Monthly Archives: Novembro 2012
The Dark Sweet Cherry Bunch Strikes Again
(I wrote it as you pronounce it, hahaha)
Cento e Cinquenta Mil
De tão envolto que ando no trabalho e no quotidiano e na escrita, esqueci-me de assinalar o facto de, há dois dias, termos ultrapassado as cento e cinquenta mil visitas!
Um agradecimento a todos os leitores e amigos que continuam a visitar MPMI com a promessa de continuar a escrever. Está para breve a publicação do já muito solicitado 5º capítulo de “A Paixão de Madalena” e mais uma crónica de África que está quase pronta… poesia e… talvez uma surpresinha!
Por curiosidade, dizer-vos que os países de onde temos mais leitores presentemente são, com dados de novembro de 2012:
Citação de Certas Brisas
Atenção, Atenção, Psssit, Ó Fachavôr!
Citação do Caos e da Harmonia
Vinte e Seis
Vinte e SeisFaz hoje vinte e seis anos que nos conhecemos. Ao certo, ao certo, não sei bem que significado isso tem nas areias do tempo, no infindável devir dos sóis. Mas sei que para nós tem sido um caminho de partilha, de comunhão, e temos sido, sobretudo, companheiros.
Passaram-se os momentos difíceis e passaram-se os agradáveis também. Vieram as dúvidas e as indecisões misturar-se com as certezas.
Lembro bem esse dia 11 de novembro do longínquo ano de 1986. Um fim de tarde, a malta a encontrar-se junto ao Gil Vicente, tu a chegares enfiada num fato de treino cor de rosa, um jogo de bola contra os seminaristas, uma noite aquecida de castanhas e água pé, as conversas, as intimidades, e o início de todas as coisas.
Hoje, 26 anos depois, temos um rasto de vida em comum que começou nessa noite e donde emerge o nosso filho. Teríamos, agora, idade para ter juízo. Mas não temos. Não sei mesmo se a nossa vida alguma vez teve aquilo a que chamam normalidade. É bem provável que não. E tu estás aí dormitando e eu estou aqui espreitando o Benfica, e isto à nossa volta é África. A terra onde viemos recomeçar e reinventar todas as coisas que já tantas vezes recomeçámos e reinventámos.
É preciso que saibas que te reconheço a constança, a lealdade e, fundamentalmente, o amor que me tens. Incomensurável e firme. É preciso que saibas que hoje não quereria ter passado este dia com mais ninguém. Talvez não seja isto muito… talvez… mas é tudo o que sou e o que sou pertence-te.
Agradecimento
Assim, sem excluir nenhum outro dos muitos e atentos seguidores que vamos tendo, venho agradecer ao Men@ pela forma como nos tem acompanhado nos últimos dias e, a propósito, transcrevo o último comentário que deixou neste post:
“Ourinhos-São Paulo-Brasil-02:54am-Horário Verão x Tomar-Portugal-04:54am Horário Normal – 09/11/2012
Já havia programado para hoje a leitura do cap.11 ao 20 para tecer meus comentários ao nobre amigo, ao Clã do Comboio, usuários e leitores.Jamais imaginei que ao encerrar minha leitura,iria me deparar como uma declaração de vida que muito nos assemelha. O gosto pela música desde a infância, sonhos e projetos, experiências,até fisico-facialmente falando,na forma arredondada da face,olhos pequenos e fundos, pele alva, de sorriso discreto e descontraido, diferenciando-nos um pouco os cabelos em seu volume “supra central”,onde os meus, ainda resistem um tico a mais,embora já prateados pelos efeitos das neves do tempo. A narração,sólidas amizades e em especial,a paixão pela escrita e a música. Se estendendo ainda mais,pelo seu estilo e intérpretes. Surpresa esta que muito me agrada meu amigo. Parece tratar-se de almas com um mesmo DNA, que como já pude observar por suas palvras, tem também muita semelhança na sensibilidade e caráter emocional. Portanto, este que vos dirige a palavra,que à partir de agosto de 2013, além do que já é, passará a ser ainda mais sexy , pois então será um Sex agenário, vem lhe agradecer a abertura das portas de seu espaço,de sua sala de visitas para o mundo, onde tenho sido recebido com respeito e afecto e desejar-lhe, infinitas alegrias, muita saúde, paz e realizações em todos os âmbitos, durante a sua longa existência.
Abraço Transatlânticos
Crónicas de África – O Salazar da Costa do Sol
Maputo, 8 de novembro de 2012
A Avenida Marginal, em Maputo, é lindíssima e é assim uma espécie de interminável roteiro de contemplações. Começa ainda bem no miolo da cidade, ali junto ao Ministério das Finanças e desfia-se sob as palmeiras bordejando o mar até à Aldeia dos Pescadores.
Um dia repleto de trabalho. Uma curta pausa para almoço. Uma simples hora. Duas sandes, dois sumos, e aí vamos nós estacionar o carro de frente para a magia das ondas a castigar o areal. Estava um tempo cinzento que é outra forma de o mar estar bonito e desabou uma água certa salpicando a areia e o carro. E ali ficámos comendo sem viv’alma por perto. Descansa o corpo, repousa a cabeça, estende-se o olhar da imaginação mar adentro e menos de uma hora depois, está-se pronto para outra fiada de trabalhos e canseiras.
Estávamos neste contemplar coisa nenhuma para dentro enquanto o olhar embalava na ondulação, quando ele chegou assim que a chuva deu uma pequena trégua. Não tinha mais do que dezasseis ou dezassete anos. Trazia uma carrada de DVDs com ele, bateu no vidro que eu abri:
As surpresas que a vida nos reserva. Nem sequer faço análises de teor político. Não é isso que me interessa e o assunto está gasto e esfarrapado. Mas está uma pessoa na Costa do Sol, no hemisfério Sul, mais perto do Cabo da Boa Esperança do que de casa e aparece um miúdo imberbe a vender filmes do Chuck Norris que nos fala, com propriedade, da nossa História e sabe nomes de terras que a maioria dos jovens em Lisboa ou no Porto desconhece. Fantástico. Gosto do Salazar… da Costa do Sol!
Brioooooooosa!








