Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Tento na TV – A Águia e os Óscares

Tento na TV – A Águia e os Óscares

“Não há muitas equipas no mundo a disputar vários troféus, podes-lhes chamar Óscares!”

8 de maio de 2013
Jorge Jesus
em conferência de imprensa
a tudo o que era rádio e televisão.

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Os outros podem ter títulos, dinheiro, hegemonia desportiva, podem ter presidentes muito bons e jogadores galáticos, mas só nós é que temos Jesus!
O mister proferiu hoje mais esta pérola da plurissignificação: os Óscares da bola! Mai nada. Hollywood que se ponha pau, Jesus ainda lhes vai nacionalizar a estatueta. Ganda mister!


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Crónicas de África em Imagens – Maputo 2

Crónicas de África em Imagens – Maputo 2

Maputo, 5 de maio de 2013

Na secção “Crónicas de África em Imagens” voltamos a Maputo. Com uma diferença. Desta vez não nos interessam tanto os ícones da cidade, os monumentos ou edifícios. Procuraremos mostrar-vos alguns instantes de vida. Com beleza ou com crueza, mas sempre sem preconceitos nem juízos de valor. Estou a gostar desta cidade. Muito. Só não é um amor fácil.


Nascer do sol ao largo de Maputo. Cerca das 5:30 da manhã.
Sim. Nasce sobre o mar! Disse ao condutor do barco que o sol,
em Portugal, nascia sobre terra e punha-se no mar. Não acreditou!

Av. 24 de Julho, umas das principais da cidade. A venda frutas,
legumes, flores, cães, laranjas é comum. O galo… não sei o
que estava ali a fazer, mas Maputo é assim. Imprevisível.
Ziones ou Maziones. Trata-se de uma religião que é um misto
de cristianismo com crenças pagãs. Os seus seguidores veneram a 
Deusa do Mar. Entram com suas vestes pelo mar dentro, sentam-se no areal
e executam rituais tais como o batismo. 

Viaduto de Santos com a Escola Naval ao fundo.
Faz parte do trajeto quotidiano para o trabalho.

As cabras são um animal comum nas avenidas de Maputo.

Já aqui se escreveu acerca da familiaridade com o chão.
Este homem está só na sua sesta depois de almoço.

Este também!

Esta pessoa não está a apanhar a roupa. Está a estendê-la.
E, sim, chove a cântaros. Acontece que a chuvada vai durar uns
minutos e depois tudo secará em pouco tempo…

Pode ser uma peça de museu, mas funciona.

Durante uma chuvada.

Após uma chuvada.
Antes da chuvada, onde está a lama, estava uma estrada.

Não é um buraco na estrada.
É um pedaço de estrada à volta de um buraco.
Este já foi arranjado. Vi vários eixos partidos neste local.

No dia seguinte à chuvada, as terras mudaram-se para a estrada.

A incomparável beleza da Avenida Marginal de Maputo.
É comum, como se vê na imagem, encontrar pescadores
reparando as suas embarcações.

O trânsito de navios de grande porte é quotidiano 
ao largo de Maputo.
Uma recarga de crédito telefónico.
Há milhares de jovens vendendo-as pelas ruas. Há de diversos
valores. No verso, raspa-se uma zona que tem um código que
se insere no telemóvel e já está.
Neste caso, não se trata de uma sesta, mas a consequência
de uma noite de sexta feira muito bem bebida!

A beleza de Maputo vista a partir da Costa do Sol.
Um dos muitos molhes de Maputo. Este tem a particularidade
de ser usado pelos noivos, no dia do casamento, para sessões
de fotos.

A marginal durante a maré vazia.

Maputo tem assimetrias brutais. Ao mesmo tempo que se veem
circular algumas das viaturas mais modernas do mundo, há
quem tenha um camião abandonado por casa e um pneu
por cama.

Poloni num passeio matinal pela maré vazia.

A piscina do Clube Marítimo. A paisagem é particularmente
agradável por estar projetada para o mar.

A Avenida Julius Nyerere é uma das mais arborizadas da cidade.

Percebe-se porque há tantos carros 4×4 em Maputo.
Conduzir nesta cidade nunca é monótono e exige uma 
atenção constante.

A beleza do enquadramento do Clube Naval.

Pôr do Sol sobre a cidade visto do mar.

jpv
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Todas as imagens
Foram captadas por mim ou familiares.
Pode clicar para aumentar um pouco o tamanho.


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"A Porta" de Mia Couto


Hoje, depois de um agradável almoço sob a sombra frondosa de uma árvore de líchias no quintal do M e da S, parámos numa livraria a caminho de casa. E comprámos dois livros. Ambos de Mia Couto. Um deles foi a coletânea de crónicas intitulada “O País do Queixa Andar”.

Abri o livro e, num só fôlego, devorei a primeira página. Nem sei se chega a ser uma crónica, mas é um texto absolutamente exemplar do olhar cristalino de Mia Couto em relação ao que o rodeia.

Aqui fica o texto e o conselho de comprarem o livro.
jpv
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A Porta

Era uma vez uma porta que, em Moçambique, abria para Moçambique. Junto da porta havia um porteiro.

 Chegou um indiano moçambicano e pediu para passar. O porteiro escutou vozes dizendo:
– Não abras! Essa gente tem mania que passa à frente!

E a porta não foi aberta. Chegou um mulato moçambicano, querendo entrar. De novo, se escutaram protestos:
– Não deixa entrar, esses não são a maioria.

Apareceu um moçambicano branco e o porteiro foi assaltado por protestos:
-Não abre! Esses não são originários!

E a porta não se abriu. Apareceu um negro moçambicano solicitando passagem. E logo surgiram protestos:
– Esse aí é do Sul! Estamos cansados dessas preferências…

E o porteiro negou passagem. Apareceu outro moçambicano de raça negra, reclamando passagem:
– Se você deixar passar esse aí, nós vamos-te acusar de tribalismo!

O porteiro voltou a guardar a chave, negando aceder ao pedido. Foi então que surgiu um estrangeiro, mandando em inglês, com a carteira cheia de dinheiro. Comprou a porta, comprou o porteiro e meteu a chave no bolso. Depois, nunca mais nenhum moçambicano passou por aquela porta que, em tempos, se abria de Moçambique para Moçambique.

Mia Couto
in “O País do Queixa Andar”
Sociedade Editorial Ndjira


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Crónicas de Maledicência – A Síndrome Juncker

A Síndrome Juncker

Quem é Jean-Paul Juncker?
É o Primeiro-Ministro do Luxemburgo!

Então qual é a autoridade que lhe assiste para afirmar que “Portugal não pode ter uma crise política”?
Nenhuma.

Mas fá-lo…
Claro! Governar Portugal a partir de fora tornou-se numa moda, pior, numa verdadeira síndrome!

A intervenção da Troika terá sido necessária do ponto de vista financeiro para salvar o sistema financeiro português. Em todo o caso, abriu um precedente perigosíssimo: haver quem, de fora de Portugal, sem qualquer legitimidade política, opine, faça ingerências e tente manipular a governação portuguesa.

Mais. Portugal é uma nação independente, com direito à autodeterminação que conquistou para si há muitos séculos e que tem ajudado a mobilizar para países que a não tinham. Acontece que, recentemente, qualquer artista de fato e gravata, de proveniência mais ou menos incerta, entende que pode governar Portugal. De facto, a subjugação da política ao pensamento financeiro aniquila as sociedades uma vez que aquilo que era um mero instrumento ao serviço das nações se transforma no objeto único, absorvente e assassino das próprias nações.

O mais grave é que se chegam a questionar instituições de soberania maior em Portugal como seja o Tribunal Constitucional. 

Portugal tem de respeitar os seus compromissos, sem dúvida. Mas essa gestão cabe-nos a nós fazê-la no respeito absoluto pela democracia. Se os portugueses quiserem uma crise política, têm o direito de a defender e a obrigação de assumir as responsabilidades por ela, quer os Junckers deste mundo queiram, quer não.

Querem governar? Tudo bem. Governem a casa deles. É que, olhando aqui em volta, não vejo nenhum país que possa gabar-se de não ter problemas. O melhor seria que Juncker e os outros se deixassem de tiques de arrogância e arrumassem a sua própria casa.

Portugal é livre. Sê-lo-á sempre.

Tenho dito.
jpv


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Poema do Homem Só

Poema do Homem Só

Já não sei fazer amor
Contigo.
E sinto nisto
Que digo
A imensa ameaça
E o verdadeiro
Perigo
De uma morte
Prematura
E antecipada.
O que fora tudo,
hoje,
É nada.

Onde germinava
O calor do
Estio,
Impera, agora,
O frio.

O nosso amor
É um quarto
Vazio.

jpv


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Colar Cartazes


Amigos,

Eu quero esta fórmula de longevidade!
Isto não é um homem. É um super homem!

Note-se, aos 80, ele tem carro e conduz. Faz massagens a senhoras. E dedica-se a atividades culturais: faz versos. Tudo isto num regime de exigência e seletividade. Sim, que isto não é para qualquer uma. Só para as mais educadinhas… E, em tempo de crise, o homem trabalha à borla. Imbatível! Mai nada!
jpv


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Maputo

(Foto jpvideira – Clique para Aumentar)

As Cores da Capulana
Maputo
É uma praia
Onde as ondas
Se vêm estender.
São milhares de luzes
Bordejando o mar
Ao adormecer.
São vendedeiras de caju e amendoim,
Avenidas longas em constante frenesim.
São meninos de roupas largas
E pé descalço,
Envolvendo num sorriso genuíno
O seu destino falso.
São mulheres exibindo
O colorido justo das capulanas.
É um tchova oferecendo
Ananases, mangas e bananas.
Busca o imenso céu
Um prédio esguio e alto.
Cá em baixo,
Dorme um corpo ébrio
No calor do asfalto.
Fecha-se o firmamento
E escurece.
E num breve momento
Acontece
Violenta trovoada.
Chove chuva copiosa,
Lavando a estrada,
Arrasta consigo
Fugaz vida ceifada.
Com a mesma violência
E o mesmo repente
Ressurge o sol ausente
E renasce, de novo,
O dia.
Esta cidade real
Parece fantasia.
Explodem odores
Exóticos e inusitados,
Pintam-se de mil cores
Os concorridos mercados.
Há nesta cidade
Uma coisa urgente e séria,
Reergue-se a Humanidade
E isso não é miséria.
Vagueia por aqui
Certo saudosismo português,
Teve o seu tempo,
Teve a sua vez.
Pinta-se de branco
E de negro também,
Fala changana,
É palavra de Camões,
Traço de Malangatana.
E desvanece-se.
Chegou outra hora…
É tempo
De o mandar embora.
E sonhar
Com o homem justo,
Com a terra prometida.
É preciso pagar o custo
Da liberdade perdida…
E reconquistada.
Maputo
É hoje
Uma alvorada.
É um polícia
Vestido de branco
E outro de cinzento.
E é um povo
Perdido no tempo.
À procura do caminho.
É um sorriso largo,
Um olhar inaugural,
É um ritmo de marrabenta
Numa cintura sensual.
É o sol sobre o mar
Logo pela manhãzinha,
Um pescador lançando
A esperança numa linha.

E passa um chapa ruidoso
Que quase me atropela,
Atrás dele,
Desenha esses na estrada
Uma frenética chopela.
Passam carros com fulgor,
Estacionam num restaurante,
E, nesse mesmo instante,
Surge, solicito, o arrumador.

Vivem aqui
Sólidos e evitáveis
Desequilíbrios.
Uns pedem,
Outros dão.
E há nesta dança
Uma bruma de esperança.

Maputo é olhar em frente,
É uma terra
Semeada de gente.
É uma nação,
Um pátrio solo,
Um chão!
É a diferença
E a semelhança.
Maputo é mãe
De uma criança
Que ri e chora.
Maputo é todo
O tempo do mundo
E o tempo
É agora.


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Crónicas de África em Imagens – Na Beira da Estrada

Crónicas de África em Imagens – Na Beira da Estrada

Maputo, 30 de abril de 2013

Caros Amigos e Leitores,

As imagens que agora vos oferecemos não estão subordinadas a nenhuma temática em particular, nem servem para mostrar uma cidade ou a beleza paisagística de uma região.

O que estas imagens têm em comum é a estrada. Foram todas tiradas do carro, muitas delas em movimento, e mostram pormenores da vida africana na beira da estrada. Sinais de trânsito pouco comuns ou inexistentes noutras paragens, meios de transporte, formas de vida.

África, e Moçambique é um exemplo vivo disso, ainda não foi esterilizada pelas autoestradas. A estrada fervilha de gente e de vida. Mesmo num local inóspito, há sempre gente à beira da estrada e quando não há, se paramos, passados alguns minutos, aparecem pessoas à nossa volta. A estrada é viva.

Estas fotos foram tiradas em estradas de Moçambique e da África do Sul nos meses de dezembro de 2012 e janeiro de 2013. Divirtam-se!

Meio de transporte semi-coletivo. É pago.
Todas as pessoas à volta da carrinha subiram e viajaram nela.

O mesmo que o anterior, mas coberto.
Este tipo de transporte serve para cobrir grandes distâncias.
Os atrelados são quase tão comuns como os carros.
Há autocarros de passageiros com atrelado!
Todas as vilas e povoações de Moçambique 
fervilham de gente e vida.

Porta aberta? Qual porta?
Não se está mesmo a ver que é um suporte?

Doces, aromáticos e baratos! 
É comum encontrar prédios completamente pintados com 
publicidade à Vodacom, à Mcel ou à Coca-Cola.

Hotel em Maxixe, Inhambane.
Esta alegria e esta simpatia são comuns e 
contagiantes em Moçambique

Iupiii, estivemos lá!
Travessia de quê?
Mas há aqui algum zoo ou quê?

Eh, isto nunca acontece!
Mas este tipo não gosta mais de aguinha e laminha?!
Assim sendo, vendem-se lá sorvetas!
Assim… aqui… de repente… em 50 metros…
não estou a ver… e logo agora que tinha urgência numas fotos!
Vai cansadinho da viagem?
Ó aqui tão confortáveis.

Camineta roubada,

Cordas às portas!

Comum.
De pequenino…

Comum.
E quando passam por nós numa descida a 130 à hora?!
– Quanto vale, mamã?
– 50, papá.
– Cada uma?
– Cada balde, papá!
(50meticais = 1,25€)
O STOP é para o trânsito, não é para o casório!
Felicidades!

Pelas minhas contas, vão três lugares vazios.
A tampa do motor aberta?
Naaa… é o sistema de arrefecimento.

Piri-piri da Tia Rachida… pica que farta!
Olaria tradicional.
Ai andas, andas!
À espera do chapa.
Olha a lenha fresquinha!
Carvão. 
Mercado antigo.
A Coca-Cola é a bebida mais consumida em Moçambique.
A sede acaba ali. Dançámos naquela esquina.

Comum.
De pequenino…
Olhó caju fesquinho!
Em Maputo é caro e aqui fica baratinho!

Não vai mais vinho para a mesa daquela carrinha.
Eixo partido é uma doença comum em Moçambique.

Porque será?

Boa vista!
Vendas na periferia urbana de Maputo.
Vendas na periferia urbana de Maputo.
Comum. Muito comum.
Transporte de minério.

Circular pela berma também é uma simpatia comum.

-Tens algo para vender?
– Sim, tenho algum algo para vender.
– Não vendas aqui nenhum algo que é proibido.
Hã?! Muita informação ao mesmo tempo!
E já aparecem em voo?
Eh lá! Um tradutor de códigos de estrada, por favor!
Hã?! Mas afinal, o carro pode ou não pode usar phones?!
Afinal acontece!
‘Tás cheio de sorte que o tipo não vem fora de mão!

jpv
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Crónicas de África em Imagens – A Rota das Quedas de Água

Crónicas de África em Imagens – A Rota das Quedas de Água

Pilgrim’s Rest, África do Sul, 9 de janeiro de 2013

A província de Mpumalanga, na África do Sul, tem, no seu seio, a região turística de Panorama. As principais cidades são Nelspruit, Barberton, Sabie, Graskop, Hazyview e Pilgrims Rest. À exceção de Nelspruit, que é uma cidade desenvolvida e moderna, as outras são uma espécie de aldeias grandes, de aspeto rústico, sendo que em Barberton, Graskop e Pilgrims Rest estamos sempre à espera que apareçam os cowboys com as pistolas à cintura, montados em seus cavalos.

A paisagem é avassaladora. Composta por montanhas e desfiladeiros, os cursos de água proliferam e rasgam a rocha dando a origem a espetaculares quedas de água. É uma zona verdejante que, precisamente porque tem montanhas, tem, também, esplendorosos vales. Ora, esta combinação proporciona paisagens de cortar a respiração.

A presente nota foi escrita num quarto de recriação vitoriana no Royal Hotel de Pilgrims Rest. Esta cidade parece perdida no tempo. Fortemente marcada pela corrida ao ouro dos finais do século XIX, a sua estrutura e as suas construções mantiveram-se inalteradas. Visitar Pilgrims é como fazer uma viagem no tempo.

Aqui ficam algumas imagens da visita:



Graskop Falls.


Graskop Falls
‘Tá quase…


Graskop Falls
Irreversível.


God’s Window


God’s Window


Lisbon Falls


Berlin Falls


Berlin Falls


LoneCreek Falls


LoneCreek Falls


Bourke’s Luck Potholes


Bourke’s Luck Potholes


Pilgrims Rest


Pilgrims Rest – Royal Hotel En Suite Room


Pilgrims Rest – Royal Hotel Saloon


Pilgrims Rest


Pilgrims Rest


Pilgrims Rest – Post Office


Pilgrims Rest


Pilgrims Rest


Pilgrims Rest – Post Office
Trouxemos a telefonista connosco


Pilgrims Rest – Royal Hotel Living Room
A Dama e o Cavalheiro


Pilgrims Rest – Royal Hotel Living Room


Pilgrims Rest


Pilgrims Rest Gas Station
Funciona mesmo!


Pilgrims Rest – Gas Station


Pilgrims Rest
Reconstituição de Acampamento de Garimpeiros


Mac Mac Falls


Mac Mac Pools


Mac Mac Pools


Mac Mac Pools

jpv
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Menino de Rua


As Cores da Capulana

Menino de Rua

Menino de rua,
De pé no chão,
Mão estendida
E alma nua…
Que vontade
É a tua?
Que história
Por contar?
Que destino
Por cumprir?
Que amores
Por amar?
Que fugas
Por fugir?

Menino de rua,
De alma nua…
Um homem por perto,
Um sorriso aberto,
E no olhar,
Sempre a mesma
Dança
Do desespero
E da esperança.

Mão estendida
À procura de vida.
Uma vida
Maior do que tu,
Menino de rua,
De corpo semi nu
E olhar terno,
Menino de rua,
Filho do tempo moderno,
Que vontade
É a tua?
Que reflexo
Tem na gente
A tua alma nua?

Filho do povo,
Órfão do ritmo novo,
Vagueias com o pé
No chão
E o vazio na mão.

Estendida.

Que homem
Nascerá no teu corpo
Semi nu?
Que responsabilidade
Terás tu?
Como agarrarás
A vida,
Se a tua mão
Estava estendida
E o teu olhar
Concentrado
Nesse homem por perto
Que não viu
A floresta no teu olhar
E plantou um deserto?

Menino de rua,
De alma nua,
Que vontade
Será a tua?

jpv
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