
Pardais.
Trepam todas as superfícies.
Ainda há pouco
Subiam a escada
Pelos caminhos
E ao mesmo tempo
Pelos degraus.
Enquanto um espiava
Os restos deixados
Numa mesa.
Outros debicavam
Uns grãos
Outros no chão.
E por fim,
A coragem de ir a uma mesa.
Dormem, às dúzias,
Por sob as palhas
Dos chapéus-de-sol.
E regozijam na grama
Da hortelã.
E por fim,
Uma pausa
Para interrogar-me
Porque um paraíso
Só tem pardais,
Só pardais.
Pardais.
jpv