Ode à Esperança!
Vieste rápida e fulminante
E percebi, nesse exato
E preciso instante,
Que vinhas para cortar.
Sulcar a pele da alma.
Atraiçoar uma curva do sentimento.
E foi nesse preciso momento
Que te sorri.
E quando eu te sorri,
Começaste a cair.
Desboroaste as ideias
Até ficarem impercetíveis
E morreste emaranhada nas teias
Pegajosas
E perecíveis
Do teu labor
Insidioso.
Não vais longe.
Não é que não pudesses.
Mas ficas presa
Às tramas que tu mesma teces…
Adeus, esperança,
Adeus.
Por via dos teus erros
E dos meus
Termina aqui a nossa dança.
E enquanto ficas
Tentando perceber o que se passou
Agarro na vida e vou.
E vês-me!
E pensas que ainda sou eu.
Mas eu já lá não estou.
E esse pó que te ofusca
Pelo caminho que agora reconheces nefasto.
Não é nada, esperança, não é nada.
É só a nuvem gloriosa de meu rasto!
jpv

18/05/2012 às 11:20
O agarrar na vida com garra, é preciso, reforça-nos todos os dias.
Bem haja pela poesia sublime que nos oferece.
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18/05/2012 às 01:32
Desilusão? caro/a leitor/a, ora leia lá a coisita até ao fim… A esperança pode estar na mó de baixo, mas o sujeito poético (sempre gostei desta expressão)já a ofusca com um pó especial… Obrigado por ler e comentar.
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18/05/2012 às 01:27
Tão grande é esta desilusão… tão belas as palavras que a cantam… tão pungente a poesia que a resume…
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