Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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"Com Amor," – Documento 63

Laurita,

Choquinhos na “Toca”? Aprovado! Passas por aqui? Passo por aí?

Os homens são uns trastes. Devias ter feito como eu. Nunca me casei porque nunca confiei na espécie. Estás tu a ver aquela minha amostra de namorado… com mais de quarenta anos e ainda não tem a certeza de querer assumir um compromisso. Então vai assumi-lo quando? Em vésperas do seu próprio funeral? Vive lá no cabo do mundo, visita-me de três em três meses, declara-se apaixonado, fazemos amor – nisso ele é bom – e vai-se de novo. E eu aqui, à espera.

Um dia destes viro-me para as gajas! Dizem que a pele é mais suave. Li numa revista na sala de espera do dentista!!!
Na “Toca”!

Bjs.
Madalena.


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"Com Amor," – Documento 62

Miga,

Vamos jantar juntas esta semana?

Temos umas conversinhas para pôr em dia!

Eu estou como o nosso Sporting, quando não há vitórias para comemorar, comemoram-se as derrotas dos lampiões.

Pois, já não deves lembrar-te, mas faz dois anos que me divorciei do Alberto.

Ele está bem, pelo que me vão dizendo os miúdos. Tem uma namorada. Amiga, diz ele. Faz-lhe bem. Sabes, nunca lhe quis mal.

O outro lá continua entregue ao trabalho e ao casamento moribundo. Está moribundo desde que o conheço e nunca mais morre! Esquece. Isso não é importante. Está-me a apetecer vadiar e tu és a companhia ideal… hihihi…

Falas pouco, ouves muito… Gosto desta liberdade de estar entregue só a mim, à minha vontade e ao meu critério. Isto é viciante. Os homens servem para muito pouco. Só para aquela coisinha… De resto, a malta safa-se bem sem eles.

Que me dizes a uns choquinhos fritos na “Toca”? Que se lixe a linha!

Bj.
Laura.