Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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A Quarta Folha do Trevo

A Quarta Folha do Trevo

Joguei a minha vida
Às sortes,
Entreguei-a ao capricho
Da Fortuna.
E por entre vivas de esperança
E traços de morte,
Descobri a miraculosa lacuna.
Tem o trevo
Três folhas
Que representam
As acertadas escolhas.
E tem aquele que me deste
Uma folha mais,
Uma falha da Natureza
Que sendo espúria e indesejada,
Pela brisa da Fortuna
Veio a ser bafejada.
É o quebrar da linha
E o infinito para além do horizonte.
É o sol nascendo
Por trás do elevado monte.
É a chuva regando
Em tempo e medida certa,
É a água jorrando na fonte
Quando o calor aperta.
E é o amor.
O encontrar-te na turba,
O desenhar da tua figura
Na multidão.
Em manhã clara
E em noite escura.
E é o sorriso de uma mulher que ama,
De um homem que é amado.
E é o canto do pássaro
Na frescura da tarde,
A criança que nasce,
O fogo que arde.

É o que faltava
E o que vem trazer sentido à ordem.
É o amanhecer da vida
Na neblina púrpura da alvorada.
É a perfeição contida
Na quarta folha do trevo,
Enjeitada.

jpv


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O Clã do Comboio – Jesus Esteve no Interregional das 18:18h

Jesus Esteve no Interregional das 18:18h

Já há algum tempo que não havia uma história do Clã do Comboio externa aos passageiros habituais do Clã. E não é por falta de atenção ou disponibilidade para a escrita deste vosso humilde escrevinhador. É só porque não se tem presenciado nenhum episódio digno de registo. Esta semana aconteceu.
Entrei com dois dos Três Amigos que Querem Salvar o Mundo, o RB e o JJ, no interregional das 18:18. O JA também vinha connosco. Nessa tarde, reparámos, as mulheres do Clã abandonaram-nos. O que até nem foi mau porque houve oportunidade para ter conversas mais… como é que hei-de dizer… mais técnicas!
Ora, em Santarém, saíram o RB e o JJ. E foi em Santarém que ele entrou. Nada o fazia prever, mas aquele jovem ia proporcionar-nos vinte interessantes minutos. Não tinha trinta anos. Era moreno. Muito moreno. Olhos castanhos, cabelo penteado a fazer uma espinha ao longo da cabeça, calças de ganga, uma t-shirt castanha e um pormenor inconfundível: uns óculos de lentes castanhas espelhadas que ele punha e tirava e colocava na cabeça e recolocava na vista como se não quisesse dar-lhes descanso. Tão inconfundível como os óculos, só mesmo o sotaque. Era um timbre brasileiro com aquele arrastar enrolado dos nordestinos. O revisor reparou que ele não tinha bilhete porque o rapaz não se apressou a mostrar-lho e perguntou-lhe o que a seguir se transcreve tendo obtido a resposta que também se relata:
– Então o senhor vai para onde?
– Santarém.
– Santarém?! Oh homem, em Santarém entrou você…
– Sim, mas eu quero ir para Santarém centro.
– Oh homem, isso não existe!
– Não ixisti? Como assim não ixisti? Tem trem prá lá?
– Não. Tem de ir de autocarro.
– Autocarro? Mas eu istou no comboio!
– Pois está, mas agora vai para o Entroncamento.
– E sê mi diz como é qui eu faço pá voltá?
– Sai no Entroncamento e apanha um de regresso.
– E si paga?
A conversa desenrolou-se em torno do paga e não paga. O rapaz pagou nas calmas e quando o revisor voltou as costas, ele disse:
– Esse daqui é cobardi. Isso é qui é são funcionários? Vamo acabar qui nem a Grécia!
Uma senhora de respeitosa idade tentou defender o revisor:
– O senhor entrou em Santarém, não podia sair em Santarém, e o senhor revisor não lhe pode vender um bilhete para um sítio que não existe.
Eu acho que a senhora se vai arrepender desta intervenção para todo o sempre. É que ela deu origem a um monólogo de mais de quinze minutos de que se relatam alguns momentos:
– Sê lê a Bíblia? Todo o mundo divia lê a Bíblia. Sê tem di lê o Apocalipissi. Está lá tudo. É a palavra di Deus. Está lá qui vai havê fomi, há fomi. Está lá qui vai havê guerra, há guerra. Está lá qui vai havê terremoto, há terremoto. E também vai vir as pragas. Deus é bom!
Houve uma pausa, alguma estupefacção, uns sorrisos, e eu pensei que também vai vir charters da China, mas não acrescentei para não interromper o rapaz e ele continuou:
– Eu falo a palavra di Deus em todo o lado. Jesuiz istá com a gentchi em todo o lado, Jesuiz istá comigo, Jesuiz vai aqui com a gentchi e eu cumpro a minha missão qui é falá a Sua palavra e não me fauta nada. Tenho uma cama, tenho roupa, tenho o qui comê e sou feliz porqui cumpri a minha missão. Si sê mi acha chato, sê mi chama di chato. Não faz mau não. Deus mi recompensa. Eu sou uma pissoa espirituau, não sou materiau. No Apocalipissi está escrito prá sê pagá dez por cento.
Aqui, eu indignei-me com a desvalorização de Deus. Dez por cento… isso não é nada. O Passos Coelho que não é Deus acabou de me levar cinquenta por cento do subsídio de Natal.
No fim, lá voltou a dizer à velhinha para ela ler a Bíblia e reforçou que Jesus ia ali connosco. A velhinha ficou lívida e viajou sempre em silêncio. O revisor não voltou à carruagem e eu… eu resolvi escrever esta história do Clã do Comboio. Afinal, não é todos os dias que se viaja no interregional das 18:18 com Jesus. Jesus e o seu porta-voz.


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Histórias do Autocarro 28 – Civismo

Civismo

Há muito tempo que não presenciava uma história no autocarro 28. Sobretudo, uma suculenta, com muitos pormenores e que valesse a pena ser contada detalhadamente.

Hoje foi o dia. A coisa tem requintes de peripécia urbana do quotidiano agitado da grande urbe, com traços de discussão cívica, pinceladas de multiculturalidade e disputa de interesses democraticamente reclamados.

Apanhei o 28 na Infante Santo pouco depois das 18h. Duas paragens depois, na Conde Barão, o motorista abriu as portas da frente para as pessoas entrarem e as portas de trás para as pessoas saírem. Importa referir que as portas estão bem assinaladas e têm funções exclusivas. As da frente só servem para entrar. As de trás só servem para sair.
Quando o 28 parou na Conde Barão e enquanto a fila de pessoas que havia esperado entrava calmamente, seis homens entraram pela porta de trás. Dois brancos de fato, um branco de roupas práticas e três negros de roupas práticas. Quem viajava naquela zona da viatura reparou na infracção, mas é daquelas coisas que depende do civismo de cada um e já ninguém está para se incomodar com isso. As pessoas podem não concordar, podem achar condenável, mas deixam passar em branco, na impunidade dos dias cansados.

Ora, desta vez, quiseram o Destino e o motorista do autocarro 28 que a nossa tarde saísse do anonimato cinzento de todas as outras. Uma coisa qualquer aconteceu na cabeça dele e ele resolveu não deixar passar em branco:
– Os senhores que entraram pela porta de trás, é favor saírem.
Como ninguém se mexeu, ele esclareceu:
– Enquanto os senhores que entraram pela porta de trás não saírem, o autocarro não avança.
E aqui, eu pensei que, ou eles saíam, ou não estava bem a ver como é que o motorista ia cumprir a promessa. Os dois brancos de fato e um dos negros de roupa prática saíram. Só já faltavam três. Nesta fase, as pessoas começaram a reclamar em coro para eles saírem porque se estavam a atrasar para outros transportes, mas eles nada. Até este momento a coisa já estava suficientemente complicada e a ficar quentinha. Não precisava de mais ninguém a intervir. Acontece que a vida é como é e não como a queremos e, por isso mesmo, contra todas as expectativas, um rapaz negro que ia sentado levantou a sua voz em tom bem audível e sonoroso enchendo todo o autocarro com a sua opinião:
– Você não tem nada que se meter nisto. Você é motorista é para conduzir o autocarro, não é para vigiar as pessoas.
– Tenho sim senhor e a responsabilidade é minha e o senhor cale-se.
– Não calo nada. Isto é um país livre e democrático.
– Livre mas não libertino.
E pronto. O 28 explodiu em conversas, opiniões, contra opiniões, argumentos, a favor e contra. Havia quem defendesse que o rapaz tinha razão e havia quem o mandasse calar e havia quem pedisse aos três teimosos para saírem e havia quem pedisse ao motorista para avançar e outros não lhe pediam, gritavam-lhe essa vontade e havia pessoas que gritavam com o rapaz atacando-o por estar a defender os desordeiros ele dizia que só não queria estar parado porque se estava a atrasar e não podia ser prejudicado pela irresponsabilidade dos outros, mas também havia quem dissesse que o motorista, não sendo responsável pelos bilhetes, era responsável pela manipulação da viatura e que as pessoas que tinham esperado para entrar pela frente deviam ter o direito de ser respeitadas e poderem entrar. E houve quem citasse leis, eu próprio dei uma opinião em pleno 28. E, às tantas, alguém, fugindo a quem tinha razão ou não e fugindo às leis, invocou que era tudo uma questão de civismo. E foi aqui que o ruído, já ensurdecedor, aumentou ainda mais. Uns riram-se, outros comentaram, mas ninguém acreditava que a coisa se resolvesse só com recurso ao civismo. As reclamações eram tantas que o motorista arrancou. E houve quem reclamasse por tê-lo feito. Afinal de contas, três dos prevaricadores ainda lá iam. O rapaz continuou a defender bem alto o seu ponto de vista só com o apoio de uma ou duas pessoas. E aqui aconteceu mais um inesperado. O motorista parou o autocarro de novo e veio até meio do corredor para dizer ao outro:
– Isto é uma falta de respeito. Se diz mais uma palavra, chamo a polícia.
Então, o outro usou um trunfo, mas a jogada correu-lhe mal:
– Pronto, eu calo-me. Já percebi que não posso dizer nada porque sou negro.
O 28 voltou a explodir. Desta vez contra o rapaz e a sua argumentação. De facto, ele tinha estado a expressar livremente a sua opinião, em termos até um pouco exagerados, e ninguém o discriminou ou impediu ou cerceou na sua liberdade por razão nenhuma incluindo a rácica. Alguém disse ao motorista para se acalmar e prosseguir e ele lá foi resmungando entre dentes a palavra respeito enquanto o rapaz ia dizendo, Eu calo-me, eu calo-me.

Entretanto fui conversando com uma simpática passageira e concluímos aspectos diversos. Um, foi que nos atrasámos. Eu devo ter perdido dois comboios à custa do incidente. Outro, foi que o civismo é algo de muito escorregadio, difícil de medir e implementar. O último e o mais irónico dos aspectos que concluímos, foi que os três tipos que entraram à socapa pela porta de trás e não saíram se calaram muito caladinhos, deixaram o resto da malta em polvorosa e seguiram viagem sem nunca saírem, nem se envolverem, nem nada… é o tal civismo!

jpv


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Momento Divino

Un bel di vedremo – Madame Butterfly, Giacomo Puccini
Se esta música não te fizer sentir nada, então não és humano!


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"Com Amor," – Documento 31

Meu Homem Rui,

Trago ainda o teu cheiro de homem no meu corpo, o teu perfume na minha pele, e trago o teu toque em mim, como se a cada momento do dia me segurasses com doçura e firmeza, me estreitasses nos teus braços.
E foi enlevada por este amor na memória ainda fresca das carícias no corpo e na alma que fui reler-nos. Reli todas as tuas palavras, Rui, e soaram-me a actos. Reli todas as minhas palavras. Voaram para ti ao ritmo do compasso apaixonado do meu peito. Reli as minhas palavras e não eram já minhas… saíam aladas do meu controlo e procuravam-te na tua existência digital e humana.

Soas-me tão homem, Rui. A tua virilidade emerge das palavras como dos gestos quando amas com firmeza e ternura.

REVELAÇÃO: Reconheço-te, Rui. Reconheço a tua presença em mim. Na minha vida. E surpreendi-me reconhecendo de novo os homens na minha dimensão! Andas a reconciliar-me com o Universo. Em particular, o universo da masculinidade.

Com Amor,
Verónica.


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"Com Amor," – Documento 30

Minha Menina Verónica,

Quando li o teu e-mail fiquei preocupado.
Será que tanta pergunta é sinal de tanta dúvida? Depois de tudo o que nos amámos? Parece-te incerto este amor?

É preciso acreditar. Acreditar nas pessoas, acreditar no amor. Acreditar no azul do céu e no brilho intenso do sol. É preciso acreditar que estamos vivos e que cada dia, cada pulsação, cada temor, cada realização e cada alegria são verdadeiros porque são os nossos barómetros de vida.

Amar é a solução, minha menina Verónica, amar é a solução. Quando duvidares, ama. Quando temeres, ama. Se negares o amor, negas a vida. E isso não é opção… a menos que queiras ser, como disse o poeta, “cadáver adiado que procria”. Ama, Verónica, ama! Nem me refiro em particular a mim. Refiro-me ao mundo, às coisas boas da vida e às más também. Ama-as todas, Verónica. E, claro, ama os homens. Os homens não são bons nem maus, são homens. E é como homens que devem entrar na tua vida. Só isso.

Eu percebo porque falas em culpa. Claro. E posso até dizer que, sendo essa culpa nossa, a sinto mais minha do que tua. E, sendo claro com as palavras, porque eu tenho limitações que tu não tens. Carrego uma responsabilidade de que estás livre. Há, contudo, algo que me perturba. Talvez porque não perceba as razões, ou percebendo-as, as não valide intrinsecamente. Se o que sentimos é tão puro, tão verdadeiro e tão belo como se tem manifestado, onde está a culpa? Pode um amor assim ser culpado? Eu percebo as limitações e os constrangimentos. Logo à partida, de ordem moral. Mas é isso que me assusta: numa análise aos meus pensamentos, aos meus actos e aos meus sentimentos dos últimos meses, não encontro nada senão a pureza inocente de quem se descobre e entrega.

Eu também tenho culpa em mim, Verónica, e, contudo, sinto-me inocente ou, se quiseres, não sou capaz de sentir-me culpado.

Anseio ver-te. Ter-te nos meus braços e fazer-te minha sendo teu. A tua ausência magoa-me. A tua presença pacifica-me. Uma paz de entrega e resiliência.

Não consigo pensar senão em ti. Não te prenderei, meu amor, mas jamais te soltarei do meu coração.

Com Amor,
Rui


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A Escola de Amar

A Escola de Amar

Tempos houve
Em que a minha pele era lisa.
Tempos houve
Em que a minha voz era cristalina.
E foi nesses tempos
Que meu corpo parecia
Tocado pela graça divina.
Tempos houve
Em que era perfeita a visão
E me não falhava o olfacto.
Tempos houve
Em que tinha a exacta dimensão
Traçada do mundo pelo meu tacto.

E houve tempos
Em que fui pleno.
Em que possuí
O momento sereno
De ter-te entre
Os meus braços.
Foi no tempo
Dos dias escassos
Para tanta vida,
Para tanto amor.
Foi no tempo
Da insensibilidade
Ao frio e ao calor.

Eu sei que passaram os dias
E os meses
E os anos com eles.
Eu sei que me nasceram estrias
E se me enrugaram as peles.
E sei também,
Com essa natural
E empírica ciência,
Que não há no mundo equivalência
Para o que sou capaz de amar,
Para a minha inesgotável experiência
Deste caminho
A que chamam vida.
Deste amor e deste carinho,
Desta entrega,
Deste sal e deste vinho,
Desta tentativa de não acabar sozinho…
De não morrer…

E sei que,
Para o tempo que me resta,
A solução
E o segredo
É aprender!
É limar a aresta da vida,
A linha incerta e indefinida
Da minha existência.
Para tão grandiosa vida,
É tão pouca a ciência
Que me diz
E me vem sussurrar:
A longevidade,
E o segredo da vida
Resumem-se a AMAR.

jpv


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Maphee

Maphee…

é o novo membro da família. Mais um! Isto aqui para estas bandas começa a parecer um canil municipal!!
Em todo o caso, com estes olhinhos, resta desejar muitas felicidades ao Maphee, aos papás babados e que dê um bocadinho de luta ao Torrão que não pára de destruir propriedade móvel e imóvel!!!
Natacha, estás feita! Agora são dois para de dar cabo da paciência. E este, a avaliar pelos olhinhos, também vai ser mexedito… nunca mais descansas rapariga!
Para quem está de fora, os primos caninos da família são (por ordem alfabética):
Alperce
Dandy
Maphee
Natacha
Nuca
Torrão
Ui, que tropa!


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O Poder do Beijo

Já todos ouvimos falar do poder do beijo. Nomeadamente das suas propriedades analgésicas. Já todos ouvimos falar de beijos famosos e dados em locais e/ou circunstâncias pouco comuns.

O beijo de Alexandra Thomas e Scott Jones ficará para sempre na galeria dos mais extraordinários porque foi dado mesmo no meio de… violentos confrontos entre a população e a polícia de choque! Mai nada!

O motivo dos confrontos que ocorreram na cidade de Vancouver é absurdo e absolutamente desnecessário. Uma final de Hóquei no Gelo. Os adeptos incediaram carros, viraram carros, partiram montras, vandalizaram e a polícia de choque foi chamada ao local. O pacato casal estava no local errado, à hora errada e foi apanhado na onda de repressão da polícia. Quando Alexandra caiu, o seu namorado precipitou-se sobre ela e beijiou-a apaixonadamente. E, pasme-se, a polícia afastou-se. O casal foi deixado em tranquilidade.

Haverá sempre beijos inusitados, mas o de Alexandra Thomas e Scott Jones será sempre o beijo que resistiu à violência, o beijo que parou um motim! E depois venham-me cá acusar de ser um romântico sem cura… O Amor cresce, mesmo nas condições mais adversas!