Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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As Cores da Primavera

Anuncia-se a Primavera na intensidade da luz, na duração dos dias e nas cores que despontam. Hoje, enquanto passeava o Bronco, ou ele a mim, deparei-me com este colorido. Não partilhar era crime! Quem se der ao trabalho de fazer um zoom à terceira imagem, há-de reparar que lá ao fundo, depois do monte de lenha, está um enorme corvo posando para a foto. São as cores e as gentes da Primavera anunciando-se…




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De Negro Vestida – LXV

 

Abandonar o Negro – III

Não foram necessárias outras apresentações.
Ambos sabiam que haveria muito a dizer e que poderiam dizê-lo ou não. Talvez o olhar e os sorrisos e as feições e toda essa linguagem do corpo que está antes e depois das palavras dissessem o que elas não conseguiam.
Há dois tipos de relacionamento no que respeita ao uso das palavras. Aquele em que elas são muito precisas para explicar as ideias e os comportamentos e em que têm de ser escolhidas com todo o cuidado evitando más interpretações e aquele em que as palavras vêm só confirmar o que os olhos estavam dizendo.

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O Romance “De Negro Vestida” foi publicado, capítulo a capítulo, neste blogue, entre 26 de janeiro de 2010 e 22 de abril de 2011.

Agora que conhecerá outros voos, nomeadamente, a publicação em livro, deixamos aqui um excerto de cada capítulo e convidamos todos os amigos e leitores a adquirirem o livro.

Obrigado pela vossa dedicação.

Setembro de 2013

João Paulo Videira

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De Negro Vestida – LXIV

 

Abandonar o Negro – II

Eu, caro leitor, sou um humilde desenhador de palavras e de imagens com elas e reconheço essa minha condição. Não tenho, por isso, qualquer pretensão de, sequer, fingir que sou Deus ou controlo a vida. Nem mesmo a vida dentro destas linhas. Nem a vida, nem a morte. E, se alguma coisa puderdes aprender com esta história, que seja o inestimável valor da vida e da morte que não é mais do que um passo daquela. Aprendereis, se quiserdes, que não há existências boas nem más, não há vidas vãs e não há mortes em vão. Tudo se conjuga em pequenos sentidos num sentido mais lato e global.
É por isso que Manuel Matos Vasques não deixou de agir quando morreu.

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O Romance “De Negro Vestida” foi publicado, capítulo a capítulo, neste blogue, entre 26 de janeiro de 2010 e 22 de abril de 2011.

Agora que conhecerá outros voos, nomeadamente, a publicação em livro, deixamos aqui um excerto de cada capítulo e convidamos todos os amigos e leitores a adquirirem o livro.

Obrigado pela vossa dedicação.

Setembro de 2013

João Paulo Videira

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