Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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Humor de Crise (4 de 4)

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Os Gloriosos Anos 80 Eram Assim…

Caros leitores, 
eu gosto desta canção. A sério que gosto. Gosto do ritmo, da musicalidade, faz-me sentir bem…

Isso não quer dizer que eu seja cego ou fique acrítico mesmo tratando-se dos gloriosos anos 80 que eu tanto prezo e que tanto me marcaram…

Ora, façamos uma breve crítica analítica do clip.
1) Só nos anos 80, um cantor se apresentava em troco nu numa cama a cantar uma canção.
2) Só nos anos 80 ele se atreveria a ter aquela cabeleira longa e farta!
3) Só nos anos 80 um suposto sex symbol como Engelbert Humperdinck se apresentava às fãs com uma bigodaça de fazer inveja a muita cabeleira.
4) Mas há pior. Então o homem está a cantar please release me, let me go, que é como quem diz, por favor deslarga-me, deixa-me ir à minha vida e, ao mesmo tempo:
      a) Ela serve-lhe champanhe!
      b) Ele beija-a apaixonadamente, por certo, uma beijoca de despedida, pró caminho!
      c) Ele despe-a!!! Deve ser para ficar gravada na memória…
      d) Ela mostra um cuecão com que hoje se faria um jogo de lençóis mais uma almofadinha pró sofá!
      e) Eles terminam ternamente abraçados! Atão mas não era release me, let me go?

Ora, oiça lá a melodia e divirta-se!

Engelbert Humperdinck – Please release me 1985


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Citação do Olhar

“O Olhar é o começo de todos os pecados.”

jpv


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Custo de Vida!

A semana passada, num supermercado, pediram-me 5,21€ por dezasseis cápsulas de café que custavam, duas semanas antes, 4,79€.
Hoje
, ultraje dos ultrajes, num local onde bebia um café por 0,60€, cobraram-me 0,75€. Isto quer dizer que um café subiu qualquer coisa como 25%!!! Eu bem sei da crise, mas como não percebo nada de finanças, sempre acho um abuso um produto subir 21% mais do que a inflação.
Por favor, expliquem-me, como se eu fosse muito burro, o que é que eu não percebi…

Resolução de ano novo
: não beber mais café na rua! Pois, pois, eu bem sei as consequências mas cento e cinquenta paus dos antigos por uma pinga de água, mesmo sendo cheirosa, começa a ser pedir muito!


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Divulgar

Nasceu hoje mais um espaço de escrita. O “Crazy 40 Blog

Multilingue, formato personalizado, da autoria de uma amiga de quem já tenho publicado algumas coisas.


O tempo dirá no que se transformará este espaço, mas creio, pela qualidade do que lhe tenho lido, que iremos passar alguns momentos agradáveis.


Como acredito na partilha como princípio da preservação e da evolução aqui fica o endereço certinho:


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"Com Amor," – Documento 82

Olá Tânia,

Eu devo ser a pessoa menos indicada para ajudar-te e a razão é simples. Há alguns que vivo esse problema com a Patrícia e não o consegui resolver ainda. Com uma agravante, eu entreguei-me a essa ideia e a esse modo de vida. Fi-lo por amor e por isso assumo todos os compromissos inerentes, mas hoje sei que não me revejo nessa forma de estar e nesse modo de vida. É tudo demasiado efémero, Tânia, para que nos percamos nesses esforços hercúleos que não nos levam senão ao desgaste e à desilusão.

Vamos ao teu caso. Do teu texto retive dois ou três aspectos em que talvez possa ajudar-te ou, pelo menos, dar a minha opinião. Falas em dois conflitos, num com o Zé Pedro e noutro contigo mesma. O que tens de resolver primeiro, Tânia, é o teu. Tens de definir para ti, e até com uma boa dose de egoísmo, aquilo que queres da vida neste momento e aquilo que queres da vida a longo termo. Nessa vontade intrínseca encontrarás os teus princípios. Não te desvies deles. Esse é o preço que não podes pagar.

Sempre dizemos a quem atravessa esse tipo de problema para conversarem e comunicarem. Vejo que já fizeste isso, embora, de facto, nunca seja demasiado. O essencial, Tânia, é que tomes a tua decisão em paz contigo própria. Podes resistir a tudo, mas não resistirás à ausência da tua paz interior. Como te disse, fiz esse caminho de crescimento financeiro, patrimonial e social e acho que nunca me senti mal porque estive sempre em paz comigo, mas ultimamente ando agitado, sinto que me traí a mim mesmo e apetece-me começar do nada. A minha mulher, ao contrário, pretende continuar a “crescer” e este tem sido o motivo central do nosso conflito.

Não sei se ajudei ou… compliquei!
Tentei,

Até sexta.

Rui.


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"Com Amor," – Documento 81

Olá Rui.

Estamos combinados para sexta.
talvez não seja justo andar a espicaçar-te a curiosidade para depois te deixar sempre em suspenso. por resolvi escrever-te este mail em que te dou uma visão geral do meu problema, que é um problema bom. Aproveito para desabafar. Preciso de “falar” com alguém sobre isto.

Somos colegas há muitos anos, conheceste-me solteira e boa rapariga 🙂 depois casada e agora divorciada. E, à distância, tens assistido à minha relação com o Zé Pedro. O Zé Pedro, como sabes, é uma excelente pessoa. Temo-nos apoiado mutuamente e esse foi um dos pilares do nosso relacionamento. O irónico é que eu comecei por não esperar muito desse relacionamento e um dia convenci-me de que talvez pudesse confiar nele e esperar dele algo de mais sólido, assumido e definitivo, e quando isso aconteceu, eu reagi mal, muito mal. Quando finalmente o Zé Pedro me propôs que vivêssemos juntos como um casal, eu assustei-me. Não tanto pela proposta que eu esperava  mais tarde ou mais cedo, mas pelo teor dela.

Tu conheces-me. Sabes que sou uma pessoa livre e despreocupada e gosto de viver um dia de cada vez. Ora, o Zé Pedro fez-me a proposta-maravilha, mas ela pareceu-me demasiado calculada, muito como um negócio, com tudo previsto num contrato de compra e venda. Ele vendia o apartamento dele e eu o meu e íamos comprar um muito maior e mais caro, comprávamos um monovolume, também mais caro, mobílias, cortinados, televisão frigorífico… ufa… assustei-me. Agora que eu me habituara a meu canto e ao meu pouco e achava que era já muito, vejo-me confrontada com um homem que eu amo, que me ama, que me quer assumir, mas sinto a minha vida a ser enfiada numa folha de cálculo do excell. O compromisso de amor com o Zé Pedro não me assusta, mas tudo o resto me deixa aterrada e sufocada. Eu quero-o a ele, mas não preciso destas mudanças todas, destas coisas todas, destes compromissos todos. É evidente que lhe fiz sentir isso, mas ele está muito convicto do que quer, muito seguro dos passos a dar e começa logo a argumentar e eu até percebo que, racionalmente, tudo aquilo faz sentido, mas não consigo apropriar-me da ideia nem consigo sentir-me confortável com ela.

De repente, já não estamos a falar de nós, nem do muito que nos amamos, mas estamos a discutir o valor e a importância do património. Algures, nestes dois anos de namoro sério, eu devo ter dado a entender que aceitaria um tal cenário, mas, se o fiz, juro que foi involuntário. Há aqui um conflito que é meu e do Zé Pedro, mas também há aqui um conflito que é só meu.

Vês, eu não te disse que era um problema bom? Eu não te disse que qualquer outra mulher teria aceitado?

Pronto, já desabafei.
Não precisas comentar nem dar conselhos, mas podes, claro! 🙂

Tânia.