
De mãos vazias
Para amar-te,
A solidão dos dias
É não poder dar-te
O Olimpo da paixão.
E contudo, em meio
Desta loucura em dor,
Emerge teu sorriso de amor,
E tudo faz sentido de novo.
Vem cheirar-me de mansinho,
Traz-me esse néctar,
Esse cálice de vinho
Que ao vinho faz inveja.
Não sei já quem seja
Ou o que seja.
Sou o homem que tombou
E agora se reergue.
Sou a folha daquela árvore,
O coração que deseja.
E revolteio em suave dança
Desenhando curvas de ilusão,
Sou o homem que acordou,
A folha que toca o chão.
jpv