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Citação do Farol
M
Uma Noite Nicola
Perguntas de Algibeira
De Negro Vestida – LXIII
Abandonar o Negro – I
Fugiram da cidade. É o que fazem os jovens. Um carro. Uma carta de condução. Um recanto escuro e o amor acontece. Ele desejava-a, queria tê-la entre os braços, beijá-la, cheirá-la, possuí-la sob o seu corpo jovem e atlético. Ela queria ser possuída, ser tomada pelo seu braço forte, brincar com ele. Naqueles momentos de frente para o mar, o carro era o mundo inteiro e foi aí que se entregaram, que suaram e gemeram seus amores, e foi aí que ficaram saboreando o momento, brincando com o que cada um gostava de fazer. E quando estavam saciados da noite, regressaram. Piso molhado. Olhos dele nela. Mãos dele nela. Curva da estrada e do destino. Despiste. Uma pancada seca no pescoço e a morte imediata.
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O Romance “De Negro Vestida” foi publicado, capítulo a capítulo, neste blogue, entre 26 de janeiro de 2010 e 22 de abril de 2011.
Agora que conhecerá outros voos, nomeadamente, a publicação em livro, deixamos aqui um excerto de cada capítulo e convidamos todos os amigos e leitores a adquirirem o livro.
Obrigado pela vossa dedicação.
Setembro de 2013
João Paulo Videira
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Ilusão
Pela fortuna
Pela fama
Pela ambição
De ver o mundo girar
Na palma da sua mão
Assim se move meio mundo
Meio vivo, meio morto
Meio triste, meio contente
Neste mundo meio torto
Entortado pela gente
Meio podre, meio são
Lá vai resistindo, só,
No meio da multidão
Assim… meio sóbrio
Meio embriagado
Tenta acompanhar o mundo
Que brilha e gira apressado
Mas…meio sábio ou meio louco
Meio tarde ou meio cedo
Há-de enxergar pouco a pouco
E desvendar o segredo
O que gira na palma da sua mão
É apenas uma bola de sabão
Que se desfaz
E… escorre por entre os dedos
Rosinha
Lisbon By Night
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