Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Mais Natureza… florida

Explodem as cores e os aromas por todos os recantos. Ambas as plantas que se veem nas fotos exalam aromas fantásticos e perfumam os dias de abril.

 (Glicínia)

(Glicínia)
 (Jasmim)

(Jasmim)


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Mais Natureza

A Natureza surpreende-me sempre. A bicharada das fotos, exceto o animal maior, tem uma semaninha de vida. E que vida! A Primavera continua a chegar!


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Advertência!

O Governo adverte que fumar pode prejudicar gravemente a sua saúde e a dos que a rodeiam. Em acréscimo e por simpatia, o Governo mais informa que fumar pode matar… do coração!

(Ó mãezinha… 
tira-me daqui que eu não sei andar nisto!)


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Noivas

Sebastião da Gama disse que eram como noivas… as pereiras em flor!
A Natureza é generosa. Não só darão o fruto, como o antecipam com a espetacularidade da flor.



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Medicina Tradicional

Os poderes curativos do eucalipto!


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Diálogo ao Acaso

Mea Culpa:

– Para a semana trabalhas?
– Não, estou de férias.
– E o que vais fazer?
– Trabalhar!


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Divulgar: Mestre Curfia

Ora cá estamos de regresso ao meu fetiche favorito: os Mestres Astrólogos!

Como se percebe, o Entroncamento está muito bem servido!

Claramente, este não aposta tanto no que é capaz de curar, isso é um dado adquirido! A aposta é nos estratos sociais cuja confiança ganhou… e claramente na redução do tempo para apresentação de resultados. Quase todos prometem resultados em 7 dias. O Mestre Curfia faz isso em 48 horas!

Assim se é um político, um empresário, um artista ou um etc, já sabe, os problemas resolvem-se junto do Mestre Curfia.

Mai nada!


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Subtilezas!

Caríssimos,
é só uma curiosidade.

Esta frase está numa embalagem de um produto alimentar. Quem lê, só porque está na embalagem, parece que a frase da imagem está relacionada com o produto. Mas não está! Reparem, esta frase é uma generalidade e pode estar num pacote de leite, de pão, de manteiga, de compota, de queijo… enfim… subtilezas!

Já agora, calculam onde?


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Conselho Enófilo

Uma surpresa.
Um vinho despretensioso, Barato, 1,98€ e muito agradável.
Tem um inequívoco aroma a maçã camoesa, é muito leve e tem uma ligeira agulha que lhe dá vida.

Boa malha!


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O Clã do Comboio – Polifonia Móvel

Polifonia Móvel

Os Telemóveis são uma praga. Uma infeção social. Uma marca da nossa ignorância, da nossa futilidade, um hino ao desnecessário. Representam tudo aquilo de que a Humanidade deveria ter-se desviado e, infelizmente, cultivou.
Ora, em matéria de telemóveis, o pior são os toques. Mesmo pressupondo o absurdo dos telemóveis existirem, deveria ser obrigatório que fossem silenciosos. O regional, ultimamente, parece uma orquestra de toques polifónicos. Toda a gente tem um toque diferente e as pessoas parecem competir para ver quem tem o toque mais absurdo, o mais barulhento e incomodativo. Os seres humanos são burros! Queixam-se da bomba atómica, da poluição dos mares e dos rios, de mil e um aspetos ambientais e esquecem esta gigantesca explosão sonora que, à escala mundial, todos os dias nos agride os ouvidos e o cérebro.

Todos os dias, religiosamente às 8:45, há um rancho folclórico que se esganiça na mala de uma mulher adormecida. Todos os dias, religiosamente a qualquer hora, e durante a viagem toda, há um tipo que recebe uns dez ou quinze e-mails no seu telemóvel e o problema é que o toque dele é a voz metálica e aguda de uma mulher dizendo como um robô, alto e bom som, You’ve got mail! Apetece-me apertar-lhe o pescoço, mas ela não tem pescoço. É só um pedaço de plástico fabricado na Tailândia. E há aquele tipo de meia-idade cujo toque é a imitação sonorosa de um telefone antigo. Aquilo toca na outra ponta da carruagem e todos ficamos a saber que a senhora do senhor quer saber se ele apanhou o comboio. A situação mais curiosa que presenciei foi a da velhinha. A velhinha era baixinha e pequenina e enrugadinha e sentou-se e adormeceu, coitadinha. Estávamos os dois numa fila de três bancos e entre nós jazia a mala dela. A carruagem ia cheia e em razoável silêncio. Momentos depois, ecoa por todo o Universo uma brutal, envolvente, cheia de baterias e diversos palavrões em inglês, música de heavy metal. O som era alto, mas um pouco abafado. A velhinha abriu os olhos e a mala e tirou de lá de dentro o telemóvel donde emanava toda aquela gritaria. E, nesse preciso momento, o som perdeu o abafado, ficou só ensurdecedor. Então, ela carregou na tecla de atender e disse com uma voz pífia, muito fraquinha, assim como quem não quer incomodar:
– ‘Tá lá?

E tocam, e tocam, e tocam… ele é os grilos que grilam, os galos que cantam, os gatos que miam, os Xutos e Pontapés, o Tony Carreira, a Rhianna, a Adèle, a Dulce Pontes, o Quim Barreiros, o Beethoven, uma voz a dizer, Atende o telefone, ó pá, os bips discretos, os bips não discretos, as mais diversas combinações de sons perfeitamente indefinidos. Há dias aconteceu algo interessante, sobretudo tendo em conta os dias que vivemos. Um tipo tinha um telefone com um altifalante tão bom que se ouvia nitidamente o que o interlocutor dele estava a dizer do outro lado. Começou ele:
– Tenho uma coisa para ti…
– O que é?
– Eu depois digo.
– Vá lá, pá, diz lá, pá…
– É trabalho.
– Ora porra!
E há quem fale baixinho, mesmo baixinho. E há quem fale alto, mesmo alto. E há quem queira falar baixinho, julgue que vai a falar baixinho, tenha os tiques de quem vai a falar baixinho, mas cuja voz atravessa cristalinamente a carruagem com todos os pormenores do jantar, da educação dos filhos, da vida amorosa, do divórcio, do trabalho.

Os telemóveis, sobretudo os toques, estão a invadir o nosso quotidiano e o nosso cérebro e nós agimos como se houvesse regras, e há, mas o facto é que está instalada a selva polifónica. A infeção sonora. O vírus móvel. E não há nada a fazer. A propósito, eu tenho telemóvel. Bip pseudo-discreto. Falo alto.

jpv