Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Res Púbica

Res Púbica

Vive no jeito das tuas palavras
Um sentido de fecundação,
E emerge do traço
Dos teus seios
A forma que me preenche a mão.
E dizes a liberdade e o amor e a entrega e o sexo
Como quem comenta um poema
Ouve uma partitura
Respira o ar.
E guardas-me em ti em carne e semen
E fechas-me no teu casulo de amar
E habita em tudo isto
Um sentido extraordinário
de normalidade.

Tu és a vida, ó musa,
A vida amada
Que a vivida é pouca para ti!

Meu feriado nacional,
Meu estádio de futebol,
Meu filme,
Meu livro,
Meu mar,
Meu ar.
Minha festa de aniversário,
Meu doce e suave opiário.
Em ti me perco e contigo me ganho

E é por ti que acordo desta morte que vivo
E navego na ondulação dos amantes,
No azul do mar,
Nas palavras por encontrar.

Sobra-me a tua alma.
Falta-me o teu corpo
Que não vive um homem erecto
Sem esse suave sopro.

E arranhas-me o sentir
Mesmo antes de vir
Ao mundo a vida
De encontrar-te
Sob o meu peso.

Minha doce e suave comemoração,
Minha res púbica
De Amor ao vento
E peito desnudado,
Se soubesse que nascerias para mim,
Todos os dias seriam feriado!

jpv


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Ode ao cais

Sem dar por isso, num desejo intumescido, meu corpo tornou-se cais onde penetra o teu navio…”

Anónimo


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Decreto-Lei

Decreto-Lei

Lá longe,
Onde os homens se escondem
Do que são
No labirinto das palavras,
Dizes-me que amar tem regras.

E é esse dizer que me entristece.
A mim basta-me o azul
Que te basta a ti.
A mim sobra-me o amor, a paixão e o desejo
Como se fosse hoje.
E disto sei pouco
Mas sei que não carece de despacho,
Nem decreto-lei.
É o terreno de amar
E isso é só o que sei!

jpv


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OGE 2011

E pode-se continuar a pensar ou também vai pagar imposto?


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Quase

Quase

Quase tudo.
Quase tu.
Quase a um passo,
E a passada por dar.
Quase uma rajada
Violenta e
Quase negada
A visão.
Quase a sintonia,
Quase a perdição.
Quase o poder
De ter
Quase o mundo na mão.
Quase as palavras certas,
Quase a ruptura pelo verbo,
Quase na noite desperta
O morrer da intenção.
E agora, quase homem, quase morto,
Habito só e abandonado
A penumbra deste corpo.

Quase força, quase energia,
Seria quase coragem,
Não fosse cobardia!

jpv


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The fall of an angel

The fall of an angel

Tudo
Se desprende.
Todas as ideias morrem.
Todas as esperanças fenecem.
Todos os gestos acontecem.
E tu.
Também.

Ainda me lembro dos teus beijos
Quando mos querias dar.
Ainda ouço as palavras que usavas
E não eram para me matar.
Ainda me lembro do teu olhar
Quando acreditava em mim.
Tudo
Se desprende.

jpv


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Mas há dúvidas?

Como diz o anúncio… “Depois do mal estar feito…”
Cada um que encontre o seu! Eu ando à procura do meu!!!
O pior é se é preciso Guronsan para o Guronsan!


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Simpáticos

Os números das visitas a “Mails para a minha Irmã”. Em cerca de ano e meio, fomos visitados por mais de 8500 pessoas que fizeram 21111 leituras. Outro pormenor interessante é o facto de as pessoas demorarem, em média, 7 minutos no blogue. Ou seja, podemos não ser muitos, mas os que cá vêm, vêm por interesse e demoram-se! Normalmente os visitantes deste blogue lêem diversas páginas. Se repararem na imagem, hoje ainda só cá estiveram 10 pessoas mas já foram lidas 71 páginas!!

Resta-me agradecer a todos os visitantes e leitores e prometer que o próximo capítulo de “De Negro Vestida” vem brevezinho.

João Paulo Videira


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Em cima da hora – almoço de família

A Ana e o Gabriel organizaram para nós e, diga-se, ofereceram um excelente almoço em família. Para além de uma extraordinária refeição, muito bem comida e bebida, tivemos a oportunidade de invocar os nossos avós.

As nossas mães, irmãos, e as gerações mais novas representadas pelo Iago e pelo Luís Miguel estiveram neste domingo feito celebração da família.
Tirando o facto de alguns meninos não se terem conservado sóbrios até ao fim, tudo correu 5 estrelas.
Acho, por vezes, que aquilo que define uma família não é tanto o que cada um de nós consegue ser individualmente mas antes os momentos que conseguimos construir juntos. E, hoje, estivemos juntos e estivemos vivendo a família que somos.
Acho que viver é isso mesmo, coleccionar momentos e vivências.
Aqui ficam alguns testemunhos do dia:





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De Negro Vestida – XL

 

De Negro Vestida – IV

Para Maria de Lurdes, os viúvos apresentavam a inegável vantagem de já terem vivido uma relação sem que o seu fim tivesse sido o fracasso e a ruptura dos divorciados e sem que deles pudesse falar-se de inexperiência como em relação aos solteiros. O problema emergente dos viúvos poderia ser a idade. Um viúvo para ser viúvo, teria de ter sobrevivido à morte da esposa. Ora, a menos que o falecimento resultasse de acidente ou doença inesperada, a morte que os separaria teria surgido em idade avançada.

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O Romance “De Negro Vestida” foi publicado, capítulo a capítulo, neste blogue, entre 26 de janeiro de 2010 e 22 de abril de 2011.

Agora que conhecerá outros voos, nomeadamente, a publicação em livro, deixamos aqui um excerto de cada capítulo e convidamos todos os amigos e leitores a adquirirem o livro.

Obrigado pela vossa dedicação.

Setembro de 2013

João Paulo Videira

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