Olha lá, mas tu achas que eu não te topo?
Beijo? Mas que beijo? Beijo a quem ou de quem?
Mas que petulância!
Verónica
Olha lá, mas tu achas que eu não te topo?
Beijo? Mas que beijo? Beijo a quem ou de quem?
Mas que petulância!
Verónica
Olá Verónica,
Peço perdão pelo “olá”. Depois do teu e-mail não sei se é muito atrevido.
As mulheres são para mim, sempre foram, um universo fascinante, Repara, tu pudeste dizer-me tudo o que pensavas, pudeste chamar-me infantil, atrevido e intrometido. Só retive estas. E, para ti, tudo isso se inscreve no âmbito da frontalidade. Perfeitamente lícito, portanto. E para que usaste a tua frontalidade? Para criticar a minha!
Ora, analisemos. Quem éramos nós? Dois desconhecidos que têm em comum o mesmo trabalho e se conheceram num evento social. Comungámos o mesmo espaço durante alguns dias, trocámos ideias, partilhámos visões da profissão, da sociedade e até da forma de estar na vida. Até aqui tudo bem. e quando erro eu? Quando te digo aquilo que penso em relação a ti. E, que fique claro, não retiro o que disse. Eu acho mesmo que tu és uma mulher muitíssimo bonita, mas também acho que tens um evidente, gritante, problema afectivo e esse problema chama-se carência. E essa carência resolve-se com companhia. E é nesse contexto que te digo que deves arranjar um namorado. Nem sequer me ofereci para preencher a vaga. Não podia fazê-lo. Mas isso não anula o facto de haver uma vaga no teu coração. E, sim, precisas fazer amor. Uma mulher com a tua urgência de amar, precisa de amar em todas as frentes e amar um homem é só uma dessas frentes.
Talvez este seja o nosso último e-mail. Não acredito que me respondas, mas, cara Verónica, arranja um homem!
Beijo
Rui
Olá Rui,
Escrevo-te, obviamente, por causa do que aconteceu ontem. Vais permitir-me duas coisas; que te trate por tu e que seja absolutamente franca.
Estava longe de imaginar que ainda houvessem homens tão infantis, tão atrevidos e, claro, tão intrometidos.
O facto de sermos colegas de trabalho não te dá, não pode dar-te, o direito de fazeres observações acerca da vida dos outros sem qualquer conhecimento de causa, dos assuntos e, sobretudo, sem que te fosse dada qualquer confiança para o efeito. Eu não te conhecia. Este evento, como tantas vezes acontece, permitiu que colegas que trabalham distantes pudessem conhecer-se, trocar experiências e ideias. Não tenho qualquer dúvida de que serás um bom profissional, mas não tenho dúvida nenhuma, também, de que precisas crescer. Se, eventualmente, pensas que um homem conquista uma mulher só com atrevimento, então deixa-me dizer-te que não conheces as mulheres. Enfim, nem sei se o que pretendias era conquistar o que quer que fosse. A minha atenção conquistaste. O meu respeito não.
Passa bem.
Verónica Gomes

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