(Imagem de Telma Moreira, aqui)
Geografia da Alma
Não peças
O que não tenho
Para dar-te.
Não queiras
O desenho
Que não sei desenhar-te.
Não sintas
Por mim
Esses sentimentos
Que são teus.
Não procures nos teus meandros
Os meandros meus.
Não me guies os passos,
Não me estendas os braços,
Generosos e oferecidos.
Quanto mais os estendes,
Mais os meus se sentem perdidos.
Não sejas a minha luz,
Nem a mão que me conduz,
Não sejas para mim nada.
Apenas a suave alvorada,
A alma
Pela minh’ alma amada.
Não queiras o meu espaço.
Oferece-me, só,
O teu regaço
E recebe nele a minha entrega.
jpv
25/10/2012 às 23:51
Obrigado, Pérola, a sua simpatia é motivadora! jpv
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25/10/2012 às 22:36
As fotografias de África encantaram-me, mas este poema deixou-me suspensa.
Uma geigrafia da alma que emociona.
Parabéns!
beijinho
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25/10/2012 às 18:12
Sim é impossível, ou não seria o que se sente…
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25/10/2012 às 18:11
Obrigado, Letícia!
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25/10/2012 às 17:18
É impossível deixar de sentir o que se sente, mas bela é entrega do poeta aos versos e ao regaço oferecido.
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25/10/2012 às 17:07
Bonito! 🙂
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