Author Archives: mailsparaaminhairma
"Com Amor," – Documento 19
Rui, fiquei preocupada com o teu mail anterior. Não quanto a Deus e ao entendimento que temos da Sua presença nas nossas vidas. Esse assunto fica encerrado por agora.
Mas o teu PS. Não sei se escreveste o que escreveste consciente das implicações do que lá está escrito. Não sei se aquilo era um lançar de escada, como se costuma dizer, se era uma forma amistosa de terminar um texto, ou se há, por trás do que lá está escrito, um universo de sentimentos sérios e significativos. As mulheres, Rui, esta mulher, Rui, não brinca com certas palavras ou, pelo menos, não as usa levianamente.
Surpreendeste-me.Há ali um atrevimento que vindo de ti não me espanta. Só não sei o exacto teor dele. Fiquei preocupada, Rui. Preocupada e perdida.
Beijo,
Verónica.
PS: Se estiveres no meu caminho, não sei em que caminho estou.
"Com Amor," – Documento 18
E quem me pôs no teu caminho para te ouvir?
Eu posso ser o instrumento de Deus na tua resiliência com Ele. Já te disse, não sou nenhum beato puritano, mas não viemos do nada nem estamos sós.
Rui
PS: Tu precisas de amar, Verónica. precisas muito de amar. O teu caminho é o amor e eu estou no teu caminho.
"Com Amor," – Documento 17
Já te disse uma vez, Rui, que a minha religião é o amor. Vou tentar pacificar o meu coração numa convivência tácita com Deus, uma espécie de pacto de não agressão. Mas não Lhe concedo mais do que isso. Até tu, Rui, até mesmo tu que me enervas e me irritas com o teu atrevimento e despudor, já fizeste mais por mim do que Deus.
Tu OUVISTE-ME, Rui!
Verónica
"Com Amor," – Documento 16
Feira Medieval da Torres Novas
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A iniciativa tem mobilizado toda a cidade e é um misto de evocação histórica e cultural com uma festa popular. É, sem dúvida, um evento a visitar.
Lição de Humanidade!
Nota de Agradecimento Público
No final de um dia preenchido, intenso, complexo e um bocadinho complicado, a máquina de café decidiu ficar fora de serviço. Lamentei-me sem pedir nada e, precisamente do nada, nasceu um lanchinho de retemperar forças e dar ânimo para o resto da jornada.
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A amizade e o companheirismo não se manifestam só nem sobretudo nos grandes gestos, mas sim nas pequenas atitudes que confortam e ajudam a superar as dificuldades.
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Pelo cafezinho com bolachinhas na hora exacta, o meu agradecimento público à IP, SC e à TL. Se eu podia viver sem elas? Poder, podia, mas não era a mesma coisa!
O Clã do Comboio – Rapariga com Brinco de Pérola
"Com Amor," – Documento 15
Desculpa, Rui, se te magoei ou ofendi. Em todo o caso temos aqui um problema. Tu disseste que eu era tua amiga. Ora, os amigos dizem o que pensam uns aos outros. Eu sinto que Deus é uma fraude porque fui sempre abandonada por ele. Nunca me sobreveio. Até pelos filhos, Rui, até por eles tive de lutar. Lamento que possa magoar-te, mas se eu não posso escrever-te o que sinto e penso, então que sentido faz continuarmos a conversar?
Vivi dificuldades em pequena, Rui. Talvez todos as tenhamos vivido. As minhas foram agravadas pelo temor a Deus. Pelo medo constante do castigo, por decorar orações cujo significado desconhecia, por praticar rituais de obrigação, por ser tocada, ainda menina, pelas mãos do padre sabujo e ter de calar porque ele era Deus e eu seria uma mentirosa se pensasse revelar o que quer que fosse. E, mesmo assim, Rui, procurei-o. Fui ao seu encontro, refugiei-me na Sua palavra. Rezei. Casei-me segundo as Suas regras e depois, Rui, foi em Seu nome que tive de calar a violência de que era vítima. Era eu ou Deus e durante muito tempo foi Deus. Até que a mulher em mim, a dignidade que restava, resolveu erguer-se. E quando me ergui, Rui, foi em nome de Deus que deixaram de falar-me, que a minha própria família me virou as costas e me negou apoio. Eu tinha crianças para alimentar, Rui.
Esse Deus que tu vês só existe nos desenhos animados da Walt Disney!
Fui eu que venci, Rui. E tive de vencer Deus na terra. E sofrer.
Verónica







