Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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O Efeito Devastador das Chuvas em Maputo

Lamento ter de reproduzir este aviso pelas razões que o provocaram, mas a divulgação torna-se importante. Agora, é altura de deitar mãos à obra e colocar a Escola a funcionar o mais rapidamente possível.
jpv

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AVISO | Amanhã (16JAN13) a EPM-CELP vai interromper a atividade letiva

A Direção da EPM-CELP comunica aos pais e encarregados de educação que, em consequência dos efeitos das fortes chuvadas caídas nas nossas instalações e respetivas imediações, haverá amanhã (16JAN13) interrupção das atividades letivas. Mais se informa que durante o dia de amanhã será emitido novo comunicado a anunciar a reabertura das aulas.

Devido ao facto de a EPM-CELP não dispor de sinal de internet, por impedimento técnico dos seus fornecedores, deverão os pais e encarregados de educação seguir a evolução da situação através desta página do Facebook, uma vez que o acesso à nossa página oficial na Internet poderá não estar disponível enquanto durar aquele impedimento. Neste sentido, solicitamos aos pais e encarregados de educação o apoio na difusão e partilha deste aviso através das suas redes sociais de contactos.


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Terra de Surpresas

Terra de Surpresas

Fechou-se o céu.
E estremeceu.
As nuvens deram tudo
O que tinham de seu.
Abafou-se o ar.
Não bulia uma folha,
Era difícil respirar.
E o calor envolvia a vida
Como um manto sufocante.
E tudo isto durou
Um breve instante!

Desponta o sol
Ao longe.
Corre uma brisa fresca
E perfumada.
Nesta terra de surpresas
Tudo, num repente,
Fica nada!

jpv


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Mão Divina

Mão Divina

Cai certa,
Esta chuva,
E em profusão.
Escorre pelas paredes,
Galga o chão.
A cada esquina,
Um riacho encontra outro,
E a carreira que era fina
Agora abre rios
De lavar a cidade.
Arrasta as folhas
Varridas e amontoadas.
Empurra terras e areias
E as garrafas abandonadas.
Traz esse silêncio
E esse respeito
Que é desfazer
O que o homem tinha feito.
E passam três crianças
Em calções e descalças,
Trazendo por seu
Só isso
E a chuva que cai do céu.
Ressoa forte
E sonora
Nos telhados aqui à volta.
Um homem que esperava
Foi-se embora…
E passa esta mão
Divina
Banhando a cidade,
Recolhem-se as pessoas,
Expõe-se a verdade.

jpv


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Espera

Espera

Goteja o tempo
Escorrido
Como chuva na janela.
Perdem-se na profusão
Dos gestos,
Os sentidos.
A chuva é bela,
O tempo difuso,
A alma emprestada,
O corpo adiado.
Não há mais o que fazer…
Em vez desta
Incerta espera,
Preferia a certeza
De morrer.
Dai-me uma estrada
De dor empedrada,
Coberta de passadas
Em sangue
E choro.
Mas uma estrada,
Um rumo,
Um horizonte
E um fim.
Perdi-me
De mim
E dos meus sinais.
Não encontro mais
Essa vontade antiga
E ansiosa.
Esse desejo
De conquista
Vitoriosa.
A única vitória
Que importa
E sou capaz
É a paz.

Goteja o tempo
Escorrido
Como chuva na janela.
Mas a chuva
Já não cai
Como era.
Morre fria
Na minh’alma
E chama-se
Espera.

jpv


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Orvalhada

Orvalhada

Manhã fresca
E perfumada,
Roseira singela
Gotejando da orvalhada.
Vida transparente,
Verde fresco,
Folha vertente.
Sopra, a brisa,
Os odores
Em profusão.
Cheira a terra,
Brota essência,
O Chão.

E vivo.
E renasço.
E tenho saudades
De ter partido.
É esta terra húmida,
É este chão,
É esta chuva,
Que me dá sentido.

Caminho descalço
E sinto a água lavar-me
Os pecados.
É fresca e límpida.
Veio do Céu,
Gotejando milagres,
Fecundar os rasgos semeados.

E vejo nisto
Um renascer,
Um ciclo que recomeça,
A força de viver
Na luz que atravessa
Cada gota que brilha
E promete
O Sol que reflete.

Tenho no peito
A esperança renovada
Porque é fresca, a manhã,
E perfumada!

jpv


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Mar azul com chuva

Para quem possa ter saudades do mar azul, ou para quem goste dele com chuva. Fotos de telemóvel a partir do interior do meu escritório móvel (“Defender” forever!). O próximo capítulo de “De Negro Vestida” está pronto. Falta só passar.

Caem os primeiros pingos.

Torrencial orquestra de água batendo na chapa e mar estrondeando ao fundo

Uma hora e muitas linhas escritas depois, o céu anuncia o azul e o mar abre-se à luz.

Regressa a chuva que enevoa a paisagem. Reataco a escrita.