Minha Querida,
Uma das virtudes dos homens e das mulheres é saber esperar. As tuas razões são as minhas. As mágoas que agora vives, provavelmente, vivi-as antes e daí estar preparado para o nosso projecto há mais tempo. Vivemos um desencontro no tempo e quem se apercebesse disso teria de saber esperar para acertar a passada. Foi o que fiz. Mais nada.
Não és devedora de nada, minha querida. Eu sim, não posso esquecer como me amparaste e ajudaste a reerguer no período após o meu divórcio. Não esqueço essa dádiva voluntária, esse amor verdadeiro que me dedicaste. Foi ele que me deu forças para esperar. Ainda bem que o fiz.
As portas do meu coração nunca estiveram fechadas para ti e será uma alegria e um prazer construir contigo o edifício do amor. E esse será o nosso primeiro e mais sólido património. Tudo o resto decidiremos em comunhão, na alegria de estarmos juntos.
Tentarei estar contigo ainda esta semana. Preciso abraçar-te. Tenho fome de ti, de beijar-te, de fazer amor contigo.
Teu, sempre teu.
José Pedro.

24/01/2012 às 17:16
Caro/a leitor/a muito obrigado pelas suas palavras. Revelam o cuidado da sua leitura e a sensibilidade da sua personalidade. jpv
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24/01/2012 às 16:06
“Com Amor” faz-nos refletir na forma como alguns de nós vivem afectos verdadeiros, intensos por duas pessoas diferentes. De igual modo nos transporta para o livro de Robert James Waller “As pontes de madison county” da década de 90 (mais tarde adaptado a filme por um grande actor e realizador e sublimemente interpretado)que nos conta a capacidade de amar e ao mesmo tempo a terrível decisão de optar…leiam o livro e vejam o filme e, provavelmente, as ideias pré-concebidas caiem por terra.
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