Ah! ainda se mantém nessa posição embora o som da exclamação se tenha já perdido no ar. À medida que Maria de Lurdes vai falando, os olhos de Gininha vão ficando marejados e quando alguma lágrima ameaça desprender-se, ela acorre com um lencinho de papel para evitar estragos na maquilhagem.

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O Romance “De Negro Vestida” foi publicado, capítulo a capítulo, neste blogue, entre 26 de janeiro de 2010 e 22 de abril de 2011.

Agora que conhecerá outros voos, nomeadamente, a publicação em livro, deixamos aqui um excerto de cada capítulo e convidamos todos os amigos e leitores a adquirirem o livro.

Obrigado pela vossa dedicação.

Setembro de 2013

João Paulo Videira

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1 Comentário

"Lisboa"

[Porque não resisto a partilhar um texto particularmente bem conseguido. Quando o li, foi como se estivesse a ver, a passear pela cidade da luz inimitável…]
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Estou mais longe no Tejo…

em Lisboa!

Lisboa, de alguma minha segurança, creio…

Lisboa dos cheiros e apelos, dos cartazes culturais, dos guetos embocados nos segredos

Lisboa, que treme ao metropolitano, toupeira onde meio mundo se enfia surdo na pressa do dia.

Lisboa, povoada de cabelos grisalhos, de bengalas mancas, de esperanças e desesperos…onde a infância se pinta cada vez mais de negro e de mulato, em pronúncias quentes de outros sonhos.

Lisboa de uma mendicidade medieval contemporânea no quotidiano, dos pedintes que se mostram em contorcionismo de corpo e aleijo, que nos sovam o estômago, o nosso descanso…

Lisboa da postura livre, olhar vazio do arrumador de carros, cobrador de uma medrosa passividade.

Lisboa dos cogumelos de papelão proliferando no vão dos prédios, numa crescente morada dos sem-abrigo…

Lisboa com a voz da Amália a sair do umbigo da Rua do Carmo…afunilando diversidades…

Lisboa e os semáforos, a multidão…as ruas para andar…

Lisboa e as livrarias … idênticas à magnitude da igreja vazia.

Lisboa e o artesanato de outros…

Lisboa…

do cheiro do café

das gaivotas junto ao Tejo…

Lisboa…

hoje

percorrida com a saudade de Ti!

Anónimo


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LUA

Pois, o Sol escondeu-se mas a LUA revelou-se, redonda e esplendorosa. Ontem não resisti a captá-la… Falam do luar de Janeiro mas, ao que parece, o de Março também pode ser excelente.
“De Negro Vestida” vem já a seguir…

“Misteriosa”
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“Reflexos”


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SOL

Tons ribatejanos num prodigioso Domingo de SOL!
As imagens têm muito má qualidade porque foram captadas com telemóvel e compactadas para estarem aqui mas dão a ideia da maravilha que foi o oásis solarengo em dias escuros e chuvosos.

“Tejo”
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“Caudal”
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“Sementeira de Sol”
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“Namorados”
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“Sombra-Sol”
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“Família”
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“Zêzere”

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"De Negro Vestida": o estado da arte.

O estado da arte é simples de explicar. O próximo capítulo está pronto. Falta só a dolorosa tarefa de o passar para o computador e corrigir gralhas e coiso…

Hoje deverá ficar online… se bem que este sol não ajuda!!!

Um abraço a todos e um sincero agradecimento pelos comentários simpáticos ao capítulo anterior que vieram por mail do norte do país, do norte do distrito e das ilhas…

Não sei se repararam, mas esta chafarica está a ficar mais frequentada!!! hihihi…

João Paulo Videira


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De Negro Vestida – XVIII

 

Rupturas – III

Aquela pergunta foi como um clarão de luz rompendo a escuridão. Antes de proporcionar a visão faz doer e cega e confunde quem estava mergulhado no breu. Mais do que as palavras era o escuro do caminho, a falta de referências no lugar que o deixava perdido, perto de encontrar-se. E encontrou-se, e identificou aquela roupa íntima noutras intimidades, noutros contextos, noutros mundos. Aqui, onde está, no seu quarto, tudo está certo e no lugar apropriado, excepto a semi-descoberta Maria de Lurdes e a lingerie negra que não é sua. Num repente, num momento, procurou o caminho que aquela roupa teria percorrido até chegar ali. Procurou os porquês, tentou vislumbrar os contactos, a mente voou-lhe, depois, para a possibilidade de terem conversado uma com a outra. Será que se conheciam? E, sem se aperceber, Carlos Manuel ficou onde Maria de Lurdes o queria. No lugar da vulnerabilidade. No espaço das perguntas a invadirem-lhe, velozes, a mente e no desespero das respostas que não vinham, na inexplicabilidade daquela revelação. Nem conseguiu concentrar-se nas consequências. De certo que as haveria.

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O Romance “De Negro Vestida” foi publicado, capítulo a capítulo, neste blogue, entre 26 de janeiro de 2010 e 22 de abril de 2011.

Agora que conhecerá outros voos, nomeadamente, a publicação em livro, deixamos aqui um excerto de cada capítulo e convidamos todos os amigos e leitores a adquirirem o livro.

Obrigado pela vossa dedicação.

Setembro de 2013

João Paulo Videira

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Esclarecimento sobre periodicidade de "De Negro Vestida"

Amigos,

alguns leitores têm perguntado, via e-mail, se estou perdendo o entusiasmo pela escrita de “De Negro Vestida”, se pretendo acabar a escrita do romance, porquê a publicação dos capítulos mais espaçada no tempo… Simultaneamente encorajam-me a continuar e a publicar o texto.

Agradeço, desde já, o encorajamento e o carinho que têm demonstrado.

Já escrevi algo semelhante a isto num post anterior: a estória será acabada, não será interrompida e nunca estive tão entusiasmado como agora. Acontece que esta estória vai ser mais longa e complexa do que “Estórias ao Acaso: Noite Fria” e assumirá compromissos de coerência e articulação mais complexos de gerir, daí que a escrita dos capítulos seja mais estudada, dê mais trabalho e demore mais tempo. É por isso que não consigo publicar um capítulo por dia. A média tem sido entre os três e os cinco dias.

Por outro lado, vou lembrando os meus queridos e ansiosos leitores que dou aulas, sou dirigente sindical no SPGL, pertenço ao Secretariado Nacional da FENPROF, sou formador de professores, construo websites e ainda tenho uma família para dar atenção… ufa, fiquei cansado só de enumerar.

Para terminar, venho informar-vos que publicarei hoje o próximo capítulo…

Um abraço

João Paulo Videira


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Trabalho EFA – 2

Só faltava conhecermos a família que vai habitar tão ilustre moradia!! Também publicarei a reflexão conjunta. As individuais, por razões óbvias, ficarão reservadas ao portefólio de cada um e não serão publicadas.

Um abraço

prof.

Da esquerda para a direita, a filha (Francisca), o pai (João Santos), a mãe (Madalena), o filho (Santiago) e a seus pés o animal de estimação (Balsa).

Mais pormenores em http://finalistasea6.blogspot.com/