Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Por 10 Euros Apenas…

Hoje presenciei e vivi um fenómeno, no mínimo, curioso.

Tive de fazer uma compra de baixo valor, 10€, mas de um produto muito específico. Logo, dirigi-me a um fabricante do mesmo. O que me surpreendeu, sem juízos de valor, ou seja, nem pela positiva, nem pela negativa, foi somente uma surpresa, foi o processo de atendimento.

Cheguei. Fui recebido por um senhor que me perguntou o nome. Eu disse. Ele telefonou lá para dentro e disse que eu ia a caminho e eu fui e quando lá cheguei uma pessoa tomou nota do que eu queria e informou-me do preço, passou-me um papelinho, disse-me para me dirigir a ma terceira pessoa e telefonou a uma quarta pessoa a pedir o que eu queria. Com o papelinho subi ao primeiro andar, entreguei o papelinho, paguei e deram-me uma fatura, desci ao rés-do-chão onde estava a quarta pessoa que me deu o produto antes de ir à minha vida. Em suma, foram precisas quatro pessoas, dois telefonemas e dois papeis, ambos em duplicado, para me venderem 10€ de mercadoria.

Se, por um lado, acho fantástico um atendimento tão organizado e o facto de haver trabalho para diversas pessoas, por outro lado preocupa-me a sustentabilidade de um negócio assente em esquemas comunicacionais tão antigos.

Devo referir, por fim, que o produto, não sendo barato, era de excelente qualidade pelo que caro também não era!

jpv


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MPMI em Ritmo de Cruzeiro e Semi-Férias

Caros Leitores e Amigos,

como já devem ter reparado, desde o início de agosto,
Mails para a minha Irmã tem andado em ritmo de cruzeiro e semi-férias. Quer isto dizer que, não tendo ido definitivamente de férias, MPMI está com as publicações mais ligeiras e espaçadas.

É assim que vai ser durante este mês. Continuaremos a postar, mas a um ritmo mais pausado e coisas mais ligeirinhas.


Haverá, a partir de setembro, algumas novidades. E posso avançar quais serão duas delas. Uma nova coluna de histórias, com temática completamente diferente das que temos apresentado, e uma publicação de fundo, ou seja, uma história mais longa a publicar em capítulos.


Boas Leituras e Até Já!

jpv


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Citação da Qualidade

“Ele há vidas piores, mas não prestam!”

I.


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Norma Jean


Não interessam muito as teorias em torno da tua morte, há cinquenta anos. Interessam ainda menos as teorias em torno das tuas dúvidas e dos teus supostos desvarios. Não importam nada os casamentos, as fotos de nudez assumida, os homens que te seguiram. Interessa o que nos deste. Interessa o teu legado. Um legado na música, no cinema, na fotografia. Um legado de arte. Um legado de querer e de crer. Um legado de força de vontade e de dedicação. Não importam muito as análises. Importa que cinquenta anos após a tua morte, ainda não morreste. Ainda é a ti que seguem como se esperassem ver-te surgir num palco, numa tela.

Saúdo a tua beleza, a tua arte. Saúdo a tua presença. Saúdo a tua imorredoira graça e a tua inquestionável determinação.

jpv


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Divulgar – O Prazer de Ler

(Clique para Visitar a Loja Online)

No sábado de manhã, enquanto percorria umas das ruas do Centro Histórico de Torres Novas, encontrei a livraria e casa de antiguidades “D’outro Tempo“.

Não só me fascinou o seu conteúdo, nomeadamente, livros e manuscritos, como me cativou, sobretudo, o desvelo e o interesse do seu proprietário, o senhor Adelino Pires.

Convido-os a visitarem a loja pelo extremo interesse de que se reveste, pela variedade da oferta que se reflete nos preços praticados desde 1€ a centenas deles e para poderem conversar um bocadinho com o seu interessante vendedor.

Para os leitores que são de longe, ou mesmo de outros países, a livraria tem uma página na Web muito bem organizada que mora em http://www.doutrotempo.com/

Boas Leituras!

jpv


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Agradecimento Público Contido


Durante muitos anos, ouvi o meu pai falar de como, certa vez, o pai dele, meu avô, vendeu um terreno por boca. O comprador chegou-se ao pé dele e disse:
– Ó senhor Videira, vossemecê podia-me vender aquele pedaço de terreno ali ao Santo António.
– E para que o quer vossemecê?
– Ora, para que é que havia de ser? Para o cultivo. E depois cá há de ficar para os meus.
– E porque não? Quanto quer vossemecê dar por ele?
– X.
– X seja.
E não assinaram papéis. Bastou a palavra de um e a do outro. Toma lá o dinheiro, dá cá o terreno. Mais tarde, falecidos os dois, os descendentes trataram de pôr tudo noutra ordem. Preto no branco. E lá se foi o ouro precioso da confiança.

Recentemente, fiz uma transação desse tipo e consegui ir ainda mais longe do que o meu avô. A razão é simples. Transacionei por boca, como o meu avô, mas sem dinheiro. Uma coisa do tipo, Toma lá disto que eu tenho e dá cá disso que tens tu para dar. E não estou a falar de feijões. Estou a falar de estarem vidas envolvidas.

Nestes casos, a única moeda válida é a confiança. E como é que se sabe que as notas não são falsas? Não se sabe! Confia-se. É por isso que se chama confiança. Uma coisa vos garanto: superado aquele momento inicial em que estamos medindo a decisão, uma vez assumida esta, há poucos sentimentos mais reconfortantes e realizadores do que confiar-se numa pessoa só porque sim.

Agradeço ao D., intermediário da transação, por nos ter apresentado a todos, primeiros e segundos outorgantes da vida, da confiança e da ação dos homens de bem.

jpv


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Crónicas de Maledicência – Asfixia

Crónicas de Maledicência – Asfixia

Como muitos portugueses, e por razões de ordem diversa, seja o atual panorama financeiro, seja uma mudança de vida a exigir recursos, ainda este mês, decidi não fazer férias no sentido tradicional do termo, ou seja, agarrar na trouxa e abalar por duas ou três semanas. Vou estando por casa e faço umas investidas até à praia.

Foi hoje o caso. E fiquei preocupado. Muito preocupado. Uma praia do Atlântico, daquelas que sabemos mais frequentadas porque ao alcance de qualquer carteira, daquelas praias tradicionais, fatia de melão enterrada na areia, frases pronunciadas em francês emigrado, pessoas a acotovelarem-se, toalhas lado a lado. Estava pouco menos do que deserta às 11 horas da manhã do terceiro dia de agosto. Somente algumas dezenas de pessoas. Numa secção da praia onde costuma haver mais de uma centena de “barracas” de sombra, havia vinte e três. A maioria vazia.

Portugal está desolador. Isto, amigos, não é austeridade. É a rápida asfixia do país.

Tenho dito

jpv


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127000

Uma leitora atenta aqui da tasca, reparou que o contador de MPMI atingiu hoje um número redondinho: 127000 leituras. Além disso teve a simpatia de captar o momento e mandar-me a imagem. Um beijinho e um obrigado pela atenção.

Para todos os leitores que vão continuando a ler-nos, um forte abraço e um agradecimento sentido.


jpv


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Stress de Férias!

Sabem aquela fase em que já estamos de férias mas ainda temos o stress todo acumulado e estupidamente só nos apetece trabalhar para escoar esse stress mas continuamos a esbarrar na dura realidade que é estar de férias e não saber como viver em relaxe e sem preocupações e ficamos depois com um tipo de stress diferente que é o de não ter o stress normal e habitual? Pois, estou nela! Costuma durar três dias!! E o pior é que a gente sabe o que se passa mas não há nada a fazer. Acontece sempre! Hihihi… Vou arranjar o corta-relva!
jpv


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Publicidade – Como é que é?

(Clique para Aumentar)

Já perceberam que uma das minhas paixões é a publicidade. Normalmente, porque sou um tipo muito positivo, destaco os anúncios que considero particularmente bons. O que não quer dizer que não tenha olhos para o menos bom.

A presente imagem é uma captação de uma publicidade da EDP. Apresenta umas promoções e uns descontos e a senhora que aparece na imagem está com um ar feliz e satisfeito. Só não sei, mas interrogo-me, se a satisfação vem dos descontos ou daquelas “coisas” que resolveram colocar-lhe em cima, em particular, na zona pélvica. Se bem que aquilo surge esvoançante e em profusão por toda a imagem…

Dão-se alvíssaras a quem conseguir elucidar os leitores aqui da tasca acerca do que representarão tão fálicos gráficos…

jpv