Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Entre o Sono e o Sonho – Antologia Poética

Caros Amigos e Leitores,

É já no próximo sábado, 16 de março, o lançamento da Antologia Poética “Entre o Sono e o Sonho” coordenada por Gonçalo Martins e com a Chancela da Chiado Editora.

Será no Salão Preto e Prata do Casino Estoril pelas 15h.

Quem estiver por ali pode dar um saltinho e quem gostar de livros e poesia pode deslocar-se…

O Gonçalo teve a gentileza de convidar-me a integrar a antologia, o que aceitei com a maior honra, e só tenho pena de não poder estar presente, mas Maputo fica um bocadinho fora de mão…

Bem hajam!

jpv


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Vermelho Direto – O 12º Jogador

O 12º Jogador

Como dizem os espanhóis, Eu não acredito em bruxas, mas lá que as há, há!

Não podia ser mais verdadeira, nem fazer mais sentido esta frase do que quando aplicada aos recentes acontecimentos em torno da equipa de futebol do Benfica.

Na passada quinta-feira, ganharam ao Bordéus e quando se esperaria uma ovação pela vitória internacional, o público da Luz assobiou e vaiou longamente a equipa no momento em que esta se dirigia para os balneários. E percebeu-se porquê. A equipa francesa esteve perfeitamente ao alcance do Benfica que poderia e deveria ter resolvido a eliminatória com um dois a zero ou um três a zero. Em vez disso, a equipa encolheu-se, entrou numa inexplicável poupança física e nem sequer entrou em campo com homens que constituíssem garantia de um resultado sólido. O 12º jogador, que nunca se sabe bem a influência que tem, não gostou da brincadeira até porque já viu este filme das invenções antes e vai de mostrar um amarelo alaranjado à equipa. E muito bem. Aquela malta é paga para correr, por isso corram e façam pela vida!

Ontem à noite, desde que a equipa entrou em campo contra o Gil Vicente até que o jogo terminou, os adeptos foram incansáveis em aplausos e cânticos e o que fizeram na quinta feira anterior também esteve em campo. O treinador não se atreveu a inventar. Pôs em campo os melhores e os melhores também não inventaram e marcaram o primeiro golo aos 12′ minutos e o último aos 92′ com mais três pelo meio. Sintomático! Não houve afrouxamentos, nem poupanças. Houve o sempre deveria ter havido: brio e profissionalismo. Caso para se dizer que o 12º jogador foi determinante! E aposto que farão o mesmo na deslocação a França sendo que não interessa muito até onde irão nessa competição que este ano será ganha, muito provavelmente, pelo Tottenham… Ah pois, aqui também se faz um poucochinho de futurismo ou pensavam que era exclusivo do mestre Karambá?
jpv


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Tento na TV – O Efeito Fita Cola

Tento na TV – O Efeito Fita Cola

“Está a haver uma grande aderência por parte da população…”

7 de março
Responsável político
pelo alargamento da rede
de gás natural em entrevista à TVM.

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A vantagem de haver aderência em vez de adesão é que,
uma vez agarradas, as pessoas têm dificuldade em soltar-se!


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Será do Entroncamento?


Clique na imagem para aumentar.
Na sua página do Facebook, o meu amigo Cajó Nunes deu a conhecer esta foto. Eu não sei se a carrinha e o produto que vende são do Entroncamento, mas parecem. Pelo menos, têm o seu toque de fenómeno!

Senão vejamos, o tipo nasce frango, vive frango, morre frango mas desfaz-se na boca como… leitão! Eh malta da carrinha maravilha, são duas dúzias aqui para Maputo! E, avisa quem sabe, cuidado com a ASAE! Se as vacas não podem ter cavalo, não me admira que eles impliquem com o leitão que vive nos vossos frangos! Mai nada!

jpv


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A Não Esquecer



É num fim de semana como este, em que começo a corrigir testes na manhã de sábado e só acabo domingo, que eu me lembro de não me esquecer de dizer umas frases contundentes àqueles amigos que, às vezes, e por certo na brincadeira, dizem que ser professor é porreirinho porque se tem muitas férias. 

Nós temos as mesmas férias que os outros e ainda queimamos dias, noites, feriados e fins de semana a corrigir testes e trabalhos e a fazer materiais e o nosso patrão não nos paga as ferramentas de trabalho! Ouviram?! Espero bem que sim porque agora tenho aqui o teste do E.S. e este dá-me sempre água pela barba!

jpv


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M de…

M de…

M de Solidária,
M de Persistente,
M de Amante
E Mãe da gente.

M de Perspicaz,
M de Sofrida,
M de Ipunemente
Agredida.

M de Dádiva,
M de Entrega total,
M de Proteção
À escala global.

M de Graciosidade,
M de Ternura,
M de Amor
Que perdura.

M de Elegância,
M de Sedução,
M de Querer
A tua roupa no meu chão.

M de Educar,
M de Resiliência,
M de Suportar
A vida
Com infinita paciência.

M de Solteira,
M de Casada,
M de ser a única
Que tem um M de Divorciada.

M de Trabalho,
M de Corpo,
M de Seio,
E M de Espera…
E o homem não veio.

M de Presença,
M de Paixão,
M de Crer,
M de tentar até morrer.

M de Inteira,
M de Companheira
Da companheira M.

M de Mulher
Para o homem que souber.

M sem mais nada,
Nua e despida,
M na morte toda,
Porque M toda a vida.

jpv


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Crónicas de Maledicência – O Salário Mínimo

Crónicas de Maledicência – O Salário Mínimo

António Borges, consultor do Governo, disse e defendeu que “o ideal era que os salários descessem”.

É claro que não se referia ao seu, que é de milhares, é claro que não se referia aos dos gestores das empresas, dos Bancos, das PPP, dos institutos, dos tipos que, como ele, não têm quaisquer problemas financeiros nem estão a pagar a crise que não criaram. Borges referia-se ao salário mínimo que é um dos mais baixos da Europa.

Ora, eu nem vou pela argumentação fácil, ainda que verdadeira e pungente, de dizer que as pessoas já estão em dificuldades, algumas em rutura, outras em miséria, milhares a fugir do país, sim, porque o que está a acontecer não é imigração, nos dias que correm, os portugueses fogem de Portugal e não o fazem porque queiram, fazem-no porque são perseguidos dentro do seu próprio país. Eu nem vou dizer que é uma imoralidade e de uma total falta de ética baixar os vencimentos dos que ganham menos. Eu nem vou perder tempo a demonstrar que há outros caminhos para combater o desemprego, isso é tudo fácil.

O que venho trazer-vos, a propósito das declarações do senhor conselheiro, é um raciocínio sobre os efeitos diretos de uma tal medida. E o raciocínio é este. Nós, humanos, somos defensivos por natureza, autoprotegemo-nos e somos umbilicais porque é esse o segredo de termos sobrevivido num Universo agressivo e com diversas outras espécies concorrentes. Nessa medida, só uma pessoa muito ignorante, muito ingénua ou muito mal intencionada é que se atreve a acreditar que baixar o salário mínimo aumentará o emprego. Efetivamente, os empresários, quando puderem pagar menos pelo salário mínimo, tendo em conta a crise em que o país vive, não vão contratar mais pessoas, vão é reduzir os vencimentos dos empregados que já tenham e, assim, a medida transforma-se em mais um mecanismo de defesa e poupança daqueles que já têm muito e transforma-se em mais uma atitude de violência e agressividade para com um povo que está já desgastado não obstante a forma cívica e estóica como tem aceitado a austeridade. Isto é básico. E Borges só não vê isto, ou não quer ver, porque se está a defender. Afinal de contas, todos sabemos de que lado da barricada é que ele está!
jpv


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Citação das Mulheres

“Em toda espécie de amor feminino transparece também alguma coisa do amor maternal.”
Nietzsche


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Citação das Mulheres

“No homem, o desejo gera o amor. Na mulher, o amor gera o desejo.”

Jonathan Swift


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Vermelho Direto – Vermelho Direto

Vermelho Direto

Não, amigos, não há engano. Esta crónica tem o mesmo título que a rubrica. E, adivinha-se, é sobre o vermelho direto mostrado ontem a Nani no jogo de titãs entre o Manchester United e o Real Madrid.

Sem clubite que me mova neste caso particular, sinceramente não percebo porque é que a maioria dos comentadores e analistas teima em defender erradamente que não foi falta para vermelho direto. Talvez porque não gostem do Mourinho ou do Cristiano, talvez porque saibam pouco de regras, talvez porque, para um português, ver outro português perder desperta aquela coisa antiga e mesquinha do “bem feita!”

Foi falta para cartão vermelho direto. O cartão que o árbitro teve a coragem de mostrar e mostrou muito bem.

Eu explico. Alguns comentadores vêm com a treta da intencionalidade. Ora, a lei do futebol refere a intencionalidade mas só no que respeita a situações de sanção disciplinar. Nesses casos, quando um jogador tem a intenção de atingir outro é advertido disciplinarmente com cartão amarelo ou vermelho consoante as situações. Assim, disciplinarmente, Nani não merecia cartão nenhum, nem mesmo amarelo, porque ele pura e simplesmente não tem qualquer intenção de atingir o adversário.

Acontece que os cartões não existem só para advertências disciplinares. Eles também existem para advertências técnicas. Isto porque um jogador tem de ser responsável dentro do campo. O que a lei diz é clarinho como a água. Diz que, se um jogador fizer um gesto técnico que ponha em causa a integridade física de um adversário ou companheiro de equipa, deve ser advertido com cartão amarelo ou vermelho consoante a gravidade do gesto. Assim se impede que os jogadores sejam irresponsáveis. Nani ao fazer aquele gesto, achava mesmo que nenhum adversário o estaria a marcar? Achava mesmo que era o único que queria a bola? Não olhou em volta, mas devia ter olhado para saber se podia levantar o pé àquela altura. Se não houvesse punição técnica, isso quereria dizer que um jogador, desde que não tivesse intenção, poderia matar outro jogador em campo? Claro que não. O futebol é um jogo coletivo, os jogadores são obrigados a ser responsáveis e a ter a noção das interações em que participam e não podem ser descuidados, nem desleixados ao ponto colocarem a integridade física dos outros em causa.

Eu bem sei que o rapaz não teve intenção. Não duvido disso. Mas também sei que o Nani ontem foi descuidado ao ponto de dar uma patada violentíssima num adversário. Cartão vermelho direto bem mostrado. Sem espinhas. Um cartão que alterou completamente a história do jogo. Jogo rico em polémicas e emoção. Como convém, caso contrário não tinha piada nenhuma!

jpv