Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Citação da Amizade

“A amizade volta, mesmo depois de ter adormecido um certo tempo.”


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Uau!


Caros Amigos e leitores, 

MPMI tem, em média, cerca de 200 visitas por dia. De quando em vez superamos as 300. É mais ou menos comum.

Já não é tão comum o que aconteceu ontem que foi superar as 400 visitas num só dia com um total de 410!

Os responsáveis foram, por ordem decrescente, as seguintes publicações:




Outras Publicações
(18)

Obrigado!
jpv


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Vermelho Direto – De Sujinho a Espetacular a Sujinho de Novo

Vermelho Direto – De Sujinho a Espetacular a Sujinho de Novo

Antes de mais, felicitar os meus amigos portistas pela vitória no campeonato.

Em segundo lugar, dizer que o FCP é um clube idóneo e não deve a sua reputação ser manchada pelas atitudes irresponsáveis de alguns dos seus trabalhadores. Infelizmente, acontece em todo o lado.

Por fim, lembrar que o treinador do FCP disse, há duas semanas, que o Estoril não pontuaria no Estádio da Luz, aludindo a eventuais favorecimentos da arbitragem e que este campeonato seria sujinho, sujinho.

Ele lá sabia o que estava a dizer e eu não sou ninguém para o desmentir. Nesse mesmo fim de semana, o FCP foi escandalosamente beneficiado na Madeira, o Estoril, afinal, pontuou na Luz, ou seja, não se verificou o favorecimento de que falava Vítor Pereira e o FCP, que precisava hoje de ganhar, viu ser marcada uma penalidade inexistente a seu favor com a agravante de o Paços de Ferreira ficar, aos 21 minutos de jogo (!!!), reduzido a dez jogadores! Pereira ficou refém das suas próprias palavras e acaba sendo o titular do campeonato que há duas semanas ele batizou de sujinho, ontem renomeou para espetacular e hoje se viu que voltou a ficar sujinho…

Por fim, é importante, também sem manchar a reputação do clube da Capital do Móvel, dizer que, para uma equipa tão aguerrida, tão lutadora, tão ganhadora, os jogadores do Paços, hoje, foram mesmo muito macios. Diria, até, que foi o Paços de Ferreira mais macio a que assisti este ano. Coincidência, por certo. 

Só esta tarde é que percebi do que falava Vítor Pereira quando disse que isto ia ser sujinho, sujinho… se calhar foi. Hoje, pelo menos, não me pareceu lá muito limpinho.

E agora vamos à vida que a crise está brava… isso é que é limpinho!

jpv


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Crónicas de África – Uma Semana em Maputo

Crónicas de África – Uma Semana em Maputo

Maputo, 19 de maio de 2013

Tenho-o dito e repito, sem preconceitos, a experiência de viver em Maputo tem tido as suas dificuldades, mas é absolutamente fantástica. Uma das muitas coisas a que temos de habituar-nos é o ritmo. Os dias acordam muito cedo, a partir das 4, 4:30 e também se escondem cedo, por volta das 20 é hora de começar a adormecer e às 22 é muito tarde. Não tem tanto a ver com as horas, mais com o ritmo dos dias.

Por outro lado, também a sequência de acontecimentos, a forma como a vida se encadeia, é muito diferente daquilo a que estamos habituados na Europa e, em particular, em Portugal. Não é pior, nem melhor. É, simplesmente, diferente. Vejamos como pode ser uma semana em Maputo. Este exemplo é diretamente retirado do filme da minha vida, logo, foi real e efetivamente vivido.

Segunda Feira
– Aulas.
– O carro começa a ter dificuldade em pegar.
– Falta a água à noite. Nada a fazer.

Terça Feira
– O diagnóstico da falta de água revela inequivocamente que a bomba que leva a água do depósito no r/c, que a recebe da companhia, e a bombeia para o depósito no terraço, no 4º andar, donde descerá para a casa, no 1º andar, queimou. Literalmente. Contacta-se o senhorio que faz o favor de contactar o eletricista/canalizador que, às 7:30, informa que chegará às 9:30.
– Almoço no Piri-piri. Frango de churrasco, o que havia de ser?

– Às 14:30 chega o canalizador/eletricista, um tudo-nada atrasado. Informa que a reparação demora 30 minutos.
– Levar o eletricista/canalizador a casa para trazer as chaves.
– Comprar uma bomba nova.
– Petisco ajantarado com o Nunes e uns amigos. Chouriço assado com vinho de Reguengos. Faz-se diagnóstico do carro. Precisa nova bateria.
– Às 21:30 o arranjo de 30 minutos da bomba que leva a água do r/c para o terraço a fim de baixar ao 1º andar é remetido para o dia seguinte.

Quarta Feira

– Comprar bateria nova. A pessoa que a vende substitui a bateria velha por uma nova.
– Em casa, arranjar o arranjo da bateria refazendo as ligações que estavam mal amanhadas.
– Aulas.
– À tarde falta a luz.

– O fornecimento de luz é retomado ao princípio da noite.
– Prossegue o arranjo da bomba de água. Banho com um balde e um púcaro.
– O Benfica perde com o Chelsea.

Quinta Feira
– 48 horas depois de ter sido diagnosticado um arranjo de 30 minutos recupera-se o fornecimento de água.
– A buzina do carro começa a apitar sozinha. Ao cabo de três vezes, dou-lhe um valente murro. Nunca mais se manifestou por vontade própria.
– Aulas.
– Preparação do Sarau das Línguas: audições.
– Falta o sinal de televisão. Depois de verificados os cabos, contacta-se a empresa que fornece o serviço de televisão. Vamos já!

Sexta Feira
– Pagar ao eletricista/canalizador.
– Aulas.
– Jantar da equipa que coordena os trabalhos de preparação do Sarau das Línguas.
– 24 horas depois de ter sido suspenso sem aviso, retoma-se o fornecimento de serviço de televisão.

Sábado
– Compras.
– Corrigir testes.
– Skype com a família.
– Dormir e sonhar com um domingo tranquilo que começará, sem dúvida, com um banho retemperador.

Domingo
– Falta a água. Pânico geral. Telefonemas diversos para o senhorio e eletricista/canalizador. Uma hora depois, assistido por telefone, descubro que ele tinha enchido o depósito do terraço, tinha ligado a bomba nova, mas… tinha-se esquecido da torneira de segurança fechada. Abre-se a torneira de segurança. O líquido precioso jorra avonde. Banhos. Finalmente.
– Pequeno almoço no Continental.
– Passeio de carro e a pé pela marginal. Paisagem belíssima.
– Testes.
– Intervalo dos testes para fazer esta publicação no MPMI.

Se eu podia viver sem ser em Maputo?
Poder, podia, mas não era a mesma coisa!

E, por fim, algumas imagens que acompanharam a loucura de uma semana normal na Capital moçambicana:


Poloni faz um amigo.
Se não fosse o vidro, brincávamos mais.


Marginal de Maputo.


Leitura matinal junto ao mar.


Marginal de Maputo.


Vista da praia da marginal de Maputo onde
Poloni costuma dar umas corridinhas.


Bóia conhecida por Árvore de Natal.


Passeio domingueiro, pela manhã, com Poloni.

jpv


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Corrigindo Testes

Testes. É só por isso que há menos publicações no MPMI. O trabalho está a avolumar-se. Ainda assim, não resisto a partilhar convosco duas respostas originais que, naturalmente, manterei completamente anónimas. Eu sorri ao lê-las, mas não pude deixar de ficar preocupado. Onde é que eu errei?!

Os conectores são umas palavrinhas chatas, mas muito úteis. Assim como uns bichinhos que andam dum lado para o outro a ligar coisas. Enfim, podem ter sentidos diversos, de sequência, de tempo, de conclusão, de oposição… talvez por causa deste último, tive uma resposta original: “Mas – conector de decomposição”. Ai mãezinha santa, tirem-me daqui que eu não sei andar nisto!

Ao mesmo tempo, andámos a ler e a analisar e a estudar uma obra que se chama “A Lua de Joana”. Uma menina que perdeu a melhor amiga por causa das drogas e agora decide escrever-lhe cartas como se estivesse viva para poder desabafar e tentar compreendê-la. A menina chama-se Joana e arranja dois amigos, conhecidos da falecida, a Rita e o Diogo, que a iniciam no processo do consumo de drogas o que levará à sua própria autodestruição. Perante a pergunta Pensas que a Rita e o Diogo eram mesmo amigos da Joana? Justifica., houve uma alma que se encheu de coragem e brios e respondeu: Na minha opinião são amigos da Joana porque a ajudam a vender as coisas dela para ela poder comprar drogas. Ora toma! Pensei eu, um conceito diferente de amizade, assim… mais colaborativo. E pronto, lá terei de fazer ou refazer o discurso moralizador e informativo em relação a esta matéria.

E, pronto, feito o desabafo e apesar de ser domingo, vou-me à turma seguinte, eu, funcionário público que, finalmente, terei de trabalhar quarenta horas. Estava a ver que não. Já merecia uma redução no horário de trabalho. Assim sendo, vou trabalhar menos 20 a 30 por semana. Para mim é bom, só não sei é quem é que vai fazer o resto do trabalho… 

Bom domingo…
jpv


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Vermelho Direto – Chelsia com um i


Vermelho Direto – Chelsia com um i

Eu pertenço ao grupo dos que pensam que, mesmo não vindo a ganhar nada, o Benfica já fez uma época muito boa. Temos perdido onde a maioria nem sequer tem chegado. E, mesmo assim, se os jogadores do Paços de Ferreira tiverem a dignidade que se impõe… mas não vamos por aí porque nessa mesa já não há lugares.
O que acontece é que é doloroso perder um jogo no minuto 93. Ora, perder DOIS jogos no minuto 93 é caso clínico! É preciso analisar e… esquecer, já!
No primeiro jogo, eu penso que o Benfica controlou, mas o Porto jogou mais. Em todo o caso, o empate era ajustado e só não aconteceu porque um miúdo acabado de chegar a este universo tirou um remate fantástico da cartola e deu a vitória ao FCP.
Já no caso da final da Liga Europa, contra o Chelsea, a história foi diferente. O Benfica foi espetacular, jogou muito bem, dominou e poderia e deveria ter ganho o jogo que acabou por sorrir ao futebol cínico dos ingleses. A vida é assim. Tem momentos difíceis e há que saber encará-los e enfrentá-los.
Tudo isto seria muito mau, mas, hoje de manhã, atingiu níveis de paradoxo ontológico, arrepio dos arrepios, e restou-me, somente, sorrir.
Tenho um apoio para dar às quintas feiras de manhã, pela fresquinha. Hoje, apareceu uma menina que se quis juntar ao grupo:
– Setôr, posso assistir ao apoio?
– Claro!
Eu cá, nestas coisas, sou assim, a quem quer aprender e melhorar nunca se fecha a porta, esteja inscrito ou não… Educação para todos e mai nada!
A menina sentou-se ao fundo, tirou um caderno e começou a fazer exercícios conforme indicado por mim. Quis perceber algumas das suas competências e resolvi fazer-lhe umas perguntas, mas não sabia o nome dela e eu faço questão de saber o nome de TODOS os meus alunos, vai daí perguntei:
– Olha, como é que te chamas?
– Chelsea!
Ia-me dando um fanico, uma coisinha má, apeteceu-me pedir uma faca para cortar os pulsos e atirar-me do segundo andar abaixo, mas estavam ali crianças e não pude fazê-lo… Há lá um ou dois que já me conhecem de gingeira e já descobriram “há que tempos” que o setôr é do Benfica e fizeram o favor de se rir e sussurrar à menina que o setôr era do Benfica. Ela, com carinha de anjo e perante o meu ar descoroçoado de “Ó, meu Deus, era mesmo preciso mandares-me a Chelsea no dia seguinte a termos perdido a final da Liga Europa com o Chelsea?”, apressou-se a descansar-me o coração:
– Ó setôr, mas olhe que eu sou Chelsia com um i.
– Ah bem, pensei eu, isso muda tudo, se tu és Chelsia com um i, acabei de me esquecer que ontem perdemos outra vez ao minuto 93!

jpv


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Crónicas de Maledicência – Teoria da Relatividade


Teoria da Relatividade

A nação lusa vive hoje um dia de indecisão. Não sabe bem o que pensar nem o que comentar. Há esse assunto premente e urgente e que, por via das paixões, se sobrepõe a todos os outros: o jogo entre o Benfica e o Chelsea na final da Liga Europa. Os radiojornais, os telejornais, os sites e outros que mais dão um destaque total. Contudo, quase tão importante como este decisivo jogo para a nação lusa, é o esoterismo e o misticismo das declarações de Cavaco Silva, o Senhor Presidente da República, ontem à tarde… a mulher dele disse-lhe que a 7ª avaliação da Troika se tinha fechado por uma inspiração de Nossa Senhora de Fátima. Que Cavaco era místico, já todos sabíamos, afinal de contas, poucos são os que sabem o que vai naquela cabeça, às vezes desconfio que nem o próprio tem certezas… Agora, que a Primeira Dama o fosse também, já achei muito misticismo para uma família só. Ou é isso, ou é aquele fenómeno muito macho do tipo, coisas de religião é com a minha senhora que eu tenho o negócio para gerir, sou homem, trabalho, deixo as relações com a Divindade a cargo dela… Ora, não negando importância à Crise, o facto é que ninguém com o mínimo de bom senso quer saber da crise para nada no dia em que joga o Benfica logo a seguir ao dia em que a Senhora de Fátima fechou a 7ª avaliação da Troika e no-lo comunicou nada mais, nada menos, de que através de Maria… Cavaco Silva.

Mas tudo é relativo, amigos, tudo é muito relativo… aqui, neste belo país em que me encontro, rodeado de gente simpática, aqui mesmo no coração do Continente Encarnado, como lhe chamam, mais importante do que o Benfica, do que a inspiração da Senhora de Fátima e do que o misticismo da Primeira Dama era… tomar banho! Tomar um banhinho é que já dava jeito. Nada demais, disse ele, resolvo em meia hora de tempo… já lá vão 26 horas de tempo!
jpv


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Átomo de Tempo

Átomo de Tempo

Átomo de Tempo,
Elipse.
Um só momento,
Fulcral.
O coração todo,
Estendido.
O Anzol e o engodo,
Perdido.
O corpo e o suor
Num só.
Memória de amor,
Em pó.
Palavra e opção,
Silêncio.
Presença de mim,
Ilusão.

Não se pode ter o mundo na mão,
Vazia.
Nem a todas as noites
Segue um dia.

Os teus olhos
Não estão cegos para mim.
Eu contento-me, assim,
Com a visão imperfeita
Desta estrada estreita
E retorcida
A que uns chamam horizonte,
A que eu chamo vida.
É a tua alma que me seduz,
Não é a luz.
São as pontes,
As intermináveis pontes,
As inquebrantáveis pontes,
Que galgam rios, mares,
Planícies e montes
E me levam a beber de ti, o amor,
Em todas as fontes.
Não secaram.
Não secam.
Não secarão.
Brotam, fresco e límpido,
Todo o amor do mundo
Num só momento,
Num átomo de tempo.

jpv


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4º Aniversário

Caros Amigos e Leitores,

Mails para a minha Irmã fez ontem 4 anos.

Até ao final do dia de ontem, tínhamos 2153 mensagens publicadas, 1997 comentários, mais de 185400 visitas e um espólio muito significativo de textos.

Nos últimos 4 anos publicámos, em MPMI, 3 romances completos, temos um 4º romance em curso, publicámos mais de 300 poesias, dezenas de contos, centenas de histórias e crónicas e uma imensidão de pensamentos com muitas parvoíces pelo meio. Tudo começou com um texto chamado “O meu ET” e tudo evoluíu por amor à escrita e com o sentido da partilha. Não esqueço aqueles que me incentivaram a começar, como não esqueço todos os que me motivaram e se cumpliciaram comigo nestes longos quatro anos de escrita.
Temos leitores um pouco por todo o mundo, mas os dez países que mais nos visitam, por ordem decrescente, são:
Portugal
Brasil
Estados Unidos
França
Moçambique
Rússia
Alemanha
Reino Unido
Suíça
Holanda
Temos cerca de 200 visitas diárias e um total de 184 seguidores sendo que alguns de vós poderiam assumir esse estatuto e ajudar-nos a crescer.
Tendo sido sempre um prazer, sendo uma honra, manter o MPMI começa a ser também uma questão de compromisso para com todos estes leitores.
Tudo isto de forma 100% amadora, sem publicidade, sem patrocinadores e sem merchandising associado nem quaisquer colaboradores para além de uma ou outra ajuda voluntária de alguns amigos de MPMI.
E, por enquanto, continuaremos assim. Só a escrever. E a esperar de vós nada mais que a leitura interessada e o retorno que entenderem dar.
MPMI não é um dos blogues mais vistos da web, nem é para ser. É para ser lido por quem gosta de ler, é para ser seguido por quem se interessa pela narrativa, pela poesia, pela crónica social e pelo tipo de escrita que produzo.
MPMI é uma pequena tertúlia de amigos e leitores e está muito bem assim.
A todos vós, um obrigado do tamanho do mundo e até ao próximo… texto.
Até Sempre!
jpv