Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Mãe

Não obstante a minha idade, para além dos quarenta, sempre que penso na minha mãe, seja a propósito deste dia, seja por outra razão qualquer, sinto-me menino. É assim como se as mães tivessem um elixir da eterna meninice e sempre que pensamos nelas, a alma voasse para o tempo em que acreditávamos que todas as pessoas eram boas e todas as coisas iam correr bem.

A minha mãe foi sempre um porto de abrigo quente e fofinho e representou sempre para mim a segurança. Não tenho quaisquer dúvidas de que, dadas as dificuldades por que passámos na minha infância, se hoje sou um homem seguro, auto-confiante e empreendedor, isso teve muito a ver com o papel que os meus pais e a minha mãe, em particular, tiveram na minha vida, durante esse período específico.

E assim, venho saudar todas as mães do mundo e a minha em particular que é a melhor delas! O sentimento que me vai no peito é de um amor e de um carinho extremos e por isso era necessário registá-los aqui.

Gostar da nossa mãe é uma coisa natural e um bocadinho egocêntrica como o António Variações, melhor do que qualquer outro compositor e intérprete, imortalizou numa canção a que chamou “Deolinda de Jesus”.

Pois bem, Maria Luísa, o teu filho se curva perante o teu amor, a tua capacidade de proteger, de amparar, de guiar, sem limites nem retornos esperados. És sempre um farol nas minhas decisões. E, se o pai estivesse entre nós, gostaria que te dissesse estas palavras.

jpv


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Seremos Campeões

Seremos Campeões é o título de uma canção que, independentemente do resultado, já é campeã.

Foi aberto um concurso para a canção que será o hino da Seleção Nacional de Futebol no Euro 2012. É uma iniciativa da RTP1 que dá pelo nome de Canta Portugal. Decorrem audiências durante o fim-de-semana para apurar os cinco melhores candidatos após o que será o público, por votação, a escolher a canção que nos representará. Até aqui nada de novo. Há contudo, um candidato especial.

Um conjunto de Técnicos de AEC do Município da Lousã criou uma letra simples e alusiva, juntou-lhe uma música que fica no ouvido e ensaiaram dezenas de alunos do Primeiro e do Segundo Ciclos do Ensino Básico e são eles, os homens e as mulheres do futuro, que cantam a canção que, esperemos, venha a ser da nossa glória.


E como é que eu sei disto tudo? Simples, uma das técnicas envolvidas é a Mana que dá nome aqui à tasca… Força maninha!

Aqui fica para avaliação com a promessa de que, caso venha a ser selecionada para uma das cinco melhores, faremos uma divulgação mais pormenorizada para conhecermos alguns dos técnicos e alunos que dão corpo ao projeto.


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Medida Meia

Medida Meia

Não há uma
Medida meia
Entre teu génio
E teu amor.
Por isso me tens preso
Nessa teia
De que fujo
E a que volto com fervor!

jpv


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Pedra

Pedra

Essa pedra,
Aí, a teu lado,
Marcando
O momento marcado.
Essa luz,
Aí, à tua volta,
Soltando
A alma solta.
Esse verde,
Aí, em teu redor,
Pintando
A paisagem de amor.
E tu,
Aí, inteira,
Incendiando
Meu coração na fogueira!

jpv


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O Caminho das Palavras

O Caminho das Palavras

Viste passar
A minha Escrita?
Aquela que dizias
Bonita?
Sabes por onde andam
Meus versos?
Perdidos no tempo
E no espaço dispersos?
Sabes porque embruteci?
A voz da Fénix
Emudeci…

Falta-me o sopro
Da musa
A ideia concisa
E a palavra profusa.
Falta-me
O rasgo e a precisão
Dessa luz imprecisa
A que chamas inspiração.

Morro.
Estou morto e caído.
E encontro
No verso perdido
O epitáfio do poeta.
E as palavras que restam
Não lhe erguem
A figura.
Desenham-se, imperfeitas,
E abrem-lhe a sepultura.
Vem tu fechá-la,
Ó musa das palavras ausentes,
Vem dizer-lhe
Um último adeus
Com rimas dolentes.
E cerra
Os olhos seus
Para sempre.

O sempre da escrita.
Enquanto, vivo e mudo,
O pobre poeta grita
Um grito vazio e absurdo.
E não percebe o destino
Nem a sorte
De ter vivido pelas palavras
E pelas palavras
Ter encontrado
A morte!

Viste passar
As minhas ideias?
Urdidas em belas frases
Como quem constrói teias?
Não!
Não poderias ter visto.
Essas ideias
São hoje um misto
De nada
E coisa nenhuma.
Habitam na branca
E indecisa escuma
Do meu ser.

Sequei, musa,
Sequei.
E já não sei
O caminho das palavras.

jpv


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Divulgar Boa Publicidade

(Clique na imagem para aumentar)

Não sei se é boa, mas é engenhosa… Só é pena o número não ser válido. Acho que é brasileiro. Para além do interesse de haver um hospital para panelas, há ainda a ilusão de ótica do anúncio… ora clique na imagem e leia tudinho com atenção!


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Humordaz

HUMORDAZ
———————-
Da Net


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Crónicas de Maledicência – O Preço da Miséria


Crónicas de Maledicência – O Preço da Miséria

Eu não acho que Portugal seja um país miserável. Longe, muito longe disso. Por vezes, contudo, é um país miserabilista. E há quem saiba, de quando em vez, aproveitar-se disso. Foi o que fez a cadeia de supermercados Pingo Doce no passado dia 1 de maio.

O país vive uma crise profunda que tem, naturalmente, consequências devastadoras nas vidas das pessoas, nos seus orçamentos, nos seus hábitos e na forma como adquirem os bens mais básicos e elementares para a sua subsistência. No dia primeiro de maio, com uma promoção de 50% de desconto para compras superiores a 100€, o Pingo Doce arrasou a concorrência, arrasou as próprias regras da concorrência, pode ter perdido dinheiro, ganhou clientes, teve os seus trabalhadores a laborar no dia do ano que lhes é dedicado, destruiu por completo o 1º de maio, não só porque desviou as pessoas da reflexão e da participação em eventos inerentes à data, mas também porque retirou às comemorações do dia toda a centralidade e impacto que deveriam ter tido no âmbito das notícias.

Tudo isto é muito sério e muito grave. Mas, o mais grave, é um delito moral que importa não deixar impune. O Pingo Doce explorou o clima de crise, as dificuldades e a miséria alheios para fazer negócio, para esvaziar prateleiras. Podem agora vir com as explicações que quiserem. Muitas delas plausíveis, como por exemplo, o espírito e a mentalidade que levou as pessoas a aderirem e a maltratarem-se por um saco de pão, um pacote de detergente, uma caixa de morangos. Na minha opinião, que não é mais do que isso, tratou-se de uma ação de marketing absolutamente execrável. Fosse isto um país sério e a sério e alguém responderia pelo crime no tribunal dos valores. Mas não é. Impunes ficarão os prevaricadores. Outra vez!

Tenho dito!
jpv