Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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CallCenter Chronicles

Ora bem, todos sabemos que as tecnologias da comunicação são importantes, mas também não é preciso andar por aí a desgraçar vidas… digo eu!

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Assistente : Experimente retirar a antena e voltar a colocá-la .



Cliente : Nem pensar ! A antena vem agarrada e depois parto isto tudo … Dava cabo da minha vida


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CallCenter Chronicles

Pois, inventam coisas com nomes complicados! Ele é só estrangeirices. Depois dá nisto:

– E em que posso ajudá-lo?
– Olhe, queria saber se já tenho o room service activado…


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Colheita de ’67 – (1)

Este ano, 1967, teria sido um ano comum, admito até que o seja para muitos, para mim é o centro da cósmica contagem dos tempos, é o ano de um excelente Chardonnay, o ano em que Eduardo Nascimento ganhou o festival da canção, fabricou-se esse inimitável carro, o ´67 Mustang. E o ano em que a minha mãe deu à luz um miúdo pacato de olhos ávidos.
Aqui ficam algumas pérolas desse ano. Chamar-lhes-ei, com pouca originalidade e muito carinho, a “Colheita de ’67“.
Comecemos por estas:
E agora o ’67 Mustang:


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Lua

Lua

Subiste luminosa
E prenhe de fantasia.
Espelhaste a prata no mar
Quieto e tranquilo
Enquanto a tua forma redonda se exibia.
E ficaste a banhar-me de luz,
E trouxeste milagres à noite.
Ficou misterioso o marulhar das águas
E o cantar nocturno das aves.
Há noites assim.
São inteiras.
E nesse horizonte
De luz e sombra pintado
Vi as palmeiras, o mar de prata,
E um barquinho cruzando a noite.
Como um quadro desenhado.
Não me lembro já como foi o dia.
A noite
Foi luminosa
Enfeitiçada pela tua magia!

jpv


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Nocturno

Nocturno

A noite veste a terra
E tinge o mar de breu.
Um ar cálido e perfumado de jasmim
Envolve os corpos
Que exibem a sensualidade
Do calor.
Um casal passa de patins
E outro, vestido parta a noite,
Desliza de mão dada.
Trinta e oito graus
De lazer.
Sardinhas espetadas em paus,
A arder.
A luz irrompe das lojas,
Ilumina nas ruas a gente.
Ao longe ouve-se um homem
Chorando um destino
Numa canção dolente.
Junto aos pais correm
Crianças agitadas
E outras jazem adormecidas e fatigadas.
Passam dois rapazes abraçados
E, ao fundo, no mar escuro,
Dois corpos mergulhados
Entregam-se em beijos nocturnos e salgados.

jpv


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Tardes Raras

Tardes Raras

Gosto duma tarde fresca
E sonolenta como esta,
Em que a maior preocupação
E o trabalho maior
É decidir se acordo da sesta.
Gosto do zumbido cerrado
Das cigarras.
Gosto do horizonte azul,
Das uvas frescas,
Dos gestos sem amarras,
Do tempo sem princípio
Nem fim.
Do mar aberto a mim…
Gosto destas tardes raras!

jpv