Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Momento Nham-Nham

Um homem tem um dia de trabalho diversificado e intenso. As coisas resultam bem, mas o cansaço não perdoa. Chega a casa, toma um duche, come pouco, senta-se de frente para a televisão e… o que é que acontece? As coisas entre a RENAMO e a FRELIMO complicam-se? Não, felizmente! Alguém da escola telefona a dizer que nos esquecemos lá de alguma coisa? Não, felizmente! Falta a luz? Não, felizmente! É básico: toca a campainha!
– Quem é?
– São as suas alunas!
E eram! Duas simpáticas alunas, também vizinhas, vêm pedir um pouco de farinha porque estão a fazer panquecas. Dou-lhes o pacote todo e pouco tempo depois voltam com ele e mal tinham gasto farinha, mas traziam um presentinho. O que está na foto! 

Foi o momento nham-nham do dia! Estavam deliciosas e elas quase não gastaram farinha. Acho que fiquei a ganhar, mas enfim, ofereci-me como cobaia para novas aventuras culinárias! É que estava meeeesmo booom!

Tem aspetos muito giros a vida por estas paragens. Os vizinhos ainda batem à porta a pedir um ingrediente que faltou e ainda se fica um bocadinho a conversar. Ou é a vida em Maputo que se revela surpreendente, ou sou eu que tenho a sorte de ter alunas simpáticas e prendadas! Mai nada!

Já agora, por aqui, neste cantinho, respeitam-se os direitos de autor: as panquecas foram cozinhadas por esta menina e esta menina com a ajuda desta menina que é um bocadinho mais crescida porque anda numa classe avançada! Hehehe… Obrigado!
jpv


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Crónicas de África em Imagens – Maputo Outdoor

Crónicas de África em Imagens – Maputo Outdoor

Maputo, 16 de junho de 2013

Uma das marcas culturais e epocais da Capital Moçambicana são os outdoor. É, eventualmente, o meio de publicidade mais utilizado e é, sem sombra de dúvida, um dos mais eficazes.

Há publicidade na TV, há na rádio e nos jornais, mas os outdoor marcam o quotidiano colorindo a cidade, transformando as fachadas laterais dos prédios, normalmente com a pintura degradada, em espaços que atraem o olhar e anunciam empresas, serviços e produtos.

Os outdoor são aos milhares, em papel, em palhinha, eletrónicos e de todos os tamanhos e feitios. Contudo, os que mais caraterizam a paisagem da cidade são os gigantescos mega-anúncios colocados nos edifícios.

Abaixo, deixamos 26 exemplos com um pequeno comentário onde se inclui a localização. As fotos foram tiradas com telemóvel e algumas até foram captadas em movimento daí que a sua qualidade possa não ser a melhor, mas  não era esse o objetivo. Divirta-se a analisar o que se anuncia, a linguagem utilizada e a composição gráfica escolhida para os maiores anúncios de Maputo.

KFC – Av. 25 de Setembro.
A concorrente Mcdonald’s não está autorizada a operar em Moçambique.
 Amarula – Av. 24 de Julho
Trata-se de uma bebida alcoólica produzida a partir da planta/fruto que lhe dá o nome.
É produzida na África do Sul.
Western Union – Av. 24 de Julho
Este anúncio tem a particularidade de ser um dos poucos onde se identifica a empresa que o produziu.
Coca-Cola – Av. 24 de Julho
A bebida mais consumida e mais barata de Moçambique. Uma garrafa de Cola-Cola tem o preço tabelado e impresso na cápsula. Custa 12 meticais (menos de 0,30€).

Blue – Av. Eduardo Mondlane
Trata-se de uma bebida muito consumida. Tem uma variedade muito grande de sabores.
Mcel – Av. Eduardo Mondlane
Operadora telefónica Moçambicana. Tem um dos slogans mais usados em Moçambique porque radica numa expressão popular: “Estamos Juntos”. Significa somos amigos, estamos em consonância, estamos de acordo.
Cartrack – Av. Rduardo Mondlane
Sistema de rastreio de carros furtados.
Mcel – Av. Eduardo Mondlane
Operadora telefónica Moçambicana. Tem um dos slogans mais usados em Moçambique porque radica numa expressão popular: “Estamos Juntos”. Significa somos amigos, estamos em consonância, estamos de acordo.
Mcel – Av. Eduardo Mondlane
Operadora telefónica Moçambicana. Esta série de outdoors é feita usando texturas típicas de Moçambique.
TDM – Av. Eduardo Mondlane
Operadora de Internet e comunicações Moçambicana.
Colgate – Av. Eduardo Mondlane
Millennium – Av. Eduardo Mondlane
A marca Millennium, em Moçambique, pertence ao grupo BIM. O grande concorrente é o BCI, pertencente ao Grupo Caixa Geral de Depósitos.
TDM – Av. Eduardo Mondlane
Operadora de Internet e comunicações Moçambicana.
Vodacom – Av. Eduardo Mondlane
Operadora telefónica do grupo Vodafone. O crédito vodacom é em duas “moedas”. Meticais para o saldo real, a usar em chamadas para outras operadoras. E saldo “Vodacom” a usar entre clientes da operadora. Nessa modalidade, há chamadas muito baratas, a partir de 2 meticais por minuto (0,025€). A simpatia moçambicana acolheu muito bem um slogan da Vodacom: “Tudo bom pra ti!” e a expressão entrou no quotidiano.
Blue – Av. 24 de Julho
Trata-se de uma bebida muito consumida. Tem uma variedade muito grande de sabores.
Vodacom – Av. Mao Tse Tung
Operadora telefónica do grupo Vodafone. O crédito vodacom é em duas “moedas”. Meticais para o saldo real, a usar em chamadas para outras operadoras. E saldo “Vodacom” a usar entre clientes da operadora. Nessa modalidade, há chamadas muito baratas, a partir de 2 meticais por minuto (0,025€). A simpatia moçambicana acolheu muito bem um slogan da Vodacom: “Tudo bom pra ti!” e a expressão entrou no quotidiano.
Mcel – Av. Eduardo Mondlane
Operadora telefónica Moçambicana. Tem um dos slogans mais usados em Moçambique porque radica numa expressão popular: “Estamos Juntos”. Significa somos amigos, estamos em consonância, estamos de acordo.
Vodacom – Av. 24 de Julho
Operadora telefónica do grupo Vodafone. O crédito vodacom é em duas “moedas”. Meticais para o saldo real, a usar em chamadas para outras operadoras. E saldo “Vodacom” a usar entre clientes da operadora. Nessa modalidade, há chamadas muito baratas, a partir de 2 meticais por minuto (0,025€). A simpatia moçambicana acolheu muito bem um slogan da Vodacom: “Tudo bom pra ti!” e a expressão entrou no quotidiano.
Mcel – Av. Eduardo Mondlane
Operadora telefónica Moçambicana. Esta série de outdoors é feita usando texturas típicas de Moçambique.
Nivea – Av. 24 de Julho.
Os outdoors deste prédio mudam, mas costumam ser sempre da mesma marca.
Leite Nido – Av. 24 de Julho
O velhinho Nido da Nestlé está em muito boa forma em Maputo.
Toyota – Av. Eduardo Mondlane.
Este outdoor foi recentemente tirado. Constituiu, durante algum tempo, uma interessante atração da Capital. Não só pela pick up suspensa, mas também pelo original efeito das marcas de travagem fora dos limites do anúncio. Há no Youtube um filme sobre a sua colocação. A Toyota é a marca de automóveis mais comercializada em Moçambique.
Cadbury – Av. Eduardo Mondlane
Só para gulosos!
Banco ProCredit – Av. Eduardo Mondlane.
Um banco de suporte quase só digital. Tem, contudo, uma agência na Av. 24 de Julho.
Vodacom – Av. Eduardo Mondlane
Um outdoor longitudinal de colocação em topo de edifício.
Mcel – Avenida 25 de Setembro
Este outdoor longitudinal tem a particularidade de estar no cimo do prédio mais alto de Maputo. O edifício é conhecido como o “Prédio 33” por ter, precisamente, 33 andares, erguidos 118m acima do solo, nos anos setenta.

jpv
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À exceção da imagem do outdoor Toyota,
todas as imagens foram captadas por mim ou familiares.


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Pormenores do Trânsito em Maputo


[Maputo, Av. Karl MArx]

Nas primeiras linhas que escrevi sobre a minha aventura africana em Maputo, disse que a cidade era um delicioso caos. E é. E tenho-me adaptado lindamente. De tal forma que quase todos os dias passo por esta maravilha da regulação do trânsito de Maputo e só hoje reparei verdadeiramente no que ali estava.

O caro leitor não acredita? Simples, apanhe um avião para Maputo, pergunte onde é a Avenida Karl Marx, siga na direção do hipermercado Mica Premier e, mesmo ao fundo da avenida, exatamente onde ela termina, encontrará esta maravilha: um semáforo e um sinal de sentido proibido. Só por si, o fenómeno já é interessante, mas espere uns minutinhos que a luz verde acenda e… voilá…

E agora? Quem manda mais? O sinal ou o semáforo? Ou será como normalmente fazemos por aqui? Cada um decide por si desde que não bata em ninguém! Hahahaha… Adoro esta cidade!
jpv


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Sexo, Mentiras e um Jornal

Normalmente, compro o “Notícias”. Um dia destes, não havia o “Notícias” e comprei o “Verdade”. E a verdade é que a secção de dúvidas, em jeito de consultório de sexualidade, arrancou-me umas valentes gargalhadas. É assim uma espécie de revista “Maria” revisitada! Ainda hesitei em publicar por causa de certa crueza na linguagem, mas a verdade é que alterar as palavras não seria correto e aqui a tasquinha é frequentada por gente crescida… Olhem, divirtam-se. E se quiserem ler mais, vão aqui. Os comentários são meus, claro. Eu lá perdia a oportunidade…

Problema? Qual problema? Isso é normalíssimo… só não sei é como é que continuas a namorar com ela, mas pronto, ele há masoquismos… Olha, já agora, e nunca lhe deu para tocar piano… Eu, se estivesse no lugar deste companheiro ficava preocupado, tens a certeza que andas a fazer tudo bem? Enfim, em última análise leva uns tampões para os ouvidos, daqueles da natação, e um guarda chuva e deves estar safo…

Medo! Muito medo! Grande confusão nessa cabeça, amigo! E eu a pensar que aquilo era suor… Se bem que, não sejamos levianos, tudo depende de como se treina…


Olha amori, e que tal se não… tu sabes… eu explico: bebes um copo de água, só que não é antes, nem durante, nem depois. É em vez de… Se por acaso a situação é mais séria e já estás grávida, então temo que a pergunta tenha vindo tarde…


Ora aqui está uma alma preocupada com coisas sérias! Eh pá é normalíssimo! O anormal é não ter desejo di sexo senpre. E olha que sempre é a toda a hora. Olha, só para teres uma ideia, uma vez eu estava a fazer sexo e de repente tive desejo de fazer sexo… eh pá… normalíssimo…

Jornal Verdade, ganhaste um leitor… 
jpv


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Divulgar Causas

A WLSA – Women and Law in Southern Africa – é uma organização que nos países africanos de língua oficial portuguesa se denomina por “Mulher e Lei na África Austral” e se preocupa fundamentalmente com a questão da violência doméstica, em particular, a que é exercida sobre mulheres e crianças.
Tem um papel essencialmente informativo e preventivo e desenvolve campanhas de sensibilização.
O cartaz acima tocou-me e merece-me esta nota de divulgação pela sua crueza, pela força da palavra e da imagem, pela vulgarização de algo que é precioso e o deveria ser sempre. Está disseminado por Maputo tal como espero se vá disseminando a mensagem.
jpv


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O Sinal que Estorva

Há tipos mesmo teimosos! Ele é colar cartazes e plantar sinais de proibição por todo o lado. Deslarguem a gente, fachavôr!

Então se o senhor do Pajero Io estacionou, se a senhora do Toyota Spacio estacionou, se o homenzinho da carrinha estacionou, se o tipo da bicicleta estacionou, está mais que visto que a placa é que estorva! Mas é preciso um curso superior para perceber que é urgente mandar tirar dali aquela placa?! Irra!
jpv


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Lost in Translation… again!

Eu não quero parecer chato nem persecutório, mas a verdade é que eles estão mesmo a pedi-las!

A mesma cadeia de hipermercados ingleses e sul africanos referida no post anterior, à falta de uns cobres para pagar ao tradutor, “amanda-se” com unhas e dentes ao tradutor do Google e depois dá nisto!

É assim uma palavra que não é inglesa, nem francesa, nem portuguesa… é um três em um: 
– Ó querido trazes-me uns ovos? 
– De onde, do supermercado?
– Nada disso, traz da farma que são mais fresquinhos!

Ai mãezinha, tirem-me daqui que eu não sei andar nisto!!!

jpv


1 Comentário

Lost in Translation

Esta pérola da tradução instantânea a fazer lembrar os melhores momentos do tradutor do Google está efetivamente colocada à porta de um dos maiores hipermercados de Maputo. É uma cadeia inglesa e sul africana que se instalou na capital moçambicana. O negócio, aparentemente, corre bem o que me leva a pensar, Mas porque raio é que estes tipos não contratam um tradutor de jeito…

Depois de ler isto, fico sem saber o que fazer. Se voltar sempre, se telefonar outra vez… raisios partissem a incherem-me de dúvidas!

jpv


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Crónicas de África – Uma Semana em Maputo

Crónicas de África – Uma Semana em Maputo

Maputo, 19 de maio de 2013

Tenho-o dito e repito, sem preconceitos, a experiência de viver em Maputo tem tido as suas dificuldades, mas é absolutamente fantástica. Uma das muitas coisas a que temos de habituar-nos é o ritmo. Os dias acordam muito cedo, a partir das 4, 4:30 e também se escondem cedo, por volta das 20 é hora de começar a adormecer e às 22 é muito tarde. Não tem tanto a ver com as horas, mais com o ritmo dos dias.

Por outro lado, também a sequência de acontecimentos, a forma como a vida se encadeia, é muito diferente daquilo a que estamos habituados na Europa e, em particular, em Portugal. Não é pior, nem melhor. É, simplesmente, diferente. Vejamos como pode ser uma semana em Maputo. Este exemplo é diretamente retirado do filme da minha vida, logo, foi real e efetivamente vivido.

Segunda Feira
– Aulas.
– O carro começa a ter dificuldade em pegar.
– Falta a água à noite. Nada a fazer.

Terça Feira
– O diagnóstico da falta de água revela inequivocamente que a bomba que leva a água do depósito no r/c, que a recebe da companhia, e a bombeia para o depósito no terraço, no 4º andar, donde descerá para a casa, no 1º andar, queimou. Literalmente. Contacta-se o senhorio que faz o favor de contactar o eletricista/canalizador que, às 7:30, informa que chegará às 9:30.
– Almoço no Piri-piri. Frango de churrasco, o que havia de ser?

– Às 14:30 chega o canalizador/eletricista, um tudo-nada atrasado. Informa que a reparação demora 30 minutos.
– Levar o eletricista/canalizador a casa para trazer as chaves.
– Comprar uma bomba nova.
– Petisco ajantarado com o Nunes e uns amigos. Chouriço assado com vinho de Reguengos. Faz-se diagnóstico do carro. Precisa nova bateria.
– Às 21:30 o arranjo de 30 minutos da bomba que leva a água do r/c para o terraço a fim de baixar ao 1º andar é remetido para o dia seguinte.

Quarta Feira

– Comprar bateria nova. A pessoa que a vende substitui a bateria velha por uma nova.
– Em casa, arranjar o arranjo da bateria refazendo as ligações que estavam mal amanhadas.
– Aulas.
– À tarde falta a luz.

– O fornecimento de luz é retomado ao princípio da noite.
– Prossegue o arranjo da bomba de água. Banho com um balde e um púcaro.
– O Benfica perde com o Chelsea.

Quinta Feira
– 48 horas depois de ter sido diagnosticado um arranjo de 30 minutos recupera-se o fornecimento de água.
– A buzina do carro começa a apitar sozinha. Ao cabo de três vezes, dou-lhe um valente murro. Nunca mais se manifestou por vontade própria.
– Aulas.
– Preparação do Sarau das Línguas: audições.
– Falta o sinal de televisão. Depois de verificados os cabos, contacta-se a empresa que fornece o serviço de televisão. Vamos já!

Sexta Feira
– Pagar ao eletricista/canalizador.
– Aulas.
– Jantar da equipa que coordena os trabalhos de preparação do Sarau das Línguas.
– 24 horas depois de ter sido suspenso sem aviso, retoma-se o fornecimento de serviço de televisão.

Sábado
– Compras.
– Corrigir testes.
– Skype com a família.
– Dormir e sonhar com um domingo tranquilo que começará, sem dúvida, com um banho retemperador.

Domingo
– Falta a água. Pânico geral. Telefonemas diversos para o senhorio e eletricista/canalizador. Uma hora depois, assistido por telefone, descubro que ele tinha enchido o depósito do terraço, tinha ligado a bomba nova, mas… tinha-se esquecido da torneira de segurança fechada. Abre-se a torneira de segurança. O líquido precioso jorra avonde. Banhos. Finalmente.
– Pequeno almoço no Continental.
– Passeio de carro e a pé pela marginal. Paisagem belíssima.
– Testes.
– Intervalo dos testes para fazer esta publicação no MPMI.

Se eu podia viver sem ser em Maputo?
Poder, podia, mas não era a mesma coisa!

E, por fim, algumas imagens que acompanharam a loucura de uma semana normal na Capital moçambicana:


Poloni faz um amigo.
Se não fosse o vidro, brincávamos mais.


Marginal de Maputo.


Leitura matinal junto ao mar.


Marginal de Maputo.


Vista da praia da marginal de Maputo onde
Poloni costuma dar umas corridinhas.


Bóia conhecida por Árvore de Natal.


Passeio domingueiro, pela manhã, com Poloni.

jpv


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Crónicas de África em Imagens – Maputo 2

Crónicas de África em Imagens – Maputo 2

Maputo, 5 de maio de 2013

Na secção “Crónicas de África em Imagens” voltamos a Maputo. Com uma diferença. Desta vez não nos interessam tanto os ícones da cidade, os monumentos ou edifícios. Procuraremos mostrar-vos alguns instantes de vida. Com beleza ou com crueza, mas sempre sem preconceitos nem juízos de valor. Estou a gostar desta cidade. Muito. Só não é um amor fácil.


Nascer do sol ao largo de Maputo. Cerca das 5:30 da manhã.
Sim. Nasce sobre o mar! Disse ao condutor do barco que o sol,
em Portugal, nascia sobre terra e punha-se no mar. Não acreditou!

Av. 24 de Julho, umas das principais da cidade. A venda frutas,
legumes, flores, cães, laranjas é comum. O galo… não sei o
que estava ali a fazer, mas Maputo é assim. Imprevisível.
Ziones ou Maziones. Trata-se de uma religião que é um misto
de cristianismo com crenças pagãs. Os seus seguidores veneram a 
Deusa do Mar. Entram com suas vestes pelo mar dentro, sentam-se no areal
e executam rituais tais como o batismo. 

Viaduto de Santos com a Escola Naval ao fundo.
Faz parte do trajeto quotidiano para o trabalho.

As cabras são um animal comum nas avenidas de Maputo.

Já aqui se escreveu acerca da familiaridade com o chão.
Este homem está só na sua sesta depois de almoço.

Este também!

Esta pessoa não está a apanhar a roupa. Está a estendê-la.
E, sim, chove a cântaros. Acontece que a chuvada vai durar uns
minutos e depois tudo secará em pouco tempo…

Pode ser uma peça de museu, mas funciona.

Durante uma chuvada.

Após uma chuvada.
Antes da chuvada, onde está a lama, estava uma estrada.

Não é um buraco na estrada.
É um pedaço de estrada à volta de um buraco.
Este já foi arranjado. Vi vários eixos partidos neste local.

No dia seguinte à chuvada, as terras mudaram-se para a estrada.

A incomparável beleza da Avenida Marginal de Maputo.
É comum, como se vê na imagem, encontrar pescadores
reparando as suas embarcações.

O trânsito de navios de grande porte é quotidiano 
ao largo de Maputo.
Uma recarga de crédito telefónico.
Há milhares de jovens vendendo-as pelas ruas. Há de diversos
valores. No verso, raspa-se uma zona que tem um código que
se insere no telemóvel e já está.
Neste caso, não se trata de uma sesta, mas a consequência
de uma noite de sexta feira muito bem bebida!

A beleza de Maputo vista a partir da Costa do Sol.
Um dos muitos molhes de Maputo. Este tem a particularidade
de ser usado pelos noivos, no dia do casamento, para sessões
de fotos.

A marginal durante a maré vazia.

Maputo tem assimetrias brutais. Ao mesmo tempo que se veem
circular algumas das viaturas mais modernas do mundo, há
quem tenha um camião abandonado por casa e um pneu
por cama.

Poloni num passeio matinal pela maré vazia.

A piscina do Clube Marítimo. A paisagem é particularmente
agradável por estar projetada para o mar.

A Avenida Julius Nyerere é uma das mais arborizadas da cidade.

Percebe-se porque há tantos carros 4×4 em Maputo.
Conduzir nesta cidade nunca é monótono e exige uma 
atenção constante.

A beleza do enquadramento do Clube Naval.

Pôr do Sol sobre a cidade visto do mar.

jpv
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Todas as imagens
Foram captadas por mim ou familiares.
Pode clicar para aumentar um pouco o tamanho.