Mails para a minha Irmã

"Era uma vez um jovem vigoroso, com a alma espantada todos os dias com cada dia."


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M de… raposinha!

Foi então que apareceu uma raposa.

– Olá, bom dia! Disse a raposa.

– Olá, bom dia! – Respondeu delicadamente o principezinho…

-Anda brincar comigo – pediu o principezinho. – Estou tão triste…

– Não posso ir brincar contigo – disse a raposa. – Ainda ninguém me cativou…

Andas à procura de galinhas?

– Não… Ando à procura de amigos. O que é que “cativar” quer dizer?

– Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.

– Laços?

– Sim, laços – disse a raposa. – Eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo e eu serei para ti, única no mundo…

Le petit prince
Antoine de Saint-Exupéry


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M de…

Danae – Gustave Klimt
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——Quem me conhece de perto, sabe bem que sempre fui contra tornar igual coisas que são, na sua essência, diferentes. Como tal, é com amizade e frontalidade que vos digo que também sou um bocadinho avesso a dias que comemoram mulheres e pais e mães e igualdades de coisas que, como disse, são diferentes. Eu penso que o dia da Mulher deve ser todos os dias e todos os dias devemos tratar com dignidade e com respeito e com carinho todas as mulheres do mundo.
——Acontece, porém, que não sou cego nem, tão pouco, ignorante da realidade que me rodeia e sei que as mulheres têm sido alvo de uma tremenda e injusta discriminação de índole sexista. É por isso que abro aqui um espaço para enviar um abraço e um beijinho a todas as mulheres, desejando-lhes felicidades no caminho que é necessário trilhar para continuar o combate contra essa ignomínia que é a discriminação.

——À minha mana, mulher, mãe e a todas as minhas amigas por tudo o que me têm dado com generosidade e amor e compreensão e carinho, um abraço e um beijinho do tamanho do mundo.
João Paulo Videira


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Uma noite diferente

O resultado não interesou muito. Interessou que várias gerações se juntaram numa festa diferente. Há já algum tempo que não visitava a Catedral mas ontem pude fazê-lo com o meu filho, o meu sogro, o meu cunhado e o pai dele. Cinco maduros, três benfiquistas e dois lagartos a ver a bola como deve ser vista: ao vivo e a cores. Para o sogro, benfiquista professo, foi a primeira vez, ao cabo de 76 anos. Para o cunhado também, ao cabo de 39! Eu e o rapaz de vez em quando visitamos a luz ou alvalade (ainda o deserdo!). Há uns dias, alguém me chamou guerreiro. Pois, ontem, o guerreiro descansou o olhar no verde da relva e perdeu-se no turbilhão de 42971 pessoas. Mai nada!… O jogo? mais do mesmo: o Benfica a arrasar!!!

“Cheirando a relva”

“Laços”

“Comprem-me um T1 aqui dentro!!!”