
Amanhã começa outra contagem.
Uma contagem igual às outras todas. É como se a vida fosse uma linha contínua, sem eventos, nem datas para celebrar. E no fim extrai-se um pequeno animal que chora e ri e julga que manda no tempo.
São 58 com saúde e sem ela. De luta. E agora vejo-me aqui onde posso finalmente olhar os dias e não contá-los.
Talvez isso queira dizer alguma coisa. A felicidade nunca será contínua. Mas estes 58 já cá estão. E vou andando, fazendo contas e sei que as contas não se fazem.
Um dia de cada vez. Uma hora, um minuto… Um texto…
jpv